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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Que tipo de pessoas opta pelo ensino doméstico?

Paula Rothermel, Faculdade de Educação da Universidade de Durham, Reino Unido

Os pais que educam os filhos em casa são frequentemente estereotipados por profissionais “preocupados” e por outros que fazem suas afirmações com base em crenças e não nos resultados das várias pesquisas que já foram feitas sobre o ensino doméstico. Características como excêntrico, arrogante, ignorante, de classe média e hippy são frequentemente associadas aos pais que educam os filhos em casa. Estão também, e cada vez mais, sendo representados como um potencial perigo para seus filhos, tanto a nível emocional como físico, ao ponto de ter sido sugerido que se deva vigiá-los. Isso leva à questão: que tipo de pessoas opta pelo ensino doméstico?

Este estudo explora a possibilidade de classificar os pais que escolhem a educação domiciliar consoante os seus motivos, usando categorias definidas por pesquisas anteriores. O documento conclui que, no contexto do Reino Unido, essas classificações são simplistas e enganosas. Uma abordagem diferente é proposta, a de definir os pais-educadores por estratos; primeiro, como um grupo superficialmente homogéneo, segundo, como diversos grupos, terceiro, como famílias, e quarto, como indivíduos. Esta abordagem por estratos ajuda-nos a compreender o aumento da quantidade de famílias que estão optando pelo ensino doméstico e a sua visibilidade crescente como um verdadeiro movimento. Embora possa parecer que os pais-educadores estejam beneficiando destes factores, estes poderão ser também o que está causando sua "problematização" por parte de “professionais” e do governo, com o consequente aumento de restrições e controles legislativos.

Keywords: ensino doméstico, aprendizagem centrada na criança, estilo de vida, parentalidade

Podem ler este estudo, em inglês, aqui.

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