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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Aprender a identificar árvores

A visita à quinta pedagógica incluiu um passeio de identificação de àrvores. Vimos bétulas, pinheiros, corylus, cerejeiras, freixos, bordos, salgueiros, pereiras, amieiros, etc.

Lembro-me de algumas coisas: dos freixos (Fraxinus),

dos pinheiros

e das cerejeiras,

mas para ser sincera, já me esqueci de quase tudo...

Por isso, se souberem o nome destas,

e tiverem vontade de partilhar, ficamos agradecidos!

2 comentários:

Isabel de Matos disse...

Olá, Paula!

Isso de te teres esquecido da maior parte é mais do que normal. É muita informação, visual táctil, só com uma certa familiarização é que passamos a conhecer.

Eu quando era miúda tinha uma nespereira no quintal da vizinha e, não sei porquê, cada vez que víamos oliveiras e pinheiros, que havia vários lá para a nossa zona, os meus avós diziam-nos, isto é uma oliveira/pinheiro;então conhecia muito bem só essas três árvores.

Depois, mais na adolescência, começámos a ir ao Algarve de férias e como adorava figos e andávamos sempre a apanhá-los nas inúmeras figueiras que havia por lá, comecei a conhecer as figueiras; e só quando comecei a namorar o pai das minhas filhas mais velhas, quando ia lá à terra dos pais deles que tinham horta com imensos legumes e uma data de árvores de frutos, arbustos de chá e assim, é que ele me começou a dizer isto é uma macieira, isto um limoeiro, isto é a planta de que se faz o chá de cidreira, isto são tomates, isto pepinos... conhecem-se pelas folhas (ainda não tinham os frutos, senão eu teria percebido, claro ;) ), ele muito admirado que eu não reconhecesse as árvores de fruta, pelo menos! Mas no início eu trocava sempre tudo. Só depois de ir muitas vezes e perguntar muitas vezes é que comecei a distinguir (os pessegueiros foram os primeiros, que têm umas folhas muito fininhas...); mas fora isso, outras árvores sem serem de fruta, flores, plantas (conheço várias plantas aromáticas, mas não passa disso), etec., continuo sem reconhecer.... até me apetecer dedicar-me um pouco mais à botânica! :)

Por isso, vais no bom caminho (e então se começares a plantar e a cuidar, é um instantinho que se fixa!)

Muitos beijinhos para todos
Obrigada por estas fotos maravilhosas!
Isabel

Paula disse...

Estava a pensar mais ou menos nisso, como gostei imenso da experiência, de estar no campo, ao ar livre, de sentir o vento na cara, da percepção das cores e formas e sensações... e como a "aula", a transmissão da informação que associa nomes (sons) às imagens, me pareceu tão artificial... o que me lembrou da citação que partilhei no blogue aí há uns dias: "O saber adquirido através da acção não-natural nos afasta do Tao."

E também fiquei a pensar, uma vez mais, na questão da motivação interior, como todos somos "chamados" ou atraidos a certas coisas, e da utilidade da informação (ou dos limites do conhecimento).

Por exemplo, nesta altura estou mais interessada em experienciar a conexão com o planeta ou universo de que sou parte, em experienciar de uma maneira muito directa, não-conceitual, a interconectividade de todas as coisas, a não-separação entre o eu e o todo, do que em memorizar rótulos para coisas.

Essa experiência conduz naturalmente à consciência ecológica, à sustentabilidade, à não violência, enquanto que a memorização dos rótulos conduz a quê?

Como dizes, quando as árvores fazem parte do nosso dia a dia, nós ficamos a conhecê-las de uma maneira natural, sem esforço, devido ao nosso relacionamento directo com elas. Mas quando informação é transmitida fora do contexto e da experiência, como na maior parte das escolas, aí é mais que normal esquecermo-nos dela.