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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Irrelevância do sucesso escolar

Trecho do livro Canja de Galinha para a Alma.

Considere isto:

• Quando Peter J. Daniel estava na quarta série, sua professora, Sra. Phillips, dizia constantemente: "Peter J. Daniel, você é imprestável, uma maçã bichada, e nunca chegará a lugar algum." Peter foi totalmente analfabeto até os 26 anos. Um amigo ficou acordado com ele a noite toda, e leu para ele uma cópia de Think and Grow Rich. Agora ele é dono das esquinas das ruas onde costumava brigar e acaba de publicar seu mais recente livro: Mrs. Phillips, You Were Wrong! (Sra. Phillips, a senhora estava errada!)

• Beethoven segurava o violino desajeitadamente e preferia tocar suas próprias composições ao invés de aperfeiçoar sua técnica. Seu professor julgava-o um compositor sem futuro.

• Os pais do famoso cantor de ópera Enrico Caruso queriam que ele fosse engenheiro. Seu professor lhe disse que ele não tinha voz e não poderia cantar.

• Charles Darwin, pai da Teoria da Evolução, abandonou a carreira médica e ouviu de seu pai: "Você não se importa com nada além de cães, caçar ratos e atirar." Em sua autobiografia, Darwin escreveu: "Fui considerado, por todos os meus professores e por meu pai, um garoto muito comum, bem abaixo do padrão intelectual normal."

• Os professores de Thomas Edison disseram que ele era burro demais para aprender alguma coisa.

• Albert Einstein não falou antes dos quatro anos de idade e não leu antes dos sete. Vivia "mergulhado em seus sonhos imbecis". Foi expulso e sua admissão na Escola Politécnica de Zurich foi recusada.

• Louis Pasteur foi apenas um aluno medíocre nos estudos de primeiro grau; ficou em décimo quinto lugar entre os 22 alunos de química.

• Isaac Newton foi muito mal na escola.

• O pai do escultor Rodin disse: "Tenho um filho idiota." Descrito como o pior aluno da escola, Rodin reprovou 3 vezes no exame de admissão da escola de artes. Seu tio chamava-o de "ineducável".

Leon Tolstoi, autor de Guerra e Paz, foi afastado da escola por incompetência. Descreveram-no como "incapaz e sem vontade de aprender".

• Winston Churchill repetiu a sexta série. Só foi Primeiro-Ministro da Inglaterra aos 62 anos e, mesmo assim, depois de uma eternidade de derrotas e retrocessos. Deu suas maiores contribuições quando se tornou um "cidadão idoso".

7 comentários:

Ipe disse...

¡Estas muy activa en vacaciones!

Todas tus entradas son muy interesantes, pero está me ha encantado. No sabía de los sufrimientos de Tolstoi en la escuela, pero siempre ha sido uno de mis personajes favoritos de la historia y de la literatura.

¡Gracias!

Paula disse...

A aprendizagem nunca pára, nem en vacaciones, pelo menos para os unschoolers!

A versão espanhola do livro está aqui, e encontrarás a parte que fala de Tolstoi na página 164.

P e M disse...

E como eu ADORO estes Senhores que apesar de "todos contra eles" se fizeram Grandes Homens!

;o)

Paula disse...

Sim, são pessoas que sobrevivem todas as tentativas de tornar a sua auto-estima dependente da opinião alheia, imposta através do sistema de avaliações, com todas as suas recompensas e castigos...

Adoro o trabalho de John Taylor Gatto, que explica muito bem a ligação entre o sistema de ensino e o condicionamento da auto-estima e auto-imagem.

Ele diz que esta crença de que o nosso valor corresponde ao valor que os outros nos dão começa na escola, com esse processo constante de "elogios e reprimendas, sorrisos e sobrolhos, prémios, honras e humilhações".

O pior é que atrofia a nossa capacidade de auto-avaliação, de escolher nossos objectivos e nossa própria definição de sucesso.

Lembro-me de uma conversa com o meu filho há uns anos atrás, em que ele me disse mais ou menos isto:

"Desde quando é que sucesso significa fazer o que os outros querem que eu faça, da maneira que eles querem que eu faça, quando eles querem que eu faça? Isso não seria o meu sucesso mas o deles! Sucesso, para mim, é escolher e atingir os meus próprios objectivos!"

P e M disse...

"Desde quando é que sucesso significa fazer o que os outros querem que eu faça, da maneira que eles querem que eu faça, quando eles querem que eu faça? Isso não seria o meu sucesso mas o deles! Sucesso, para mim, é escolher e atingir os meus próprios objectivos!"

Não podia estar mais de acordo com o teu filho!

Tenho de "ruminar" o resto da tua resposta...

Passou-me uma ideia agora pela cabeça: o que seria da larga maioria de pessoas que nunca ousou e não foi contra a opinião alheia? Será que seriam Grandes Homens e Mulheres? A onde é que estariam?

Já pensaste nisto?

;o)

Paula disse...

É precisamente isso que John Taylor Gatto sugere:

"Estou convencido que o gênio é uma qualidade humana extremamente comum, provavelmente algo natural na maioria de nós ... e comecei a questionar-me, relutantemente, será possível que é a própria frequência escolar que nos está a emburrecer? Será possível que eu tivesse sido contratado como professor não para expandir o poder das crianças mas para diminui-lo? No início isto pareceu-me uma loucura mas a pouco e pouco comecei a perceber que as campainhas e o confinamento, as sequências sem sentido, a segregação etária, a falta de privacidade, a vigilância constante e tudo mais que está relacionado com o currículo nacional escolar foram concebidos exatamente como se alguém tivesse decidido fazer com que as crianças não aprendessem a pensar e a agir, a fim de aliciá-los para vícios e comportamentos de dependência."

P e M disse...

Olha, estou COMPLETAMENTA APAIXONADA pelo John Gatto!!!

Concordo com cada uma das palavras dele!!!

"e comecei a questionar-me, relutantemente, será possível que é a própria frequência escolar que nos está a emburrecer?"

E diria mais: a convivência com familiares, amigos, sociedade em geral... todos "nos atiram um pouco mais para baixo"; só alguns, muito poucos, nos puxam para cima. Mas quem é que tem "o poder" de discernir quem nos "atira para baixo" e nos "puxam para cima"?!

E melhor, deve-mo-nos afastar da família quando esta nos atira para baixo?!

;o)