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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Economia da generosidade

Hoje não parámos. Lembram-se do vasinho com a beterraba?

Agora já estão desentrelaçadas e em vasilhas biodegradáveis individuais, prontas para o plantio.

Mas hoje quero falar um pouquinho da economia da generosidade. Passamos a vida a dar e a receber e às vezes nem estamos conscientes disso, nem nos lembramos que o universo nos dá o sol, e que o planeta nos dá o solo, o ar, a água e tudo aquilo que precisamos. E as pessoas? Quantas vezes reconhecemos a sua generosidade?

Tudo que vêem aqui foi dado. Através do freecycle, a Mandy ofereceu todas estas plantinhas. Depois de nos ter dado tantas, mandou outro email e ofereceu ainda mais!

São cenouras, couves, beterrabas, milho, couves de bruxelas, brocolos, ervilhas e outras surpresas... As bandejas também foram dadas, umas pela Mandy, outras pelo Riverside Garden Centre, que oferece as usadas a quem as quiser reutilizar.

Estes vasinhos, empilhados uns nos outros, também foram dados,

a maioria deles por um centro de jardinagem, Cleeve Nursery, que encoraja os clientes a reciclar e reutilizar os que já não precisam.

Depois destas andanças todas, na horta, uma senhora que conheci esta semana ofereceu-me uma série de revistas de jardinagem. Conversou comigo, deu-me atenção, dicas, encorajamento. Deu-me tempo, companhia, amizade, empatia. Incrivel, não é?

Talvez um dia os governos comecem a usar o exemplo do Butão, que mede a riqueza e o desenvolvimento do país usando o índice da Felicidade Interna Bruta (FIB), ou seja, a felicidade e o bem-estar dos indivíduos que, é claro, depende não só da inteligência emocional como também da inteligência ecológica.

Deixo-vos com as palavras de Leonardo Boff:

"A felicidade e a paz não são construídas pelas riquezas materiais e pelas parafernálias que nossa civilização materialista e pobre nos apresenta. No ser humano ela vê apenas o produtor e o consumidor. O resto não lhe interessa. Por isso temos tantos ricos desesperados, jovens de famílias abastadas se suicidando por não verem mais sentido na superabundância. A lei do sistema dominante é: quem não tem, quer ter; quem tem, quer ter mais; quem tem mais, diz: nunca é suficiente.

Esquecemos que o que nos traz felicidade é o relacionamento humano, a amizade, o amor, a generosidade, a compaixão e o respeito, realidades que valem, mas não têm preço. O dramático está em que esta civilização humanamente pobre está acabando com o planeta no afã de ganhar mais, quando o esforço seria o de viver em harmonia com a natureza e com os demais seres humanos."

2 comentários:

Isabel de Matos disse...

É bem verdade, Paula...
Está a ficar o máximo , a vossa horta!
Beijinhos para todos
Isabel

Paula Peck disse...

Nesta altura do ano há muito que fazer, especialmente para quem não preparou o solo! O próximo projecto, quando as coisas acalmarem, vai ser aprender a fazer a compostagem.

Beijinhos e bom fim de semana!