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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O que é o ensino doméstico

"O ensino doméstico é uma alternativa à escola; qualquer família pode optar por esta via. No ensino doméstico, os pais decidem ser os principais responsáveis pela educação dos seus filhos em vez de a delegarem à escola - por lei, este é um dos seus direitos.

A maioria das pessoas manda os filhos para a escola para estes serem educados mas, ao contrário da crença popular, educar os filhos em casa é legal e razoável. Se vocês pensam que não são suficientemente ricos para educar em casa, lembrem-se que milhões de famílias pelo mundo fora estão, neste momento, praticando o ensino doméstico.

A maioria dos pais-educadores não são professores de profissão. Ao penetrarem nesta via depressa descobrem como a realidade do ensino doméstico é diferente das expectativas ou medos que inicialmente tinham. Quando começam a praticar o ensino doméstico descobrem que podem concentrar-se apenas nas áreas que querem, quando querem, que não é caro, que as crianças não se sentem sozinhas, que podem fazer exames se quiserem, e que é possível educar crianças com necessidades especiais.


E a socialização?


A palavra socialização, ao contrário de algumas opiniões, não significa passar os dias da semana competindo com trinta e tal outros seres humanos da mesma idade. Nas comunidades naturais, as crianças passam os dias com pessoas de todas as idades, desde bebés a idosos.

Elas não competem; em vez disso, aprendem a estar conscientes das necessidades dos outros e a ajudá-los a viver e aprender. Esta faixa etária mista e este hábito de ensinar e ajudar os outros, e de ser ajudado e ensinado por pessoas mais jovens ou mais velhas, é parte natural do ensino doméstico."

Original: aqui e aqui.

2 comentários:

Luisa_B disse...

Querida amiga
Concordo plenamente.
O que falha nesta socialização hipócrita do Mundo inteiro, começa com essa competitividade na escola. Aprendem e põe em prática o massacrar e inferiorizam à força do insulto e do confronto físico, aqueles que não se conseguem defender pela sua natureza boa , pois foram ensinados a amar e respeitar os outros.
Começa na escola onde todos andam à solta e os adultos dão as aulas e não podendo ter a disciplina que se tinha antigamente porque senão os pais dos “meninos” entram escola dentro e espancam os professores.
Lembro do tempo em que eu era miúda e socializava ajudando nas tarefas do campo, ceifava-se, malhava-se as espigas de milho, vindimava-se e tudo isto entre cantares ao desafio , anedotas e sabedoria do povo era tão bom e rico esta partilha em que todos ajudávamos o próximo a construir a sua casa o seu terreno e depois na volta eles ajudavam-nos a nós.
Nunca nos sentíamos sós nem abandonados. A minha família felizmente tinha mais rendimentos porque se de uma parte vinha já uma tradição de comprar terrenos e quantos mais tivessem mais ricos eram…por outro lado o meu pai advogado, tinha um rendimento maior talvez que muitos outros.
Apesar disso o meu pai fazia imenso trabalho grátis e mesmo pagando do seu bolso o antigo papel selado e outros impostos para tratar dos casos mais simples e…oferecia isso a quem mais precisasse. As pessoas agradeciam e traziam uma galinha ou ovos.
Com isto venho realçar aquela partilha que se perdeu ao longo da evolução e ambição desmedida que as pessoas hoje vivem.
O meu pai queria lá saber de ter algo melhor que o vizinho ? Não. O que ele queria era deixar que eles usufruíssem daquilo que ele tinha e os outros infelizmente não poderiam comprar porque achavam coisa de ricos, eles tinham meios para…mas economizavam para o enxoval dos filhos etc.
Todas as noites tínhamos um “cinema” em casa. Sim a nossa era a única TV da aldeia. Então todos os vizinhos mais de uma dezena deles ocupavam todo o nosso espaço e convivíamos e riamos em conjunto do que se passava na TV ou ainda das aventuras do “ Santo” com Roger Moore. Assustavam-se quando um avião vinha em direcção deles e gritavam palavras a quem corria perigo diziam “cuidado ele está atrás da árvore “ ehehe era tão gira a sua inocência que não tinham ainda naquela época a cultura ou capacidade de saber que os actores não os ouviam.
Tenho passagens lindas sobre tudo isto.
Enriqueceu-me muito este convívio e forma de crescer. Claro que eu tinha escola porque tinha de ser e nem haviam problemas que eu não resolvesse com as minhas próprias mãos, mas esta escola da vida foi onde eu aprendi a ser a amiga, a mãe, a pessoa solidária que existe em mim sempre presente a partilhar com quem tenha menos ou mais carente . Onde se ensina isso hoje nas escolas? Nem em casa há na maioria das famílias para estarem com os filhos, delegam poderes para outros. Talvez devido a essa cultura e ambição que se vive hoje , as escolas alberguem um sem numero de miúdos problemáticos que infernizam a vida de quem goste de aprender.
Desculpe os meus longos comentários mas acho que eu ao responder ou devo dizer o que sinto ou então calar-me. Sei sintetizar mas gosto de por muito os pontos nos iis.
Adoro ler a Paula. Sentir essa forma de vida !
Parabéns.
Beijinhos

Tibetan Star disse...

Olá Luisa,

Que infância tão rica tiveste! Que pena que a maioria das crianças de hoje não tem acesso a essas vivências!

Gosto muito de ler os teus comentários, fala à vontade que gosto de te ouvir! Só peço desculpa por não ter respondido mais cedo.

Beijinhos
Paula