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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Campanha de Proteção à Educação Domiciliar

Mais de 450 famílias que praticam o ensino doméstico manifestaram-se anteontem em frente ao parlamento britânico contra as recentes propostas de alterar a lei sobre a educação domiciliar. Este é o vídeo da reportagem que apareceu ontem no noticiário, com a tradução em baixo.



Os pais que optam por educar os filhos em casa levaram a sua campanha contra os planos governamentais de maior regulamentação e controlo do ensino doméstico ao parlamento. Dizem que a sua capacidade de proporcionar aos filhos uma boa educação está sendo tratada com suspeita por pessoas que simplesmente não percebem nada do assunto. Sara traz-nos as últimas novidades sobre os desafios enfrentados pelos pais que procuram dar a melhor educação possível aos filhos.

Sara: À medida em que se foram reunindo em frente ao parlamento eles transformaram a campanha numa espécie de festa mas a sua mensagem era muito séria - Não interfiram na educação dos nossos filhos!

Dani, de Brighton, já educa os filhos há 5 anos. As regulamentações, segundo ela diz, não vão ao encontro da maneira em que os filhos aprendem.

Dani: Quem deve impôr os objectivos da aprendizagem dos meus filhos não sou eu. Isso é algo que eles próprios devem decidir. E também não está certo que o governo venha para aqui com ditames sobre o método que devo usar na educação dos meus filhos.

Pearl (filha de Dani): A maneira como eu aprendo é muito diferente. Não tenho um horário, como na escola, por isso não começo a aprender a horas marcadas. Eu aprendo à medida em que vou vivendo a minha vida.

Sara: Depois de um relatório ter recomendado que todas as crianças educadas em casa devem ser obrigadas a um registo anual, a ter um plano educativo e a receber visitas em casa para que o governo possa verificar que estão bem e seguras, está decorrendo agora uma consultoria ao público. Muitos dizem que as propostas não passam de interferência desnecessária.

Lord Lucas, que apoia a campanha: Todos nós temos o direito, que na verdade é um dever, de educar os nossos filhos. A maioria delega essa responsibilidade para o Estado mas estas são pessoas exercendo esse direito. Nós deixámo-las fazê-lo durante anos e anos, e agora, de repente, estamos a tratá-las como se estivessem fazendo algo suspeito, algo horrível, e insistindo que precisam de ser controladas e vigiadas.

Mas o governo diz que está comprometido a balançar os direitos dos pais com a necessidade de assegurar que, em casa, as crianças estão a aprender e que estão seguras.

Lucy acredita que há uma grande falta de compreensão em relação à abordagem que famílias como a dela seguem em relação à educação dos filhos.

Lucy: A tendência é de seguir os interesses dos nossos filhos. Damos sugestões, vamos a passeios, fazemos actividades de grupo e assim por diante. Além disso, eles também aprendem sozinhos. Eu faço questão de seguir os seus interesses porque as crianças aprendem muito melhor quando adoram e sentem vocação pelo que fazem.

Sara: A esperança é convencer o governo que as coisas estão bem como estão e que a lei não precisa de ser modificada. BBC, Westminster.

Visualizar mais um slide-show aqui.

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