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domingo, 8 de novembro de 2009

Transformando sonhos em realidades...

Os argumentos a favor do ensino domiciliar III

Os argumentos das crianças e jovens educados em casa

Os jovens educados em casa são capazes de concretizar suas metas e objectivos



Kerrin, 17 anos, de Hampshire
Inicialmente os pais apoiam e facultam as experiências de aprendizagem dos filhos mas à medida que eles vão crescendo, eles vão se tornando capazes de gerir a sua própria aprendizagem. Como sabem o que querem e estão motivados, têm a perseverança necessária para suceder.

Nos 17 anos em que fui educada em casa eu desenvolvi um interesse pela aprendizagem como estilo de vida, e não como algo separado da minha vida diária, e tenho em aberto várias opções de carreira.

Completei com sucesso várias cadeiras do 11º ano, exames da British Horse Society e de Parelli Natural Horsemanship, obtive certificados da Royal Yachting Association, de ballet e de sapateado. Agora estou planejando passar alguns meses com uma associação que trabalha com crianças órfãs na Tanzânia e, depois disso, estou a pensar fazer uma licenciatura com a Open University.

Peter, 13 anos, de Suffolk
Agora, a minha curiosidade sobre qualquer assunto pode ser satisfeita a qualquer hora e sem me desviar das minhas próprias ideias sobre o que eu quero aprender. Eu adoro a educação em casa, que me tem dado a liberdade de aprender ao meu próprio ritmo. É uma maravilha!

Daniel, 21 anos, de Londres
Até aos 11 anos o meu horário consistia num simples conjunto de exercícios tirados de livros didáticos: matemática, inglês, geografia, italiano, francês e educação física (correr à volta do jardim em tricículos). Quando acabava os exercícios estava livre para brincar com o meu irmão mais velho. Mas a aprendizagem não terminava na "sala de aula"... A regra de ouro era não ver televisão ou coisas desse tipo antes do almoço.

Depois dos 11 anos as coisas tornaram-se ligeiramente mais estruturadas. Das 9 às 11 horas tinhamos inglês, ciências e história da Bíblia com a minha mãe e depois eu e o meu irmão fazíamos trabalhos que eram corrigidos e avaliados pelos nossos pais. Esta foi a norma até termos acabado o 11º ano. Tive boas notas a francês e espanhol e notas razoáveis a matemática e inglês.

Jenni, 19 anos, de Hampshire
Há algo muito poderoso na liberdade de escolher os nossos próprios objectivos, em ter essa responsibilidade, essa compreensão directa do motivo específico que nos leva a decidir fazer algo. Para mim, é um factor muito importante na auto-motivação porque eu prefiro isso muito mais do que receber ordens de alguém, ou do que fazer algo apenas "porque" alguém me mandou fazer, ou porque alguém achou que era o melhor para mim, ou porque todo mundo faz...

Eu pergunto-me constantemente: "por quê"? Por que é que estou fazendo o que estou a fazer, como é que estou crescendo e a que é que isso me conduzirá? Eu prefiro avaliar o meu progresso com base em onde é eu estava e como tenho vindo a melhorar do que comparando-me aos feitos dos outros. No entanto, a vida de certas pessoas traz muita inspiração ao meu percurso pessoal e acredito que há benefícios na aprendizagem em grupo.

Na primeira parte da minha vida as minhas ferramentas de aprendizagem foram ecléticas: um texto de matemática, várias fichas de trabalho, montes de livros, viagens e experiências educativas muito práticas na vida real e na internet. Fiz e experimentei coisas que as crianças que frequentam a escola não têm a oportunidade de fazer ou experimentar.

Estudei latim durante um ano. Não gostei muito mas ainda bem que fiz. Depois de ter feito 14 anos comecei a pensar fazer algumas cadeiras do 11º ano e gostei de ter uma certa estrutura formativa na minha aprendizagem. Também fiz dois anos de formação profissional de balé (2007 e 2008) numa companhia de balé e não na escola por isso a ênfase da formação não era acadêmica.

No entanto, no 2º ano decidi fazer duas cadeiras do 12º ano por correspondência que terminei este ano. Acabo de sobreviver ao 2º dia da minha 2ª semana na Universidade de Winchester, onde estou a estudar jornalismo, coreografia e dança, e estou a dar-me bem.

Concluindo, acho que a minha jornada levou-me com sucesso ao ensino sperior, mas a jornada foi muito diversificada e interessante - o que a torna, em si mesma, valiosa. Foi-me dada a oportunidade de explorar ideias sem a distração da pressão de grupo. Como não tive de me submeter às normas da sociedade, vi o mundo a partir de uma perspectiva mais ampla. A educação em casa permitiu-me desenvolver um forte sentimento de identidade pessoal.

Continua aqui.

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