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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O gênio musical que aprende em casa

Matt foi uma criança precoce; começou a andar muito cedo e aprendeu a ler aos 18 meses. Foi diagnosticado com transtornos do desenvolvimento, uma forma de autismo, aos 3 anos. Durante a infância, Matt não gostava de música nem de ruídos. Aos 6 anos de idade aprendeu sozinho a ler música.

Matt e a irmã mais nova são educados em casa. Apesar da sua tenra idade, do autismo e da falta de instrução formal em composição musical, Matt é um músico e compositor com bastante sucesso.




Matt Savage é o que parece, um Harry Potter entre savants, mas quando era pequenino o mais pequeno som fazia-lhe chorar e não tolerava o toque nem da sua mãe. Aos 6 anos, Matt confessou à mãe que tinha o cérebro cheio de problemas matemáticos. Pouco depois disso descobriu a lógica das 88 teclas do piano. Da noite para o dia aprendeu a tocar, sozinho. Seis meses mais tarde já tocava sonatas de Schubert e aos 7 anos começou a compôr peças de jazz.

Na noite do seu 13º aniversário, Matt toca no clube de jazz mais famoso de Nova Iorque. Praticamente todas as peças que interpretou são composições suas, incluindo El Fuego.

(...)
Dianne (mãe): Ele diz-nos que a música já está nele, que não precisa de praticar. Explicámos que precisa aperfeiçoar sua técnica, e ele compreende isso, mas a parte musical, essa já está lá dentro dele.
Matt começou a compor por "engano". Um dia, quando estava tocando uma sonata de Schubert, a professora de piano chamou-lhe a atenção para um erro. Matt insistiu que a sua versão era melhor e, assim, decidiu começar a compôr suas próprias peças.
Dr. Darold: Matt nasceu com conhecimentos de música intrínsecos, que pré-datam tudo que aprendeu. Quanto mais trabalho com crianças-prodígio mais me apercebo que elas já nascem com software instalado, seja de música, línguas ou matemática.
(...)

Matt impressiona não só a mãe e os neurologistas que o conheceram como também o actor Robert de Niro.
Dianne: Nós colocámos Matt num Jardim de Infância mas no 2º dia recebemos uma chamada dizendo para o irmos buscar porque não aguentavam com ele. Foi literalmente expulso do Jardim de Infância, por isso nós sabíamos que algo não estava certo.
Nos dias em que tudo corre bem é difícil perceber que Matt é diferente, mas os pais, que vivem com ele diariamente, sabem bem as suas dificuldades.

Matt não frequenta a escola. Ele e a irmã, que também é autista, aprende em casa. Para Matt, aprender é brincadeira de criança. Lembra-se de tudo, desde que lhe interesse.

Dianne: Ele aprende praticamente tudo sozinho. É bom a geografia, excelente em matemática e sabe tudo sobre montanhas-russas. Ele lê, absorve tudo e pronto!
Matt: Se me pedisses para improvisar uma montanha russa, eu faria isto...
Se quiserem, podem ver outro vídeo de Matt tocando outra das suas peças aqui.

2 comentários:

Ana Martins disse...

Sem dúvida uma criança muito inteligente, uma caracteristica aliás dos autistas.

Infelizmente Portugal anda sempre atrasado em relação aos outros países nas medidas que são realmente importantes e pertinentes.

Só assim se pode compreender que a Lisa_B, tenha tantos problemas em conseguir o ensino em casa para o seu filho Bruno.

Enfim, sem comentários, Portugal é um País de prioridades que não se entendem.

Beijinhos,
Ana Martins

Paula disse...

Olá Ana,

Desculpa não ter respondido antes, só reparei agora...

O problema é que em Portugal são raras as pessoas que estão a par do ensino doméstico, incluindo professores e pessoal administrativo que trabalha nas escolas. Muitos pensam que é ilegal e a maioria tem uma ideia errada da educação domiciliar...

Por isso os pais que optam por este regime têm de estar muito bem informados e andar com cópias de todas as leis na carteira. É uma tristeza, mas infelizmente essa é a realidade, por isso é importante informar as pessoas sobre esta forma alternativa de educação.

Não sei o que se passou com a Lisa_B, mas penso que a transferência para o ensino doméstico pode ser feita até ao final do 2º período...

Beijinhos e obrigada pelo comentário.