Esta reportagem sobre a educação domiciliar apareceu na televisão no início deste ano lectivo. Duas famílias, duas abordagens: a primeira parece seguir uma abordagem estruturada apoiando-se em materiais curriculares e didácticos fornecidos por empresas privadas, enquanto que a segunda prefere o modelo da aprendizagem natural centrada na criança - unschooling.
Eis o vídeo e uma tradução livre.
Esta semana marca o começo do novo ano acadêmico. Por todo o país jovens regressam à escola, ou começam a frequentá-la. Porém, para um número cada vez maior de crianças e jovens a escola é em casa. São cada vez mais as famílias voltando-se para o ensino doméstico. Hoje Colin foi entrevistar 2 famílias, uma no centro de Newcastle, outra na zona rural de Northumberland.
O 1º dia do 1º período. Livros novos para um currículo novo. Quantas vezes ouviram alguém dizendo: mas afinal o que é que lhes ensinam nas escolas hoje em dia? Talvez vocês já tenham feito essa mesma pergunta. A maioria de nós fica-se por aí. Rosemary, que tem 2 filhos, não.
Rosemary: Mandamos os nossos filhos para a escola porque é o que toda a gente faz. Eu só decidi seguir avante com a educação domiciliar quando o meu filho Michael começou a demonstrar sinais de estar não só infeliz mas seriamente estressado. A sensação é de se estar à beira de um precipício e saltar [sem nada saber sobre o que está lá embaixo]. Como sabes, a escola representa o caminho mais percorrido, um caminho que todos nós conhecemos e que por isso nos dá uma sensação de segurança. Quando de repente damos um passo em direcção ao desconhecido o medo vem ao de cima.
Rosemary não é contra a escola, ela é professora de profissão. Ambos os filhos, Sarah e Michael, andaram na escola. Michael, depois de uns anos no ensino doméstico, regressou à escola para fazer o 12º ano e pode ser que Sarah regresse um dia à escola.
Michael: Eu acho que o ensino domiciliar me fez mais aberto a coisas diferentes. Sou muito mais independente do que era; pode ser que essa seja a progressão natural.
Sarah: Em casa tenho mais tempo para pensar no que estou a fazer. Uma das coisas que na escola achava dificil era o nível de barulho, a poluição sonora. Em casa posso pôr música baixinho e fazer os meus trabalhos num ambiente tranquilo, e isso ajuda-me a concentrar melhor.
Eles não são os únicos. Os filhos de Catherine ainda não têm 5 anos mas ela já se decidiu.
Catherine: Eles podem aprender o que querem, onde querem, durante o tempo que quiserem. São livres. Podem passear e experienciar as coisas em vez de serem passarem o tempo sentados na mesma sala aprendendo coisas que não lhes despertam o interesse.
Educação não se limita a livros e factos, também é algo social. E se forem educados em casa? O ensino domiciliar não se tornará um obstáculo para o desenvolvimento de amizades?
Catherine: Não, eles não perdem essas oportunidades. Frequentamos vários grupos para crianças da idade deles. O William vai agora começar a ter aulas de natação e à medida que forem crescendo vão fazer todas as coisas que em geral os miúdos fazem fora da escola, como os escuteiros, a natação, as aulas de ginástica e de música, e assim or diante.
Michael: Saí da escola sem auto-confiança nem auto-estima. Com o ensino doméstico tive a oportunidade de aprender a interagir com as pessoas. Quando regressei à escola fiz muitas amizades relativamente depressa e ainda hoje tenhos esses amigos.
Rosemary: Tem sido uma experiência fantástica e a relação pais-filhos melhorou imenso. Como disse, acho que tive o enorme privilégio de poder acompanhá-los durante estes anos.
Colin, BBC Look North.
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