“Frequentar a maioria das escolas de hoje traz o risco real de prejudicar as crianças. Seja qual for o significado que a instrução possa ter tido no passado, para a maioria das crianças da nossa sociedade ela já não tem nenhum significado.A maioria dos alunos (e, por falar nisso, a maioria dos pais e professores) não é capaz de dar razões convincentes para frequentar a escola. As razões não podem ser discernidas na própria experiência escolar, nem as pessoas acreditam que aquilo que se aprende na escola será realmente utilizado no futuro.
Tentem justificar a equação quadrática ou as guerras napoleônicas a um aluno de ensino médio de uma cidade do interior – ou aos seus pais. O mundo real aparece noutro lugar: nos meios de comunicação, no mercado de trabalho e, com excessiva frequência, no submundo das drogas, violência e crime.
Muito, se não a maior parte, do que acontece nas escolas, acontece porque é assim que acontecia nas gerações anteriores, e não porque nós tenhamos bases lógicas convincentes para mantê-lo hoje. A afirmação muito comum de que a escola é basicamente um lugar de custódia em vez de educação contém traços de verdade”.
[Howard Gardner, Inteligências Múltiplas: A Teoria na Prática (Artes Médicas, Porto Alegre, 1995), tradução do original Multiple Intelligences: The Theory in Practice (New York, Basic Books, 1993), p. 171.]


1 comentário:
Tenho uma filha de 16 anos que estava cursando o segundo ano do ensino médio e a tirei da escola pois não acredito mais nesta instituição. Gostaria de saber qual a lei brasileira que dá direito de educarmos em casa. É bom saber que outras famílias pensam como nós. Meu email é hileiams@hotmail.com
Enviar um comentário