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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Escola - Quanto menos, melhor!

"Sabem o que é que Bertrand Russell, William Blake, John Ruskin, William Cobbett e John Stuart Mill têm em comum? Nenhum deles andou na escola. A verdade é que muitos dos nossos maiores - e mais independentes - pensadores foram educados pelos pais, por tutores ou pelos melhores professores que poderiam ter: eles próprios.

Russell e Ruskin foram educados em casa por uma série de tutores. Mill foi ensinado pelo pai e pelo filósofo utilitarista Jeremy Bentham. Blake passou a juventude vagueando em torno de Peckham Rye vendo anjos. Cobbett foi praticamente um auto-didata.

William Morris, o menos vitoriano dos Vitorianos, frequentou uma das primeiras versões de Marlborough, onde não aprendeu nada, e voltou ao ensino doméstico. É a esta falta de educação formal que o historiador EP Thompson atribui o brilho revolucionário de Morris: conseguiu escapar à lavagem cerebral e tornou-se um inimigo fervoroso dos valores competitivos da sua época.

Samuel Johnson e Samuel Taylor Coleridge fartaram-se de baldar às aulas e nunca chegaram a acabar os cursos superiores em Oxbridge.

Robert Louis Stevenson achava que em termos de educação "as horas de absenteismo escolar, horas plenas, vívidas e instrutivas" tinham muito mais valor do que as horas passadas dentro de salas de aulas, sujeitando a mente a assimilar informação escolhida por aqueles intentos em produzir escravos salariados obedientes.

Tenho a certeza que a maior parte da minha educação ocorreu em momentos de solitude, lendo ou olhando para fora da janela, reflectindo. Isto não significa que não tive alguns professores brilhantes. Tive. Sei que os professores podem mostrar o caminho, mas a melhor educação é obtida lá fora, experienciando a vida e lendo livros. E este é um processo vitalício.

É verdade que dois dos maiores romancistas e espíritos livres do século XX, Aldous Huxley e George Orwell, andaram em Eton, mas a verdade é que Eton é muito invulgar pois dá aos estudantes uma quantidade enorme de escolha, respeito e liberdade.

Apresento estes exemplos como prova do meu argumento: como método educativo, a escola é superestimada. Essa era a perspectiva de Bertrand Russell. "Os homens nascem ignorantes, mas não nascem estúpidos. Tornam-se estúpidos pela educação".

Einstein escreveu sobre "a curiosidade divina e saudável que todas as crianças possuem, que tantas vezes é enfraquecida precocemente". Assim sendo, faz sentido que os pais dêem aos filhos o mínimo possivel de educação formal. Centros intelectuais como Eton ou Westminster não estão ao alcance da grande maioria.

E seria uma loucura trabalhar que nem um escravo dia e noite para enviar os filhos para uma escola privada. E como as crianças são naturalmente anti-consumistas não faria sentido enviá-las para as escolas frequentadas pelas famílias mais ricas do país.

O problema é que eu também sou contra o ensino público, gerido pelo Estado, com seus professores estressados devido às mudanças constantes de ideologia educacional. Se os políticos deixassem as escolas em paz, pelo menos os professores poderiam concentrar-se em ensinar.

Os dias e os períodos escolares são longos demais. As escolas que produzem os melhores resultados e os pensadores mais livres são precisamente aquelas que têm os períodos e os dias mais curtos. Não se limitam a ser campos de concentração de futuros trabalhadores.

Este é o espírito que precisamos trazer para a educação: quanto menos escola, melhor. Temos de explorar outras opções - o ensino doméstico (educação domiciliar), grupos de aprendizagem, tutores privados. Isto não significa mais trabalho e despeza para os pais, pois é precisamente a curiosidade e o amor à aprendizagem que as escolas tendem a destruir.

A responsabilidade dos pais é transmitir o amor à aprendizagem e a melhor maneira de o fazer é dando o exemplo, deitando-se no sofá com um bom livro."

Tradução bem livre! Original aqui.

2 comentários:

Ipe disse...

Hola, he llegado aquí a través del blog de Meninheira. Muy interesante el contenido.

Ya conocía la experiencia de oídas la "economía del no-pago", un planteamiento muy interesante, aunque me cuesta entender como se vive, quizás en parte porque mi ingles es muy malo.

Nosotros también educamos en casa, aunque nuestros hijos ya son jovenes (16 y 18 años)... y aún no hemos logrado ser autosuficientes, pero lo seguimos intentando.

Un saludo desde Extremadura.

Paula disse...

Hola Ipe!

Prazer em "conhecer-te" e obrigada pela visita e pelo comentário. O meu hijo también ya es jovene (15 años)...