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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Os argumentos a favor do ensino domiciliar

Os argumentos dos pais

Os motivos que levam os pais a optar pelo ensino doméstico são muitos e as maneiras de educar em casa são muitas. Alguns, por razões filosóficas ou religiosas, nunca mandam os filhos à escola; outros enviam-nos inicialmente para a escola mas decidem retirá-los de lá quando se apercebem que os filhos estão sendo vítimas de violência escolar ou que a escola é incapaz de lidar com as necessidades educativas especiais dos filhos, sejam elas devido à dislexia, síndrome de Asperger, autismo, déficit de atenção e hiperactividade ou deficiências fisicas.

Há pais que combinam a educação domiciliar com a escola:
1) optando pela flexi-escola, onde as crianças frequentam a escola part-time;
2) educando os filhos em casa durante a primária mas matriculando os filhos na escola secundária (ou vice versa);
3) enviando alguns para a escola enquanto que outros estudam em casa.

Cada família é diferente. Seguem-se agora diversos testemunhos de famílias que educam os filhos em casa. Primeiro, três gerações da mesma família falam sobre sua experiência:

A avó:

Há um ano atrás, quando a minha filha me disse que tinha a intenção de educar os meus netos em casa, eu tive as minhas dúvidas sobre alguns aspectos deste plano, em grande parte porque a educação domiciliar era algo que desconhecia completamente. Mas as minhas reservas desapareceram totalmente.

Os meus netos adoram as lições. Estão felizes, cheios de auto-confiança, curiosidade e motivação. As suas competências linguísticas estão muito avançadas para a idade que têm. Eles seguem todos os fundamentos do Currículo Nacional e investigam uma série de tópicos extra-curriculares de uma forma que seria impossível se o ensino não fosse individual.

Todas as famílias que conheci durante este ano que educam os filhos em casa têm me impressionado muito pelo seu óbvio compromisso, entusiasmo pelo trabalho e pela forma imaginativa em que abordam o ensino doméstico. Espero que estes pais - e todos os outros que optam por educar os filhos na maneira que melhor entendem -, sejam sempre autorizados a fazê-lo sem a imposição de níveis inaceitáveis de controlo e interferência por parte do Estado.

A mãe:

A minha filha era simplesmente novinha demais para começar a frequentar a escola. Para ela, a educação a tempo integral era desgastante, tanto a nível emocional como físico, e começou a sofrer de enxaquecas. Um amigo meu, a minha cunhada e os seus três irmãos foram educados em casa e todos eles são indivíduos muito felizes, equilibrados, satisfeitos, trabalhadores e com óptimas competências sociais. Eles deram-me coragem para experimentar o ensino domiciliar e – vendo como eles se tornaram - nós decidimos ir àvante.

Somos uma família que pratica o ensino domiciliar estruturado. Todos os dias os 2 meus filhos passam meia hora no computador melhorando as suas competências nas TIC e meia hora assistindo a programas da TV-Escola. A seguir fazemos uma hora de matemática e depois uma hora de inglês.

Além disso, fazemos projectos de ciência, história, TIC, arte ou geografia. Eles estão fazendo muito progresso. Têm um vocabulário excelente e estão gostando muito de aprender. A pergunta que todos me fazem é sobre a socialização. A ideia que têm, completamente disparatada, é de que as crianças educadas em casa estão isoladas do mundo em que vivem.

Os meus filhos assistem a três aulas por semana, duas delas numa escola montessoriana aqui perto, e têm amigos que vêm brincar com eles. A educação domiciliar foi a melhor coisa que fiz para eles.

Os filhos:

Hannah, 6 anos
Aprender em casa é bom porque podemos estar com a mamã e acho que aprendemos mais em casa do que na escola porque quando fui à escola não senti que estava aprendendo.

Sam, 5 anos
Eu gosto de aprender em casa porque é divertido e eu aprendo muito. É óptimo. A melhor coisa da educação em casa é fazer os trabalhos.

Continua amanhã...

Tradução livre. Original aqui.

1 comentário:

Vitória Paz disse...

SE AS CRIANÇAS FOREM DEVIDAMENTE AVALIADAS PELA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO E APRESENTAREM RESULTADOS ACEITÁVEIS, NÃO HÁ NENHUM PROBLEMA NA ADOÇÃO DO ENSINO DOMICILIAR. PELO CONTRÁRIO, AS CRIANÇAS PODEM SER MAIS FELIZES, NÃO SOFRENDO BULLYING, NÃO SENDO VÍTIMAS DA FALTA DE SEGURANÇA NAS ESCOLAS, TENDO MAIS TEMPO COM A FAMÍLIA, E PODEM, ATÉ MESMO, TER UMA QUALIDADE DE ENSINO MELHOR.

OS PAIS DEVEM TER O DIREITO DE ESCOLHER A EDUCAÇÃO DE SEUS FILHOS.

SE NOS PAÍSES DESENVOLVIDOS ESTA PRÁTICA JÁ EXISTE, NÃO É À TOA. ELA FUNCIONA E PODE PERFEITAMENTE FUNCIONAR NO BRASIL TAMBÉM.

EM MARINGÁ (PR), POR EXEMPLO, ISTO JÁ ACONTECE. VEJA MATÉRIA DA REVISTA EXAME:
http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/instituto-millenium/2011/02/03/ensino-domiciliar-e-pratica-polemica-no-brasil/