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domingo, 26 de julho de 2009

Progresso do ensino doméstico na Africa do Sul

Tradução livre de um artigo (abre original), escrito por Kate Tsubata, uma mãe-educadora e escritora freelance que vive em Maryland.

"A África do Sul sempre me fascinou. Na década de 1990, este país corajosamente descartou uma estrutura política racista de apartheid e criou uma nova democracia universal que incluiu todos os povos da nação. Depois, para ultrapassar inúmeras injustiças e mágoas, criou um verdadeiro processo de reconciliação que é agora um modelo para todo o mundo.

A história do estabelecimento da liberdade para educar em casa neste país não é bem conhecida. Leendert Van Oostrom disse-nos que ele e a esposa optaram pela educação domiciliar durante os anos de declínio do antigo sistema, "quando o ensino doméstico era estritamente proibido e as famílias que optavam por essa alternativa eram perseguidas e postas na cadeia."

Em 1994, a lei sobre a escolaridade obrigatória (para as crianças brancas, de raça mista e asiáticas - mas não para as negras) foi declarada anti-constitucional. Em 1996, quando foi proposta a lei do ensino universal e obrigatório, Van Oostrom, juntamente com outros pais-educadores, pressionou o parlamento para que o direito ao ensino doméstico fosse reconhecido como um direito humano, e o ensino doméstico tornnou-se uma opção legal na África do Sul.

Apesar disso, as autarquias locais fazem várias exigências não-constitucionais às famílias que se matriculam no ensino doméstico. Numa entrevista recente, Van Oostrom explicou que precisamente por causa "dessas demandas sem fundamento na lei cerca de 90% dos educadores-domésticos não se registram".

Em 1998, inspirado pela Home School Legal Defense Association nos E.U.A., Van Oostrom criou a Pestalozzi Trust, (Johann Pestalozzi, suíço, foi um pioneiro da reforma educacional no século XVIII) para promover o direito ao ensino doméstico e defender as famílias que optaram por esta via de tentativas de incursões sobre esse direito.

"Espero que um dia conseguiremos demostrar que o ensino doméstico realmente é, como Pestalozzi dizia, um poderoso método de desenvolvimento de comunidades inteiras entre pessoas desfavorecidas. Acho que a África do Sul tem o tipo de população em que isso pode ser feito", explicou Van Oostrom. "A ideia de Pestalozzi é que a educação domiciliar eleva a mãe, que por sua vez eleva a família, que por sua vez eleva a comunidade."

O objectivo de "cada um, ensina um" é necessário, onde todos partilham conhecimentos, independentemente de terem ou não recebido formação profissional no campo da educação.

Embora a mudança social possa ser uma meta viável a longo prazo, o objectivo da maior parte dos pais-educadores na África do Sul é que os filhos recebam uma boa educação.

Em 2000, na pesquisa feita para o seu doutoramento, Esther De Waal descobriu que na África do Sul a razão nº1 para optar pelo ensino doméstico é a de dar aos filhos uma educação melhor do que a disponível nas escolas. Em segundo lugar estava o desejo de educar os filhos num ambiente compatível com a religião ou filosofia da família. Em terceiro, o desejo de proteger os filhos da cultura escolar, uma cultura de violência, drogas, sexo e obscenidade".

Tal como nos E.U.A., os jovens que seguem o ensino doméstico na África do Sul são o melhor argumento a favor do ensino doméstico.

"A minha filha, 21, toca violino desde os 3 anos de idade, conduz uma orquestra numa das melhores escolas da área e, além de conduzir outras 2 orquestras, compõe arranjos musicais para que músicos de níveis diferentes possam tocar uns com os outros", disse Van Oostrom.

"Ela está no 3º ano do curso de música na Universidade da África do Sul. ... O primeiro exame que fez foi o do 12º ano... e saiu-se melhor do que a maioria dos alunos que tinham passado os últimos 12 anos estudando para passar esse exame.

A minha outra filha, 15, combina a sua paixão de andar a cavalo com o seu interesse em detectives, e quer ser mountain ranger ou piloto. Ela toca viola na National Youth Orchestra e faz ballet.

A minha filha de 11 anos é concertmaster na orquestra juvenil que a irmã mais velha fundou, e além de tocar violino estuda ballet, anda a cavalo e atingiu recentemente o seu próprio objectivo de ler 33.000 páginas de literatura em dois meses."

Van Oostrom deu aulas sobre legislação de educação na Universidade da África do Sul mas actualmente o seu principal trabalho é com a Pestalozzi Trust, apoiando os direitos das famílias que assumem responsibilidade pela educação dos filhos.

Copyright 2009 The Washington Times, LLC

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