Este blog partilha informação sobre o homeschooling e o unschooling - ensino doméstico ou educação domiciliar. Para navegarem o site, usem os links acima e, para os posts de 2011, o botão da pesquisa na barra direita. Facebook: Aprender Sem Escola Email: aprendersemescola@gmail.com

quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012

sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012

Pedido de divulgação

ALVARO MANUEL CHAVES RIBEIRO acabou de concluir uma dissertação de mestrado sobre ensino doméstico em Portugal, na Universidade do Minho. Nesta sequência esteve presente no Congresso sobre Homeschooling na Universidade de Navarra e está a preparar-se para falar sobre o homeschooling e a economia da educação, em Itália brevemente. Como tem procurado estudar o homeschooling cientificamente criou um movimento no site do governo português. Como o movimento mais votado será recebido pelo 1º ministro de Portugal, queria pedir-vos que, se acharem por bem, divulgassem este movimento a todas as pessoas que o possam apoiar. Obrigado.

O link é o seguinte: http://www.portugal.gov.pt/pt/o-meu-movimento/ver-movimentos.aspx?m=270

quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012

Investigação sobre o Comportamento das Famílias em ensino doméstico

Convido-vos a colaborar com a Cláudia Almeida, uma estudante do Mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias de informação pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa – Instituto Universitário de Lisboa.

Ela desenvolve neste momento uma investigação sobre o Comportamento das Famílias em ensino doméstico, bem como o conhecimento do mesmo. O inquérito inscreve-se no seu projecto final de Mestrado sobre a Tese." A questão da Educação como uma questão social - caso de estudo, o ensino doméstico em Portugal". É direccionado a todos os pais, principalmente aos que tenham crianças em ensino doméstico.

O link para resposta é o seguinte: https://www.surveymonkey.com/s/5B2GCTN

quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012

Missão cumprida!

Este blog nasceu há 3 anos, em Outubro de 2008, quando resolvi pesquisar "ensino doméstico" na internet. Em vez colocar "home education" ou "homeschooling" no motor de busca da Google UK, resolvi pesquisar em português usando a Google PT. Fiquei chocada ao ver os resultados: apenas 4 entradas. Foi então que decidi disseminar informação em português sobre esta matéria, para que as pessoas dos países lusófonos ficassem pelo menos a par desta abordagem ao aprendizado.

Para mostrar o mundo do homeschooling, resolvi traduzir notícias de todo o mundo, para que as pessoas tomassem consciência de que este é um movimento global praticado por pais dos mais variados backgrounds, de todo o tipo de profissões, níveis de rendimento, educação, e assim por diante.

Hoje, pesquisando na net, já não encontramos apenas 4 resultados. Se buscarem ensino doméstico (sem colocarem a expressão entre aspas), aparecem 2.640.000 resultados! O número de visitantes deste blog ultrapassou os 122.000, o número de seguidores atingiu os 323 e temos 547 membros na rede do ensino doméstico! Considero, face a estes números, que o objectivo a que me propus foi totalmente alcançado, pelo menos assim o sinto.

No Brasil, agora existe a Associação Nacional de Ensino Domiciliar. Em Portugal o Movimento Educação Livre está a dar os seus primeiros passos. Vimos em 2011, pela primeira vez, a participação de Portugal na Conferência Europeia do Ensino Doméstico.

O blog não vai ser fechado, pois contém muita informação. Para navegarem o blog, usem os links acima e, para os posts de 2011, as etiquetas ou o botão da pesquisa na barra direita. Os eventuais interessados sobre o ensino doméstico podem seguir os outros links que constam na coluna aqui do lado direito deste blog.

Agradeço todo o vosso apoio durante estes 3 anos e espero que a informação contida nos 1,190 posts deste blog continue a ser útil. Entretanto, continuamos no facebook!

terça-feira, 3 de Janeiro de 2012

Citações: John Keynes, sobre a educação


"Educação: a imposição do incompreensível ao indiferente pelo incompetente." - John Keynes

sábado, 24 de Dezembro de 2011

Uma canção de Natal muito especial



Há cerca de 11 anos estive envolvida num projeto de música na comunidade em que trabalhei com um grupo de idosos com doença de Alzheimer e outros tipos de demência. Nenhum deles era músico. Ao ouvirem a canção, lembrem-se que foi composta por idosos que sofrem de perda de memória, confusão mental, falhas na linguagem, etc. E eles desejam-vos um Natal muito feliz!

quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011

Abraços Gratuitos para um Feliz Natal!

Sempre quis organizar um evento destes!
Demorou, mas foi! Feliz Natal a todos vocês!

sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011

Vídeo do congresso sobre o ensino doméstico (em espanhol)



II Congresso Nacional e I Internacional sobre o ensino doméstico - homeschooling - educação em família. Universidade de Navarra. Pamplona. Novembro 2011.

quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

Citações: Multatuli, sobre a escola


"Um mestre que ensina na sua escola trinta ou quarenta crianças consegue fazer de todas elas pessoas capazes de pensar? Não. Por isso considero as escolas instituições perniciosas." ~ Multatuli

domingo, 11 de Dezembro de 2011

Citações: Agostinho Silva, sobre a educação

"Por muito cuidado que se tenha, educar é podar; deixar crescer com toda a força o ramo que nos agrada."

"A publicidade é uma fábrica de perfeitos fregueses, ávidos e estúpidos; a educação, que lhe é paralela, fabrica cidadãos servis e crentes."

Fonte - Espólio, Agostinho da Silva

sábado, 10 de Dezembro de 2011

sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011

Agatha Christie foi educada em casa

Agatha Christie - Os seus livros são dos mais traduzidos do planeta, superados apenas pela Bíblia e pelas obras de Shakespeare. Como era uma criança extremamente tímida, os pais decidiram educá-la em casa (apenas ela, as duas irmãs não aprenderam em regime de ensino doméstico). O resultado? Agatha Christie escreveu mais de 80 romances policiais e coleções de contos! Mais de 4 bilhões de cópias foram vendidas em diversas línguas.

Link: 10 celebridades que deram bom nome ao ensino domiciliar

quinta-feira, 8 de Dezembro de 2011

Flexischooling - Escola flexível - Flexi-Escola

"Conciliar ensino doméstico com a frequência de uma escola pública é possível no Reino Unido. Esta opção tem vindo a ganhar adeptos" e poderia salvar muitas escolas rurais em perigo de desaparecer por falta de alunos.

Ler o resto aqui.
The rise of flexi-schooling

terça-feira, 6 de Dezembro de 2011

Citações: Bernard Shaw, sobre a escola





"As nossas escolas ensinam a moral feudal corrompida pelo comércio e oferecem como modelo de homens ilustres e que tiveram sucesso o militar conquistador, o barão ladrão e o explorador."

Fonte - Regresso a Matusalém, Bernard Shaw

segunda-feira, 5 de Dezembro de 2011

Conclusões do II Congresso Nacional sobre Educação em Família

A Universidade de Navarra partilha as conclusões do II Congresso Nacional sobre Educação em Família. Podem fazer o download aqui.

CONCLUSÕES

1. O ponto de partida necessário é o de que a liberdade de escolher o tipo de educação a dar aos filhos pertence às famílias. Entre os vários tipos de educação, o ensino doméstico é uma opção válida que deve ser reconhecida na Espanha, uma vez que a falta de reconhecimento legal gera incerteza jurídica e, consequentemente, uma falta de normalização.

2. A solução para esta situação tem que ser um objectivo político, de modo que a legislação reconheça uma realidade que já existe e que não é contrária à Constituição Espanhola. Só assim poderemos garantir a tranquilidade na vida das famílias que optam pelo ensino domiciliar e que afeta tanto os pais como os filhos.

3. Necessitamos de estudos sólidos, tanto de acadêmicos como de outros profissionais, do ponto de vista pedagógico, jurídico, sociológico e psicológico, sobre o ensino domiciliar como modalidade de educação. Exemplos de outros países demonstram isto.

4. A grande diversidade do homeschooling na Espanha representa um elemento inovador e enriquecedor dentro do atual panorama educativo.

5. A associação das famílias que optam pelo ensino doméstico permite realizar propostas que fazem um apanhado desta diversidade e ajuda a mitigar possíveis efeitos indesejáveis ​​causados ​​pela falta de reconhecimento do ensino domiciliar.

6. Como opção intermediária entre a educação em casa e a escolaridade a tempo inteiro existem iniciativas para a flexibilização da escola, tanto quanto ao conteúdo curricular como em termos de tempo e horários. Essa flexibilidade poderia permitir uma maior liberdade às famílias que voluntariamente concordassem fazer este tipo de escolaridade com a direção do centro escolar.

7. Hoje em dia podemos adquirir conhecimento por muitas vias, especialmente através do uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC). O papel do educador estará mais orientado a selecionar e promover o conhecimento do que a transmiti-lo.

8. Quer se trate de educação em casa ou na escola, é de extrema importância que as pessoas que ensinam sejam capazes de compreender as necessidades e potencialidades de cada criança a seu cargo para que sejam utilizados os interesses da criança, e não apenas os interesses pré-determinados de um sistema educacional que está evidentemente numa fase de necessidade de revisão.

9. Está demonstrado que o envolvimento das famílias no processo educacional dos filhos é benéfico para a aprendizagem e para o desenvolvimento de competências. As famílias deviam ter apoio adequado para obterem uma adequada orientação acadêmica, pedagógica e tecnológica para facilitar uma melhor utilização das muitas ferramentas e recursos atualmente disponíveis.

10. O homeschooling, as propostas sobre a flexi-escola e outras pedagogias inovadoras trazem elementos de interesse para o debate sobre a melhoria do sistema de educação em geral. Podem ser uma oportunidade para que o governo torne o sistema mais flexivel, contando com uma participação mais efetiva de todos os organismos envolvidos na educação.

Pamplona, ​​02 de Dezembro de 2011
Carme Urpí (Presidente)
Mª Ángeles Sotés (Coordenadora)

domingo, 4 de Dezembro de 2011

Documentário: Fora com a escola!



Filmado em 2010, este documentário provocador investiga questões relacionadas com a educação fora do sistema de ensino. Explora alguns dos aspectos positivos e analisa os mitos que rodeiam o ensino domiciliar, particularmente no que diz respeito às capacidades. Inclui também entrevistas com algumas das pessoas que moldaram a nossa forma de ver esta forma de educação.

Contribuintes - Alan Thomas, Alex Dowty, Amy e Grace Gibbons, Edith e Alice Peck,
Education Otherwise, Heroes Home Education Centre, Iris Harrison, Karen Luckhurst, Peter e Julian Trevelyan, Roland Meighan e Ross Mountney.

Equipe de produção - Richard Reeves, Nafeesa Shaik, Jane Thorburn, Rajveer Dhatt, James Hanna, Ali Matin e Ridwaan Haji.

sábado, 3 de Dezembro de 2011

Homeschoolers combinam aulas acadêmicas com experiências da vida real...



Liam e Kyra Fogle aprendem sem escola. Seguem uma filosofia de educação cujo objectivo é criar uma infância rica, usando a curiosidade natural em vez de um currículo altamente regulamentado. Ler aqui (em inglês).

sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011

Citações: Franz Kafka, sobre a educação



"Toda a educação assenta nestes dois princípios: primeiro repelir o assalto fogoso das crianças ignorantes à verdade e depois iniciar as crianças humilhadas na mentira, de modo insensível e progressivo."

Franz Kafka

quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011

Professor Joaquim Moreira e o ensino doméstico

Alcoutim prestou homenagem ao professor Joaquim Moreira no passado dia 7 de Novembro, quando se completaram oito anos sobre o seu falecimento.

Joaquim Fernandes Pinheiro Moreira, nascido em Salvaterra do Extremo, concelho de Idanha-a-Nova em 1927, foi responsável pelas paróquias de Alcoutim, Pereiro e Giões, e desempenhou as funções de pároco de Martim Longo e Vaqueiros, até 1974, altura em que deixou de exercer o sacerdócio.

Entre 1961 e 66, de modo a colmatar as carências que existiam no sistema de ensino do concelho, procedeu, em regime de ensino doméstico, à preparação de alunos para efectuarem o exame do 2.º ano do Liceu em Faro.

Fonte

quarta-feira, 30 de Novembro de 2011

Citações sobre a escola

"Enquanto meio de educação,
a escola para mim foi um simples vazio."
Charles Darwin

***

"A escola não deve ter a melancolia da cadeia. Pestallozi, Froebel, os grandes educadores, ensinavam em pátios, ao ar livre, entre árvores. Froebel fazia alterar o estudo do ABC e o trabalho manual; a criança soletrava e cavava. A educação deve ser dada com higiene. A escola entre nós é uma grilheta do abecedário, escura e suja: as crianças, enfastiadas, repetem a lição, sem vontade, sem inteligência, sem estímulo: o professor domina pela palmatória, e põe todo o tédio da sua vida na rotina do seu ensino." Fonte - Uma Campanha Alegre - Eça de Queirós

terça-feira, 29 de Novembro de 2011

O homeschooling melhora o desempenho acadêmico

Especialista alemão afirma que a "educação em casa" não limita os direitos de ninguém."

Na Espanha, mais de 2.000 famílias educam os filhos em casa. Estas crianças não tem aulas com outros alunos da escola; são ensinadas pelos pais. O homeschooling é uma realidade em toda a Europa - excepto na Alemanha, onde um decreto do Terceiro Reich, ainda em vigor, tornou o ensino domiciliar ilegal; e em Espanha, onde há um vácuo legal.

No passado fim de semana, a Universidade de Navarra reuniu diversos especialistas de todo o mundo para debater esta opção educacional num Congresso sobre a aprendizagem em família.

Thomas Splieger, da Universidade Friedensau da Alemanha, disse que "a educação em casa, controlada ou supervisionada, não limita os direitos de ninguém nem afeta o bem comum." O especialista alemão concorda com a combinação do homeschooling com a escola (flexischooling), e disse: "pode ser positiva quando combina as suas vantagens em vez das suas limitações." Mas isso "requer uma atitude de abertura para as duas opções."

Pensa que "para que o ensino doméstico seja bem-sucedido, é preciso que os pais estejam muito interessados ​​e envolvidos na educação dos filhos, e que sejam capazes de criar um ambiente que estimula o aprendizado. Neste caso, essa prática aumenta o rendimento acadêmico, mas caso contrário, pode aumentar a ineficiência da educação." Disse em seguida que "os recursos dos pais - seu capital social, cultural e econômico -, influenciam fortemente a trajetória do estudante."

Por sua parte, Madalen Goiria, da Universidade do País Basco, disse que "na Espanha, as regiões autónomas poderiam desempenhar um papel fundamental na concretização da flexibilização do sistema." Referiu-se também às oportunidades que as novas tecnologias nos oferecem, uma vez que "facilitam a criação de centros de educação à distância. E, ao receber educação em casa sem assistência de nenhum centro à distância, as TIC tornam todo o conhecimento acessível aos menores, adaptado às diferentes idades, em quase todas as casas, mesmo as que têm recursos financeiros limitados".

Finalmente, Christine Brabant, da Universidade Católica de Louvain, disse que "a educação escolar e a educação em casa ocorrem em diferentes contextos, onde se encontram soluções diferentes para problemas diferentes", e que "se alguns pais querem educar os filhos em casa e criar ferramentas para o ensino doméstico, a questão não é se o governo deverá permitir-lhes. É sim, como serão apoiados e que normas deverão reger sua prática."

Original AQUI. G. Sánchez de la Nieta

segunda-feira, 28 de Novembro de 2011

Citações: J. D. Rockefeller, sobre a educação

"Em nossos sonhos, nós temos recursos ilimitados e as pessoas entregam-se com perfeita docilidade às nossas mãos moldadoras. As atuais convenções educacionais desaparecem das suas mentes e, sem o entrave da tradição, nós trabalhamos a nossa boa vontade num povo rural agradecido e receptivo. Não iremos tentar fazer dessa gente ou dos seus filhos filósofos, homens de saber, nem homens de ciência. Não teremos que fazer deles autores, editores, poetas nem homens de letras. Não iremos procurar futuros artistas, pintores, músicos, nem advogados, médicos, padres, políticos, ou estadistas, dos quais temos entre nós ampla oferta.

A tarefa que temos diante de nós, muito simples e muito bonita, é treinar essas pessoas, como as encontramos, para uma vida perfeitamente ideal, exatamente onde elas estão. Por isso vamos organizar as nossas crianças e ensiná-las a fazer de forma perfeita as coisas que os seus pais e mães estão fazendo de forma imperfeita, nas casas, nas lojas e na fazenda."

J. D. Rockefeller - O objetivo da "filantropia", Rockefeller e Gates na Carta Ocasional n. 1 da Junta Geral de Educação

domingo, 27 de Novembro de 2011

Investigando o homeschooling



Sabiam que alguns dos presidentes e inventores mais famosos foram educados em casa? Abe Lincoln, George Washington e Albert Einstein, todos eles aprenderam em casa.

Hoje investigamos o ensino domiciliar em Taylor, Wisconsin. O que leva os pais a optar por este caminho e como superam certos estereótipos.

Joyce Moldenhauer e o seu marido decidiram educar os três filhos em casa em 1995: "As nossas razões principais foram o desejo de estarmos envolvidos na educação dos nossos filhos e vê-los crescer e aprender academicamente, em casa, que para nós é um privilégio", diz Joyce.

Naquela altura a família estava morando no Alasca, um Estado onde é fácil fazer o ensino doméstico. Ela diz que os dois filhos mais velhos, Josias, que está agora na faculdade, e Zachary, que agora frequenta a escola, ambos fizeram a transição para a escola pública por volta da sétima ou oitava série.

"Embora fizessem o ensino domiciliar, podiam frequentar uma ou duas aulas na escola, por isso Josias participava na banda, na educação fisica, e no curso de informática", explica Joyce.

Para Zachary, este é o segundo ano que frequenta a escola. Mas apesar da escolha de ir para a escola ter sido sua, os ajustes foram muitos:"Era muito diferente, ter um armário, e cinco professores diferentes em vez de um. Sim, foi realmente diferente".

Mas Maria, a irmã mais nova, diz que quer continuar a ser educada em casa, com os DVDs da Academia Beka: "Sim, se calhar, quando for mais velha, talvez na nona série, mas por enquanto prefiro continuar no ensino domiciliar", diz ela.

(...)

Socialização é outro tema muito disputado no homeschooling. As crianças educadas em casa passam tempo suficiente com outras crianças? Conselheiro Burich Holle diz que o argumento é essencialmente um mito: "Eu considero isso um estereótipo. Eu vejo realmente que normalmente a maioria das crianças no ensino doméstico estão muito envolvidas em atividades extra curriculares e que são muito bem ajustadas", diz Burich Holle.

E Joyce diz que é isso que ela realmente quer para os filhos, e pelos vistos eles gostaram tanto do seu passado aprendendo em casa como do seu presente frequentando a escola.

"Eu gostei de aprender em casa, tive o melhor dos dois mundos", diz Zachary sobre a sua experiência.

Segundo o Departamento de Instrução Pública de Wisconsin, appoximadamente 20.000 estudantes foram educados em casa no ano lectivo de 2010/2011.

Visualizar o original aqui.

sábado, 26 de Novembro de 2011

Congresso sobre o Homeschooling na Espanha


Vários especialistas vão debater o tema da "educação em família", inovação educacional, TIC, e escola flexível num Congresso que terá lugar nos dias 25 e 26 de Novembro na Universidade de Navarra. Nele vão debater a opção de ensino escolhida pelo menos por 2.000 famílias na Espanha: o ensino domiciliar.

De acordo com Carmen Urpí, organizadora do evento, "embora exista na Espanha uma lacuna a este respeito, vários países europeus reconhecem o direito à escola em casa." Entre estes estão a Noruega, Finlândia, França, Itália, Portugal e Grã-Bretanha, segundo nos informou a Universidade de Navarra.

Na Espanha, a Catalunha é a região autónoma com o maior número de famílias praticando o homeschooling. Na verdade, a nova lei catalã da educação não exclui a educação não-presencial do ensino obrigatório.

O Congresso vai analizar a questão do uso das tecnologias da informação e comunicação nesta modalidade de ensino que representa inovadoras contribuições pedagógicas para o atual sistema de ensino.

Também vai abordar o surgimento de um novo fenômeno educacional: o flexischooling. De acordo com Maria Angeles Sotés, coordenadora da conferência, é "um modelo misto que não corresponde em alguns aspectos à escola mas que também não se fecha ao sistema escolar."

Especificamente, o encontro vai apresentar os três principais desafios que o 'homeschooling' levanta ao sistema educativo em geral: a atenção à diversidade, a participação dos pais na educação dos filhos, e o direito a uma educação de qualidade.

Programa internacional

Entre os palestrantes internacionais estarão Thomas Splieger, da Universidade de Friedensau (Alemanha), Johanna Rafllan, fundadora da Associação Nacional de Crianças Sobredotadas, Paula Rothermel, da Open University (Reino Unido), e Christine Brabant, da Universidade Católica de Louvain, entre outros.

Também participarão diversos professores de várias universidades espanholas, como Vicente Llorente, da Universidade de Sevilla, Raul Santiago, da Universidade de La Rioja, Irene Briones e Gonzalo Jover, ambos da Universidade Complutense, Madalen Goiria, da Universidade do País Basco, e Javier Tourón, Charo Repáraz y María del Coro Molinos, professores da Universidade de Navarra.

Fonte
Comienza el Congreso Internacional sobre Educación en Familia

Update
Congreso sobre Homeschooling en España: El homeschooling mejora los resultados académicos
Galería de imágenes del Congreso de Navarra

sexta-feira, 25 de Novembro de 2011

Primeiro Ministro da Jamaica opta pelo homeschooling


Muitos perguntam: qual é o perfil das famílias que ensinam os seus filhos em casa? A verdade é que já não encaixam em determinado perfil. Tal como as famílias que mandam os filhos para a escola, as que optam pelo ensino domiciliar vêm dos mais variados backgrounds religiosos, políticos, econômicos e acadêmicos. Agora, até ex-ministros de educação optam pelo ensino doméstico!

Andrew Holness, primeiro-ministro da Jamaica, defendeu sua decisão de educar os filhos em casa após críticas de que a sua opção poderia ser vista como um criticismo ao sistema de ensino jamaicano.

Respondendo a perguntas feitas pelo Observer depois de ser desafiado por membros do público, o primeiro ministro disse que ele e sua esposa tiraram os filhos de uma das melhores escolas independentes para proporcionar uma "aprendizagem individualizada" a um dos filhos, que estava a ficar para trás na escola.

Juliet Holness, a esposa do primeiro ministro, disse que "não era justo eles passarem tanto tempo fazendo trabalhos escolares" e que ela queria dar aos meninos, com idades entre os sete e os nove, "uma experiência mais equilibrada e abrangente".

O primeiro ministro fez a seguinte declaração:

"Apesar de várias intervenções, chegamos à conclusão de que o melhor seria criar uma solução de aprendizagem individualizada que vai ao encontro dos seus interesses para lhe estimular o apetite para o conhecimento, e ensinar da forma como ele aprende melhor. Minha esposa decidiu encarregar-se do processo".

Reiterando as melhoras no sistema de ensino desde seu tempo como ministro da Educação, Holness exortou todos os pais a tomar as melhores medidas para os seus filhos.

Ler o original aqui.

quinta-feira, 24 de Novembro de 2011

Citações: Immanuel Kant, sobre a escola


É por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas idéias.

Immanuel Kant

quarta-feira, 23 de Novembro de 2011

Misha, pianista de 11 anos, prova as vantagens do homeschooling


Misha Romano vai fazer sua estreia no UP Kalinaw Balay UP. Daqui a 3 dias vai interpretar obras de Chopin, Debussy, Beethoven, Clementi, e vai tocar o Concerto em Ré Maior de Haydn com sua irmã, Miracle, no segundo piano. Miracle também foi premiada aos 11 anos.

A família de Misha, da cidade Dipolog, tem inclinações artísticas. O pai, Didi, é um pintor que costumava trabalhar no Departamento de Artes Visuais do Centro Cultural das Filipinas.

Na família Romano, todos são educados em casa. O irmão mais velho e a irmã estão acabando cursos universitários por correspondência.

Marietta cita as vantagens do ensino domiciliar. "Nós podemos estar juntos o tempo todo. Eles podem continuar os seus estudos durante as nossas viagens. Nós podemos monitorar as atividades dos nossos filhos. Não nos preocupamos com transporte escolar, trabalhos escolares desnecessários ou projetos impraticáveis. Podemos planear as nossas atividades de acordo com o nosso próprio ritmo."

"Nem sempre é fácil", acrescenta ela. "Pelo menos um dos pais tem que estar sempre presente, porque os pais são professores, supervisores e conselheiros. Para ser eficaz tem que haver auto-disciplina."

Ler o artigo aqui.

terça-feira, 22 de Novembro de 2011

Os homeschoolers são idealistas?

Peter Kowalke, um unschooler já crescido, pergunta se os homeschoolers são idealistas. No seu blog, ele escreve:

Somos idealistas porque não vemos a fragilidade humana e os males do mundo como fatos inevitáveis. Tentamos mudar as coisas para o melhor, tentamos melhorar-nos a nós próprios, e tentamos viver de acordo com os nossos ideais. Queremos SER o nosso ideal, e não apenas venerá-lo, por isso arregaçamos as mangas e fazemos dos nossos ideais a nossa realidade.

Será que isso é bom, ou estamos lutando batalhas que não podemos vencer? Será que no fim, após uma longa luta tentando sermos melhor do que a norma, voltaremos ao status quo, ou será que conseguiremos evitar ser ESSE tipo de idealista?

Eu fui educada em casa, e não sei. Talvez sejamos práticos. Vemos outra maneira de fazer as coisas que faz sentido para nós, e vamos em frente. Sabemos que não funcionaria para todos, mas achamos que pode resultar para nós.

Muitas vezes, as pessoas pensam que a existência do ensino doméstico é, na sua essência, uma crítica a um sistema de ensino falhado. Mas a nível individual, não frequentar a escola, mais do que um grito revolucionário, é uma maneira de termos o tempo e o espaço necessários para nos dedicarmos às coisas que nós próprios escolhemos.

Nem todos podem educar em casa. E o ensino doméstico não seria melhor para todos. É verdade, educar fora do sistema exige coragem. Temos que estar dispostos a ser diferentes. Temos que responder a um monte de perguntas do tipo: "E a socialização?" Repetidamente! Para fazermos o ensino doméstico precisamos de auto-confiança; e estamos dispostos a ser diferentes porque acreditamos no valor das nossas convições. E sim, o idealismo pode estar nesta mistura.

Mas para as crianças que não são matriculadas no jardim de infância ou na escola, elas não são idealistas. São apenas crianças.

E quando crescermos, talvez nos tornemos idealistas, porque aprendemos que ser quem somos é uma marivilhosa maneira de estar, e que, educacionalmente, os nossos interesses são significativos, e que as nossas vidas são nossas. Poderemos tentar salvar o mundo, criando fundações e grupos de apoio, começando pequenas revoluções. Ou levando tranquilamente as nossas perspectivas para onde formos, para o nosso trabalho, para os nossos relacionamentos... Não sei...

Como unschoolers e homeschoolers, não temos que lutar nenhuma batalha, podemos simplesmente ser quem somos. A nossa mera existência influencia o status quo. Não temos de mudar o mundo, podemos apenas desfrutar nossas próprias vidas.

Ler o resto AQUI. Kate Fridkis

segunda-feira, 21 de Novembro de 2011

Já ouviram falar da Educação Biocêntrica?

Nesta entrevista (parte 2 aqui), Rolando Toro Araneda, criador da Educação Biocêntrica e da Biodança - um sistema de integração afetiva e desenvolvimento humano -, aborda os seguintes temas: a tarefa de educar, o desafio da educação, afetividade e inteligência afetiva.

"Educar é permitir o desenvolvimento pleno de um ser humano, e sobretudo a capacidade de ser feliz - o educador ensina a ser feliz, o educador tem que ensinar a viver, porque a educação atual ensina matérias mas não ensina a viver." ~ Rolando Toro

Espero que gostem! Resolvi partilhar porque passei o fim de semana a trabalhar a vitalidade existencial, de uma forma experiencial, com Rolando Toro Acunã.*

Em termos psicológicos, a vitalidade manifesta-se como motivação para a vida (ímpeto vital), entusiasmo e alegria - e eu estou cansada de ver crianças e jovens deprimidos e sem vontade de viver. Sabiam que já existem centros de recuperação para as crianças traumatizadas pela violência escolar? São crianças que tentaram se matar por causa do bullying. Este, por exemplo, trabalha com os jovens para depois tentar reintegrá-los no mesmo sistema que lhes roubou toda a alegria de viver. Faz algum sentido? Para mim, não!

É importante estarmos atentos: o que nos traz alegria? o que nos deixa exaustos, deprimidos, frustrados? A escolha é nossa, pois podemos - e devemos! - criar a vida que queremos, abandonando tudo que nos deita abaixo (hábitos, relacionamentos, ambientes e situações destrutivas) e abraçando todas as coisas que nos estimulam, nos inspiram, nos fazem felizes. Que melhor exemplo poderíamos dar aos nossos filhos?

* Rolando Toro Acunã, o filho mais velho de Rolando Toro Araneda, é Presidente do Centro Latino Americano de Biodança.

domingo, 20 de Novembro de 2011

Sistema fabril de educação força os pais a optar pelo ensino domiciliar

foto daqui

"Você aprendeu as lições mais importantes da sua vida na escola?" pergunta o educador Manish Jain. Ele fez esta pergunta a mais de 5.000 pessoas e a resposta foi sempre negativa. Sempre. A questão vai ao âmago do que nos querem passar como aprendizagem. Para a maioria, escolas que ensinam um currículo pré-estabelecido são parte integral da educação dos filhos, são a chave para um futuro seguro. Mas na India - em Pune, Bangalore, Mumbai, Nova Deli e em cidades mais pequenas como Udaipur, Surat e Varanasi - há um número saudável de pais a questionar essa prática.

As razões que os levam a procurar uma alternativa variam. Ruchi Kaushik, um médico, não conseguia entender os pais que colocam os filhos no "infantário" para "prepará-los" para os exames de admissão para a escola primária. "Prometi a mim mesmo que não iria enviar o meu filho Saras para a escola tão cedo, e acabei por optar pelo ensino domiciliar quando me apercebi que ele era inteligente de mais para a escola." Foi uma aposta que valeu a pena: Saras, uma criança prodígio, entrou no IIT aos 14 anos.

Vidya Shankar, de Chennai, tinha um problema diferente. O seu filho estava constantemente a ir para o gabinete do diretor. "Às vezes porque perturbava a sala de aula, outras vezes porque a caligrafia era ruim. O professor estava sempre a envergonhá-lo e a humilhá-lo", diz ela. Vidya retirou-o da escola e passou a ensiná-lo em casa com ajuda da Escola Saraswati Kendr, uma escola aberta onde o filho tinha aulas duas vezes por semana para conviver com outras crianças da sua idade. Depois, com outros pais que queriam afastar-se da escola-fábrica, Vidya fundou Cascade, um "espaço de aprendizagem" para as crianças de Chennai educadas em casa. "Você já viu as escolas de hoje? Têm 10.000 ou mais crianças dentro de suas paredes. Isso não é escola, isso é prisão ", diz Vidya.

Continuar a ler aqui.