
1. As escolas públicas são essenciais para a coesão social, que de outra forma não poderia existir. A ordem pública, burocratizada, é a nossa defesa contra o caos e a anarquia.
2. A socialização das crianças em grupos vigiados por agentes do Estado é essencial; sem esse processo as crianças não aprenderiam a lidar com outras pessoas numa sociedade pluralista.
3. Crianças de origens diferentes e de famílias com crenças diferentes devem ser misturadas. Robert Frost estava errado ao afirmar que "bons muros produzem bons vizinhos".
4. O conhecimento oficialmente certificado dos professores é superior ao dos leigos, incluindo ao dos pais. A protecção das crianças contra os não-licenciados é algo de interesse público.
5. A coerção em nome da liberdade é um uso válido do poder do Estado. Obrigar as crianças a arrebanharem-se em grupos pré-determinados durante períodos pré-determinados, estudando textos pré-determinados com supervisores pré-determinados não interfere no processo da aprendizagem.
6. As crianças, à medida que vão crescendo, inevitavelmente desenvolvem crenças diferentes das dos pais; este processo deve ser apoiado e incentivado, diluindo a influência parental e desencorajando a atitude, por parte das crianças, que os pais são soberanos em espírito e moralidade.
7. O mundo está cheio de pais malucos que vão arruinar os filhos. Uma das grandes preocupações da escola é a de proteger as crianças contra os pais.
8. As famílias não se devem preocupar muito com a educação dos seus filhos, mas devem fazer todos os esforços para contribuir financeiramente para a educação de todos.
9. O Estado é responsável pela educação, moral e crenças. As crianças educadas fora do seu escrutínio tornam-se frequentemente anti-sociais e acabarão na pobreza.
John Taylor Gatto
www.johntaylorgatto.com


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