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sábado, 7 de novembro de 2009

Consolidando o sentimento de si...

Os argumentos a favor do ensino domiciliar III

Os argumentos das crianças e jovens educados em casa

A educação em casa promove a auto-consciência e o sentido de identidade



Kerrin, 17 anos, de Hampshire
Como a individualidade da criança é aceite e respeitada, a criança aprende a confiar em si própria – no seu próprio senso de quem ela é e do que ela gosta e não gosta.

Os meus pais permitiram que a minha aprendizagem fosse baseada nos meus interesses. Podiam ter-me forçado a estudar as matérias que eu achava horríveis e impossíveis quando tinha nove anos e podiam ter-me obrigado a fazer vários testes a fim de me “prepararem” para o "mundo real". Mas a que custo? Ao custo de destruirem a pessoa dentro de mim por causa de um mero exame? E eu, teria aprendido a gostar dessas matérias?

Podem argumentar que não foi justa a pressão a que eu fui submetida quando fiz exames escritos pela primeira vez ao nível do 11º ano; que se eu tivesse frequentado a escola teria estado melhor preparada para tal. No entanto, eu estava pronta para o desafio e senti-me em controle porque a decisão foi minha. Numa fase anterior e sem liberdade de escolha, penso que a pressão teria causado um bloqueio emocional e intelectual. Em vez disso, eu tive uma infância maravilhosa cujo fruto é o meu forte sentimento de identidade.

Ao esperar, os meus pais enfrentaram um risco, porque tiveram de confiar em mim, na minha motivação intrínseca e na minha capacidade inata de aprender. Ao fazê-lo, demonstraram a capacidade de viver com a incerteza do que eu iria fazer com a minha vida. Muitas pessoas acreditam que se não forem obrigadas as crianças não aprendem. Os meus pais sabiam que se me obrigassem a aprender eu não aprenderia. Não conheço nenhum jovem educado em casa que tivesse abusado este tipo de liberdade em relação à sua aprendizagem. Afinal, o que há para abusar quando é o que queremos fazer?

Jenni, 19 anos, de Hampshire

Eu fui, desde sempre, educada em casa ou através do ensino à distância. Estes métodos de ensino ensinaram-me a ser independente e a tomar responsibilidade pelos meus estudos. Embora os meus pais me tivessem dado as orientações necessárias à minha aprendizagem, na nossa casa houve sempre uma forte ênfase, em cada indivíduo, na descoberta da sua própria paixão, daquela centelha que faz a vida valer a pena e no uso dessa paixão como guia na busca de conhecimentos e competências. Um efeito maravilhoso desta abordagem é que eu tenho um forte sentimento de quem eu sou e do que eu quero da vida.

Continua aqui.

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