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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Escola? Nem pensar! Nós aprendemos em casa!

Nos últimos seis anos Matthew visitou a Suécia, a Dinamarca e a Nova Zelândia. Como se isso não chegasse, este ano vai passar quatro semanas ao Texas.

Matthew, que agora tem 18 anos, toca oboé, está aprendendo cerâmica e joga hóquei. Fez 6 disciplinas do 11ºano e está a estudar 3 disciplinas do 12ºano: inglês, química e física. No entanto não vai à escola desde os 12 anos.

Matthew não é o único. Embora no Reino Unido o número oficial de alunos educados em casa não seja conhecido, estima-se que são pelo menos cerca de 50.000 (outros dizem 150,000). Os pais que optaram pelo ensino doméstico dizem que ter retirado os filhos da escola foi o melhor que fizeram.

Liz, mãe de Matthew, diz que devido à dislexia o filho sofreu muito durante a escola primária: era vítima de bullying e os professores só lhe desencorajavam. Como não estava aprendendo a escrever tão depressa como eles queriam, estava constantemente a ouvir comentários negativos dos professores.

"Quando tinha cinco anos perguntei-lhe se tinha aprendido alguma coisa. Ele disse-me que não queria ir mais para a escola. Não havia nada de positivo no tempo que lá passava."

Matthew foi transferido para uma escola particular mas, passado uns tempos, a família chegou à conclusão de que a melhor opção para ele seria o ensino doméstico:

"Matthew é pessoa de estar ao ar livre, é alguém que aprende geografia melhor visitando o Lake District ou navegando o Rio Meon da nascente até ao mar, é alguém que aprende escrita descritiva muito melhor passando o dia em Bath. Ele aprende muito mais facilmente com as mãos na massa, vendo e tocando as coisas, em vez de estar preso numa sala de aula. Ele fez muito mais, viu muito mais e aprendeu muito mais por estar fora da escola."

Matthew completou 6 disciplinas do 11º ano estudando on-line e parece estar destinado a obter bons resultados no 12º ano, o que lhe irá facilitar a entrada para a universidade, onde se quer preparar para um a carreira em investigação forênsica ou na polícia.

A história de Yvonne, David e Charlie

Yvonne e David retiraram o filho Charlie da escola quando tinha 11 anos, mas por razões muito diferentes. Desde muito novinho o filho tinha demonstrado um talento natural para o inglês, especialmente para a escrita criativa e para os pais o currículo escolar não era suficientemente flexível ou estimulante.

"Quando Charlie estava na escola a professora andava sempre doente. A classe ficou para trás e na altura em que a professora voltou eles não tiveram o tempo necessário para recuperar - o currículo nacional tem um horário rígido. Ele queria escrever mais mas não estava a ser motivado nem incentivado a melhorar. Andava muito frustrado com o sistema."

O seu talento para a escrita foi recentemente reconhecido no The News, ao vencer uma competição para um conto de Natal. Mas ao contrário de Matthew e de muitos outros, Charlie, que tem agora 17 anos, não tem qualificações.

Yvonne diz: "No ano que vem ele fai fazer 2 disciplinas do 11ºano, inglês e matemática, no Colégio de Fareham. O facto de não ter frequentado a escola e não ter qualificações não é um problema. Charlie tem o talento e habilidade para arranjar um bom trabalho com o que escreve. Agora só precisa obter qualificações para isso."

Geralmente, outra preocupação em relação ao ensino doméstico é que as crianças poderão perder a capacidade de socializar com outras pessoas. Charlie não concorda: "Eu tenho, e sempre tive muitos amigos, pessoas que conheci através dos meus passatempos, como o Doctor Who e Warhammer."

Yvonne também não se preocupa com a socialização: "Em vez de conviver apenas com pessoas do mesmo ano lectivo, Matthew tem amigos de todas as idades, amigos que fez através de coisas como actividades para jovens educados em casa e o clube de hóquei. Ele foi visto por um psicólogo educacional que me disse que ele tinha muita auto-confiança e que era bastante equilibrado."

Podem ler o original, em inglês, aqui.
Publiquei apenas um trecho, e a tradução é livre.

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