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sábado, 31 de outubro de 2009

Os argumentos a favor do ensino domiciliar III

Os argumentos das crianças e jovens educados em casa

Kerrin tem 17 anos e vive em Hampshire. Ela e os 4 irmãos foram educados em casa desde que nasceram, segundo o método da aprendizagem autónoma. Kerrin resolveu participar na campanha em defesa da actual lei inglesa sobre o ensino domiciliar fazendo um estudo sobre o ponto de vista das pessoas mais afectadas pelas recentes propostas de maior interferência por parte do Estado no ensino doméstico: as crianças e jovens educados em casa.

Segue-se a tradução do seu trabalho, que foi enviado para o parlamento britânico como parte do Right to Reply:

Pedi a várias pessoas que foram educadas em casa para partilharem as suas experiências. Algumas falaram comigo pessoalmente, outras enviaram a suas contribuições por e-mail. Embora algumas já sejam adultas, outras ainda estão na sua adolescência. Algumas crianças também responderam. Todos os que responderam foram educados em casa durante parte ou todo o período da educação obrigatória.

Dos adultos, Daniel Bright, de 21 anos, está actualmente a estudar na Open University; Jo Risbridger, de 20 anos, também está na universidade; Toby Williams, de 18 anos, está a fazer um gap-year antes de começar a estudar engenharia e Andy Moore, 23 anos, é empresário na Nova Zelândia. Malchus Kern, 19 anos, foi educado em casa na Inglaterra mas depois foi para a Alemanha fazer uma licenciatura.

Estes são os pontos principais que sairam das nossas discussões:

O Ensino Domiciliar


1. permite uma aprendizagem personalizada;

2. permite que as crianças se desenvolvam ao seu próprio ritmo, de acordo com as suas aptidões e habilidades únicas;

3. aumenta a consciência de si e o sentimento de individualidade;

4. constrói pessoas capazes de concretizar as suas metas e objectivos;

5. permite que os jovens demonstrem a sua criatividade na obtenção de acesso às mais variadas oportunidades de aprendizagem;

6. produz, em última instância, indivíduos auto-confiantes e auto-direccionados;

7. promove o desenvolvimento de competências de vida;

8. constrói relacionamentos familiares mais fortes;

9. abre as portas a um contexto social mais amplo e diversificado;

10. é agradável - aprender é um prazer;

11. não separa a aprendizagem da vida mas transforma-a num estilo de vida.

[Para uma explicação mais detalhada, com testemunhos demonstrando cada argumento, cliquem em cada um deles. Alternativamente, continua aqui...]