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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Do homeschooling ao unschooling

Brenna McBroom, uma "unschooler" com 19 anos de idade, fala sobre a sua experiência de transição do ensino doméstico estruturado à aprendizagem autónoma e auto-direcionada.



"Sabes, eu fiz a 1ª classe e depois os meus pais tiraram-me da escola e começaram a educar-me em casa. Tínhamos uma estrutura, um currículo, fazíamos problemas de matemática, etc.

Depois de alguns anos fui para a co-op e quando começámos o unschooling eu senti um certo receio: "bem, agora não tenho que resolver problemas de matemática mas tenho de assumir a responsibilidade pela minha educação, por isso vou ter que estudar imenso senão ainda acabo trabalhando no McDonalds, viciada em drogas ou qualquer coisa assim... tive todas essas preocupações comuns."

Isso durou uns tempos mas depois apercebi-me que podia relaxar um pouco, que não precisava de ler 7 horas por dia, pois ía aprender com as coisas que viessem ter à minha vida e que iria experienciar naturalmente. Então a partir daí fiquei muito mais tranquila e deixei de pensar que tinha de estudar tão árduamente para adquirir uma educação."

No vídeo seguinte, ela fala sobre o "erro" que muitos pais fazem.



"Outro conselho que daria aos pais é que não podem presumir que certas actividades têm intrinsecamente mais valor do que outras. As pessoas que não estão familiarizadas com o unschooling vêm à nossa casa e o meu irmão, bem, ele agora já deixou essa fase, mas ele adorava jogar o World of Warcraft (WOW), e eu estou muito envolvida na cerâmica...

Então as pessoas vinham à nossa casa e viam o meu irmão jogando WoW e eu fazendo chaleiras, pratos e coisas dessas, e partem do princípio que a minha actividade tem mais valor do que a dele. Eu diria que esse não é necessariamente o caso, que ele está desenvolvendo uma série de competências da mesma maneira que eu, mas que essas competências são diferentes. Por isso não devem partir do princípio que uma actividade é necessariamente melhor do que outra."

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