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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Bullying leva ao ensino doméstico

Uma das razões que leva cada vez mais famílias a optarem pelo ensino doméstico é o desejo de reparar os danos causados aos filhos pelo bullying que sofrem nas escolas. Deixo-vos aqui uma tradução livre das palavras de uma rapariga que chegou ao ponto de ameaçar suicidar-se se os pais a mandassem para a escola mais uma vez. O original encontra-se aqui.

Como a escola me traiu

"Eu só queria aprender, mas descobri que até isso era esperar demais! Em 2006 entrei para a escola secundária; acabou por ser o período mais angustiante da minha vida.

A maioria dos estudantes que lá andavam eram muito hostis e não tinham consideração nenhuma por ninguém. O ambiente era muito intimidante e estressante para mim. No primeiro ano que lá andei senti-me muito ameaçada pelos outros alunos - empurravam-me nos corredores e olhavam para mim com desdém. As minhas notas e auto-confiança depressa foram abaixo.

Acho que os bullies (os agressores) eram tão insensíveis que não compreendiam o impacto das suas acções. Depois fui agredida por uma aluna dois anos mais velha do que eu. Puxou-me para trás pelos cabelos, atirou-me para o chão e começou a dar-me murros e pontapés. Entrei em choque e fiquei muito perturbada.

Todos os dias, assim que chegava a casa, ia para a cama e adormecia. Quando entrei para o ano 8 as coisas pioraram. Os outros alunos começaram a gritar comentários agressivos e arrasantes e eu comecei a ter ataques de pânico na escola devido ao estresse.

No início do ano 9 ameaçei atirar-me da janela do último andar se me mandassem outra vez para a escola. A minha mãe decidiu retirar-me da escola e educar-me em casa. Foi o último recurso: ela já tinha ido à escola muitas vezes. Escreveu uma carta ao director da escola sobre todas as coisas horríveis que tinham acontecido e ele nem sequer respondeu.

A pergunta que gostaria de vos fazer é se um adulto ia trabalhar neste tipo de ambiente? E o que fariam se fossem víctimas deste nível de agressão no local de trabalho?"

6 comentários:

carla guiomar disse...

Excelente testemunho de quem com tão tenra idade se soube expressar tão bem, para quem teve também os ouvidos de escutar! E quantas crianças e jovens sentem o mesmo e simplesmente estão encurralados sem opção, porque não conseguem expressar-se ou não têm quem lhes preste atenção?.. Obrigada a esta jovem pelo seu testemunho.. numa altura em que se fala tanto de violência escolar, do insucesso escolar e no entanto não se explora a origem do verdadeiro problema: a incompetência de um sistema "educativo" verdadeiramente patológico, que oprime em vez de libertar, totalmente cego em relação ao indivíduo.

Tibetan Star disse...

Olá Carla,

Obrigada pelo comentário! Eu, é claro, concordo plenamente com o que disseste, e espero que os pais se tornem cada vez mais conscientes do que se passa com os filhos, e que os oiçam, os levem a sério e os apoiem...

Luisa_B disse...

Paula, tinha escrito um comentário mas ...deve ter-se passado algo e ele não ficou...só agora reparei nisso. Peço desculpa.
Dizia eu que vou copiando as suas noticias sobre o bullying e ensino domestico mas fazendo referencia ao seu blog , muitas pessoas nem se dão ao trabalho de virem aqui ler mas ok paciência pelo menos fica a indicação e os mais sedentos da sabedoria aqui virão ler mais.
Para mim é importante passar a mensagem a um numero maior de pessoas como médicos e professores e sei que esses lêem o meu blog embora não se manifestem em público depois fazem por email.
Espero que não se importe que eu faça assim mas casa não goste diga ok?
O testemunho desta menina podia ser do meu filho embora ele só consiga escrever sobre o que sentiu na escola e o que sente quando agora o querem voltar a atirar para lá . Está a ficar transtornado e hoje passamos o fim de ano em casa porque ele não está capaz de suportar e controlar os seus sentimentos e estado de alma.
Como sua mãe e sempre presente ao lado dele, já lhe prometi que daria a minha vida por ele caso seja necessário, mas não deixarei que passem por cima de algo grave como lhe fizeram e que vão contra o que indica e vê o psiquiatra e a psicóloga, ele não pode voltar à escola para já…nem tão cedo. Poderá um doa encontrar o equilíbrio e queira voltar por iniciativa dele mas não de outra forma.
É triste quando um aluno que tinha tanto gosto em aprender perca o interesse e perca o interesse em viver…atentemos nisto quando se fale em suicídios de jovens e falem de querelas amorosas etc… a escola é muito responsável mas infelizmente nem todos abrem a sua vida e coração para falar a verdade daquilo que se passa em muitas escolas.
Agradeço a si Paula por descobrir estes casos e noticias tão mas tão importantes para abrir os olhos ao governo, escolas, professores e pais.
Agradecida!

Tibetan Star disse...

Querida Luisa, quem agradece sou eu!

日月神教-向左使 disse...

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Anónimo disse...

Tenho uma filha deficiente auditiva e estou passando por esse drama.
Minha filha estuda desde os cinco anos de idade, mas até hoje a única coisa que aprendeu na escola foi escrever o seu nome. Fiquei sabendo mais tarde por informações de uns coleguinhas de sala que os professores não se empenham em lhe dar lições, ou seja, ela fica como que jogada pelos cantos. Os professores se empenham em dar aulas à alunos que não tem dificuldades de aprendizado. Afinal, dá menos trabalho.
Pergunto eu: Isso não seria um Bullyng?