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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Custo do ensino doméstico

O ensino doméstico não é só para os ricos: optar por esta via custa tanto ou tão pouco quanto estivermos dispostos a gastar.

O Estado não subsidia as famílias que optam pelo ensino doméstico e por isso algumas despesas são inevitáveis. No entanto, quando educamos os filhos em casa não temos de comprar uniformes escolares, pagar transportes nem fazer outras despesas relacionadas com o ensino público ou privado.

Além disso, vivemos na sociedade de informação. O acesso à informação e ao conhecimento nunca foi tão fácil como agora. Podemos comprar quantidades enormes de recursos educativos mas também podemos ter acesso a eles gratuitamente – as bibliotecas, a televisão, os museus e os edifícios históricos estão disponíveis a todos nós – só precisamos de investigar o que está à nossa volta e aproveitar todas as oportunidades para aprender.

O uso regular das bibliotecas significa que não precisamos comprar muitos livros. Algumas famílias gostam de usar livros didáticos. Para as crianças mais novas estes geralmente não são caros. Mas também podemos organisar partilhas e trocas de materiais e livros entre nós.

Hoje em dia todos temos muitos recursos disponíveis em casa. Por exemplo, na cozinha temos uma série de equipamentos para medir, pesar e fazer simples experiências científicas. À vezes também temos ferramentas para trabalhar a madeira e outros materiais.

E em todas as vilas, aldeias e bairros existem profissionais e amadores em várias artes dispostos a partilhar os seus conhecimentos técnicos e amigos ou vizinhos dispostos a transmitir conhecimentos específicos ou recursos educacionais. Se não conseguimos encontrar o que procuramos deste modo, há sempre cursos nocturnos, professores particulares, cursos por correspondência, livros, recursos na internet, etc.

As visitas de estudo e os encontros com amigos envolvem algumas despesas, mas, juntamente com outras famílias, podemos tentar arranjar descontos para viagens a locais de interesse. Certos clubes, como os escuteiros e as guias, são muito populares, tanto com os pais que mandam os filhos para a escola como com aqueles que optam pelo ensino doméstico, por isso essas despesas aconteceriam à mesma.

Adaptado daqui.

3 comentários:

Pequete disse...

Obrigada por mais um post tão interessante. Na verdade, cada vez que falo com os meus amigos cujos filhos andam na escola, mais me convenço que o "ensino gratuito" não passa de um mito. É impressionante a quantidade de pequenas despesas com um equipamento especial, ou uma roupa para um desfile, ou uma contribuição para uma festa, ou uma saida extra que, acumulando-se acabam por se tornar despesas significativas. Para não falar nos manuais, livros de apoio, fichas e materiais escolares que se compram no início de cada ano. Mais espantada fiquei ainda quando uma amiga me contou que a sua filha, na altura com 6 anos, lhe apareceu em tempos em casa com publicidade para comprar livros infantis, distribuída na sala de aula...

Tibetan Star disse...

As corporações também já andam a invadir as escolas portuguesas?

Realmente, que tristeza, com a globalização não há país que escape!

Ariany (Dhanna) disse...

Outro dia me questionaram isso, dizendo que pagar um professor particular, por exemplo, seria mais caro.
Eu não concordo.
Além dos gastos no início do ano escolar, tem a questão da passagem, lanche, atividades extras da escola (passeios), outros materiais escolares que são pedidos ao longo do ano e o incentivo ao consumo (exemplo:um colega tem uma lapiseira de um personagem, seu filho tb vai querer! e é sempre mais caro)...

Percebo que ensino em casa é até mais economico, sobrando dinheiro para aulas extra curriculares (esportes, linguas, etc).