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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Aprendizagem informal e o ensino doméstico

aprendizagem informal, ensino doméstico, educação domiciliar (home schooling)

A maioria das famílias que começam fazendo "escola" em casa descobrem que o que funciona na escola não se transfere facilmente para o lar. De necessidade, os pais-educadores tornam-se pioneiros de novas abordagens educativas, quase sempre menos formais. Eles dão-nos provas convincentes do potencial da aprendizagem informal. Alan Thomas explora alguns aspectos importantes do fenómeno do ensino doméstico ou educação domiciliar.

Sumário: introdução – ensino doméstico e educação domiciliar – aprendizagem informal - aprendizagem e as crianças em idade escolar - pesquisando o ensino doméstico ou homeschooling - adaptação da aprendizagem formal - como capturar a aprendizagem informal? - aprendizagem dialógica - uma crónica da aprendizagem informal no ensino doméstico - conclusão - outras leituras e referências - Links

introdução – ensino doméstico e educação domiciliar


O ensino doméstico (conhecido às vezes como homeschooling, especialmente nos E.U.A.) é geralmente legal na América do Norte, Australásia e maior parte da Europa. Durante as últimas duas décadas, tornou-se cada vez mais aceite como uma alternativa viável para a escola.

O número de crianças educadas em casa aumentou consideravelmente embora não existam estimativas precisas da sua prevalência por diversas razões (ver Lines, 1998; Petrie, Windrass & Thomas, 1999). Pesquisas feitas nos E.U.A. indicam que poderá haver um milhão de crianças americanas educadas em casa (Lines, 1998).

A Nova Zelândia, onde 1% da população escolar é educada em casa, tem provavelmente a estimativa mais confiável pois o sistema de registo com as autoridades habilita os pais a receberem assistência financeira (Ministério da Educação NZ, 1999).

Falando em termos gerais, os educadores domésticos dividem-se em três grandes grupos: os que são motivados por razões religiosas e morais, os que têm razões filosóficas ou pedagógicas e os que optam pelo ensino doméstico devido aos problemas que os filhos experienciaram na escola, tanto a nível académico como social ( van Galen & Pitman, 1991; Thomas, 1998).

Em relação ao sucesso acadêmico, as crianças educadas em casa encontram-se geralmente à frente das que frequentam a escola. Mas essa diferença não se deve necessariamente ao ensino doméstico - é impossível saber os resultados que essas crianças teriam tido se tivessem frequentado a escola. Com pais interessados como estes elas poderiam ter alcançado o topo na escola também. Existem outros factores que tornam difícil a comparação. Para um debate sobre esta questão, ver Rudner (1999) e a resposta de Welner & Welner (1999).

Sabemos muito pouco sobre o processo da aprendizagem em casa - à excepção dos inúmeros relatos pessoais e guias para pais que estão considerando o ensino doméstico, a maioria dos quais são escritos a partir de uma perspectiva ideológica. [Para uma vasta gama de experiências pessoais ver Dowty (2000). Lowe & Thomas (2002) tentaram escrever um guia imparcial sobre os métodos de educar as crianças em casa.]

Neste artigo, quero concentrar-me na aprendizagem informal das crianças de idade escolar, uma área de estudo que promete e quase totalmente negligenciada (Desforges, 1995). As experiências das crianças educadas em casa proporcionam um insight interessante nesta área.

Continua aqui.
Original aqui.

2 comentários:

Isabel de Matos disse...

Bem, Paula, já tinha visto a imagem do teu novo cabeçalho no blog da Meninheira "Dalle Un Coliño", é o máximo... ficou muito gira a apresentação, o teu sentido de humor está em alta!

Muitos beijinhos
Isabel

Paula disse...

Sim, realmente este Jason Holm conseguiu capturar o que para a maioria dos educadores-domésticos é mais que óbvio!

Espero que estejam a passar um bom Verão!