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segunda-feira, 1 de junho de 2009

O currículo oculto da escolaridade obrigatória

Mais um livro para partilhar. Ler AQUI.

2 comentários:

*Lisa_B* disse...

Querida Paula,

não tenho aparecido no meu blg nem por cá pois as lágrimas são mais que muitas e que coração de mãe possa aguentar.

Pelo risco que o meu filho correu se suicido como sabes tirei-o da escola onde sempre apresentei os atestados medicos revelando a sua incapacacidade de frequentar a escola e os quais me tinham negado antes disso o ensino doméstico.

Acusaram-me à protecção de menores em risco por abandono escolar os quais apesar de saberem que o meu filho não tinha condições psiquicas para estudar o queriam forçar a regressar à escola.

Recusei eu e o meu filho e o processo foi parar ao M.Publico( tribunal).
Fui chamada há dias e como a obrigatoriedade escolar termina aos 15 anos até final do ano lectivo que é agora daqui a uns dias, resolveram pegar pela parte saúde que eu dou ao meu filho sempre em médicos e terapeutas particulares, assim como dei à minha filha desde que nasceu.

Pegaram nisso e dizem que eu não lhe dei acompanhamente médico especializado em autismo...ele vou tantos médicos e tantos o avaliaram desde especialistas em autismo como outros de pedopsiquiatria,psiquiatria e psicologia.

Apesar de saberem disso foram em frente para obterem provas que eu o negligencio...ou não. Pelo que me apercebi querem interna-lo numa instituição que será á morte psiquica dele de vez...o que os colegas com o bullying não conseguiram terminar na escola estes estao a completar o serviço.

Estou...não direi revoltada porque já não sinto força para tal...sinto dor muita dor por não ter conseguido chegar oa final de minha missão de proteger um anjo que Deus me enviou. Falhei, não por culpa minha pois tenho uma pasta cheia de recibos de consultas médicas,dinheiro saído inteiramente do que eu ganhei e ainda se queixam que fiz pouco por ele...

Nada mais a dizer...deixo-te aqui a minha tristeza e felizmente que ai estás bem com essa opcção que aqui não consegui nunca ter e ver o meu filho massacrado, torturado pelos colegas e agora por estes...doi demais...quisera eu nunca ter vivido para passar por isto.

Não me posso alargar muito no que escrevo pois tudo é lido e nem sei por quem entendes?

beijinhos espero um dia poder dizer-te que venci a guerra após inúmeras batalhas mas...

Paula Peck disse...

Lisa_B,

Nem sem o que dizer. A injustiça é tanta que me deixa sem palavras.

Não compreendo como podem ter negado a transferência para o ensino doméstico. Aqui também há casos em que reportam algumas famílias aos serviços sociais apenas por praticarem o ensino doméstico, aliás já tenho partilhado informações sobre isso.

A questão que tudo isto levanta é: a quem é que pertencem as crianças? À família, ao Estado ou a si próprias?

Tenho recebido informação de que o registo de nascimento não é apenas um sistema que anota quem nasce para efeitos de estatística. Quem regista passa a "posse" do que é registado; as crianças passam efectivamente a pertencer ao Estado e os pais retêm apenas o direito de cuidar daquilo que não lhes pertence, e cuidar da maneira prescrita pelo Estado.

Por isso há muitas famílias que não fazem o registo de nascimento dos filhos. Ouvi falar de um caso em que os serviços sociais devolveram um dos filhos à família precisamente por essa razão: como os pais não tinham feito o registo de nascimento eles não tinham autoridade sobre a criança.

Disseram-me que o que acontece quando se regista uma criança é que uma entidade legal fictícia é criada e que só têm autoridade sobre essa entidade, não sobre o ser humano, pois todos nascemos iguais e livres. O problema é que nós, não estando a par dessas coisas, identificamo-nos com essa entidade e, desse modo, damos-lhes toda a autoridade sobre nós e nossos filhos.

O nome, quando aparece nos documentos em letras maiúsculas, refere-se a essa entidade legal e não ao ser humano.

Outra estratégia usada é fazer com que essa distinção seja clara. Por exemplo, quando se vai ao tribunal e perguntam: você é a Sra X?

"Não, eu tenho um nome e um título mas não sou o nome nem o título que possuo; estou aqui como um ser humano, livre, para tratar dos assuntos referentes à Sra X."

É um bocado complicado e há muita coisa por trás disto, por isso é melhor ficar-me por aqui...

O problema é que as nossas mentes foram escolarizadas a acreditar e confiar na "justiça" e em "especialistas"...