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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Digital unschooling: novo modelo de aprendizagem

Encontrei, por acaso, o trabalho de Rute F. Silva Araújo e Sónia Sofia S. Rodrigues sobre a Geração Net. Um dos capítulos é intitulado Um Novo Modelo de Aprendizagem; espero que elas me perdoem mas não resisti brincar com ele, alterando-o aqui e ali.

Por quê? Porque os novos media são, na grande maioria dos casos, parte integral da educação em casa! Quem sabe, poderão até ser um dos factores principais por trás da explosão e transformação da educação domiciliar no verdadeiro fenómeno global que hoje observamos. E também porque, no ensino doméstico, a abordagem autónoma - ou unschooling - é um modelo de aprendizagem baseado na descoberta e na participação que já é praticado, com muito sucesso, por muitas famílias. Em casa, o acesso ilimitado ao computador, à internet e aos sistemas multimédia é uma das coisas que possibilita a individualização do processo de aprendizagem e é precisamente esta individualização que permite aos nossos filhos progredir de acordo com o seu ritmo.

Don Tapscott, no livro Growing up Digital, traçou 8 mudanças que prevê na educação. Estas descrevem perfeitamente as características actuais da aprendizagem autónoma (unschooling):

1. Da aprendizagem linear à hipermediática. As abordagens tradicionais são lineares. Para nós, unschoolers digitais, o acesso à informação é interactivo e não sequencial.

2. Da instrução à construção e descoberta. O entusiasmo das crianças e jovens é muito maior quando descobrem algum facto ou conceito por si próprios, do que quando esse facto é transmitido pelos "pais-professores". Por essa razão no unschooling a ênfase não está no ensino mas na aprendizagem natural e auto-direcionada.

3. Da educação centrada nos pais-professores à centrada nas crianças. Esta é uma mudança de atitude que não depende dos novos media. No entanto, a verdade é que estes possibilitam uma aprendizagem mais centrada no indivíduo do que no transmissor. A educação centrada na criança, como todos os unschoolers sabem, aumenta a motivação para a aprendizagem.

4. De uma geração que absorve e analisa a uma que navega e sintetiza. As crianças educadas em casa com acesso ilimitado à internet têm à sua disposição um vasto conjunto de fontes de informação e de pessoas. Isso permite-lhes construir e desenvolver sistemas de conhecimento mais complexos. Na internet, desde cedo, elas são levadas a verificar, analisar e sintetizar factos e informações.

5. Da escola à aprendizagem permanente. Em casa, o acesso ilimitado à internet ajuda a transformar a aprendizagem num processo contínuo e permanente.

6. Da aprendizagem "uma medida para todos" à aprendizagem personalizada. Este é um dos argumentos mais comuns a favor do ensino domiciliar, que possibilita às crianças e jovens uma aprendizagem personalizada baseada nas suas características únicas, nos seus talentos individuais, nas suas capacidades cognitivas e nos seus interesses. Através dos media digitais as crianças e jovens educados em casa têm acesso imediato à informação que procuram.

7. Da 'aprendizagem tortura' ao divertimento. O divertimento sempre foi uma parte fundamental do processo de aprendizagem. O prazer de aprender só é destruido quando a aprendizagem é forçada e os métodos utilizados são coercitivos e repressivos. O acesso aos novos media pode facilitar a tarefa de motivar e proporcionar aos filhos uma maneira divertida de aprender.

8. De pais-transmissores a pais-assistentes. Abandonando os monólogos a favor do diálogo, a aprendizagem transforma-se numa actividade social. Os pais deixam de ser os transmissores de conhecimentos e transformam-se em assistentes da aprendizagem, cabendo aos filhos o papel principal na construção do seu próprio conhecimento.

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