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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Autismo, Aspergers e Ensino Doméstico


"Treehouse, uma associação sem fins lucrativos que educa o público britânico sobre o autismo, está feliz com a aceitação do governo de que as crianças com necessidades educativas especiais (NEE) estão desproporcionalmente representadas entre a população de crianças educadas em casa.

Uma pesquisa feita pela associação em 2008 descobriu que praticamente 1 em cada 4 crianças com desordens do espectro autista são educadas em casa - pelo menos parcialmente. Embora o governo respeite o direito que os pais têm de escolher o género de educação a dar aos filhos e esteja trabalhando para melhorar o apoio às famílias que optam pelo ensino doméstico, é notório que muitas famílias com filhos com NEE acabam tomar essa decisão como último recurso.

Ian Wylie, Chefe Executivo da Treehouse, diz que "muitas vezes, as famílias acabam por educar os filhos com desordens do espectro autista depois destes passarem por experiências negativas na escola. 40% destas crianças são vítimas de violência escolar e 27% são excluídas da escola.

Apraz-me constatar que o governo está finalmente prestando atenção aos educadores-domésticos e percebendo que as crianças com NEE estão sobre-representadas neste grupo. (...) Além de melhorar o apoio às famílias que optam pelo ensino doméstico, achamos que o governo deveria trabalhar no sentido de reduzir a violência escolar. (...) Queremos que o ensino doméstico seja uma verdadeira opção e não o último recurso."

Tradução livre da maior parte deste artigo. O que o artigo não menciona é que mesmo nos casos em que as famílias acabam por optar pelo ensino doméstico durante situações de crise, a maioria dessas famílias acaba por se aperceber que a educação domiciliar é de facto o melhor para os filhos.

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