"Ser aluno numa grande escola é uma experiência bem estranha. Se fossemos convidados a organizar o nosso local de trabalho, quantos de nós organizariam as coisas de modo a que as pessoas trabalhassem para 8 ou 9 chefes por semana, talvez em 5 grupos de trabalho diferentes, em 7 salas diferentes, sem uma secretária ou cadeira onde possam deixar as suas coisas, e fossem desencorajadas ou proibidas de falar umas com as outras durante o trabalho? Além disso, quem, entre nós, faria com que interrompessem cada tarefa de meia em meia hora para trabalhar numa outra? Embora ligeiramente caricaturada, esta é a experiência dos alunos nas grande escolas secundárias.A verdade é que, em termos de organização, a escola secundária não está organizada à volta do aluno como trabalhador, mas como produto. Matéria-prima é passada de estação de trabalho a estação de trabalho e depois carimbada, trabalhada e rotulada por especialistas diferentes, para no final ser classificada em categorias adequadas para distribuição. O ensino secundário é o mecanismo definitivo de triagem e deixa uma impressão indelével. [Muitos] tornam-se alienados por esta instituição opressora, irrelevante e ignorante da sua possível contribuição para o mundo. A verdade é que, para eles, a escola é um sistema destrutivo."


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