A escritora Roz Barber, 45, retirou os filhos George, 16, e Charlie, 14, da escola por razões diferentes. Eis o que nos disse:
Com George foi absolutamente necessário. Quando ele foi para a escola secundária, era constantemente agredido, vítima de violência escolar dia após dia. Tirei-lhe da escola no final do ano 8, quando ele tinha 13 anos.Charlie, o outro filho da Sra. Barber, também teve problemas na escola devido à dislexia, que embora causasse verdadeiras dificuldades, estas não eram a um nível que pudesse ser apoiado no âmbito do ambiente escolar. A Sra. Barber, que vive em Brighton, disse:
Mais tarde arrependi-me de não o ter tirado de lá antes, mas a verdade é que não estava a par do ensino doméstico. Tínhamo-lo deixado na escola porque receávamos retirá-lo de lá... Eramos pais muito normais, com vidas ocupadas. Mas estou convencida que o ensino doméstico salvou a vida do George. Ele estava tão deprimido. Agora já lhe ofereceram um lugar no City College Brighton and Hove num curso de arte e design, devido apenas à qualidade do seu portfolio.
Estavam fazendo com que ele se sentisse um fracasso, e descobrimos que estavamos passando mais tempo apoiando o filho que estava sendo educado na escola do que o que estava aprendendo em casa. A escola não era o ambiente adequado para nenhum deles.A Sra. Barber também educa Milly, a filha de 5 anos de idade, em casa.
Tasha Middleton, 26, também retirou o filho Toby da escola quando ele tinha 8 anos, ao vê-lo cada vez mais infeliz. Ela disse:
Ele andava cada vez mais infeliz e quando chegou ao 3º ano começou a odiar a escola. De manhã era sempre a mesma coisa; nunca queria ir para a escola e fartava-se de chorar quando lá chegávamos. Ao regressar da escola passava mais de uma hora sem falar com ninguém.
Faz agora um ano que aprende em casa; está muito mais feliz e recuperando a sua auto-confiança. Ele trabalha muito melhor ao seu próprio ritmo e não gosta de grandes grupos de pessoas. Na escola era muito popular e tinha boas notas, mas a verdade é que a escola não era o melhor sítio para ele.
Com o ensino doméstico ele recuperou a vontade de descobrir e explorar coisas. Gosta de fazer experiências científicas e adora fotografia. Tudo que lhe interessa é aproveitado para o processo de aprendizagem. É por isso que as propostas de planejamento prévio da aprendizagem são impossíveis na aprendizagem autónoma. É impossivel saber o que ele vai estar interessado na semana que vem, quanto mais no ano que vem!
Esta foi a parte final deste artigo. Primeira parte aqui.


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