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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Dia histórico para a educação em casa

Petições em massa contra a repressão do ensino doméstico bate recorde no Parlamento Britânico

Ontem, 74 deputados dos 3 partidos principais apresentaram ao Parlamento mais de 120 conjuntos de petições com milhares de assinaturas opostas aos planos de introduzir o registo e monitoramento obrigatório das crianças educadas em casa.

A apresentação em massa bateu o recorde do número de petições sobre o mesmo tópico apresentado ao Parlamento no mesmo dia. O recorde anterior foi de 44 petições, apresentadas em 2006 contra o encerramento dos hospitais comunitários.


2ª parte - 3ª parte - 4ª parte

Graham Stuart, membro do Select Committee das Crianças, Escolas e Famílias, conduziu a apresentação de petições em massa na Casa dos Comuns, dizendo:

"Estas petições mostram a extensão, por todo o país, da oposição a estas propostas que dariam às autoridades locais o poder de assediar as famílias que educam os filhos em casa, mesmo na ausência de quaisquer suspeitas. Com base num estudo feito apressamente, o Governo propõe-se a gastar dezenas de milhões de libras para poder entrar nas casas das famílias que educam os filhos, sujeitá-las a inspecções e a um regime de licenciamento".

E acrescentou:

"Nos últimos anos outros países rejeitaram esta abordagem. Na Nova Zelândia, inspecções feitas durante vários anos demonstraram que 95% das crianças educadas em casa recebem uma educação que é pelo menos tão boa como a que receberiam nas escolas; consequentemente, este ano abandonaram esse projecto. "

Quanto a “receios” em relação à salvaguarda das crianças educadas em casa, Graham disse:

"A segurança das crianças é de extrema importância, mas porquê registrar e fiscalizar as crianças educadas em casa e não todas as outras? As crianças mais vulneráveis são as que têm menos de 5 anos mas ninguém acharia boa ideia enviarmos inspectores das direções regionais de educação às suas casas para se assegurarem do seu bem-estar e supervisionar as famílias. Ao contrário do que diz o Governo, não existem provas que as crianças educadas em casa estão em maior risco do que as que frequentam a escola e, sem justificativa convincente, a invasão da vida familiar proposta pelo Estado não pode ser justificada".

E acrescentou:

"Em vez de outro enorme banco de dados e mais um exército de inspectores, temos de concentrar os nossos recursos limitados na identificação e proteção dos mais vulneráveis."

Podem ver esse momento histórico aqui (começa às 7hrs 52mns!).

Tradução livre. Original aqui. Transcrição, em inglês, da apresentação das petições aqui (72 pgs).

4 comentários:

*Lisa_B* disse...

Amiga,
boas noticias...espero que não façam ouvidos de mercador e inventem outras medidas.
Perseguição aos bons pais enquanto isso devaixo de muitos outros tectos estão molestadores a fazer o que não se vê sem olhos e ouvidos bem treinados.
Enfim...resta esperar que aceitem essa petição e a voz dos que se fizeram ouvir.
Beijinhos

Paula disse...

Pois é, esperemos que o governo faça o que deve fazer, que represente o povo em vez de continuar a inventar pretextos para interferir cada vez mais na vida privada das famílias.

Obrigada pelo comentário. Olha, gostei imenso das vossas caixas de chá, são bem bonitas!

Beijinhos

Ariany (Dhanna) disse...

Infelizmente tenho que concordar que o governo está preocupado demais com as crianças que são educadas em casa, mas se esquecem das que freqüentam as escolas, porque, de fato, não se sabe o que acontece com elas!

Por que as educadas em casa deveriam ser monitoradas e as que estudam em escolas não?

As que estudam numa escolar regular é até menos cuidada, já que um professor passa tempo insuficiente para certificar se a criança está bem ou não.

Pelo menos na Inglaterra os pais podem recorrer, ao passo que aqui no Brasil o cenário é muito diferente...

Paula disse...

Hitler também se "preocupava" muito com as crianças educadas em casa. Aliás, foi ele quem tornou o ensino domiciliar ilegal na Alemanha em 1938. Porquê?

Em suas palavras:

"As crianças de hoje sempre serão os adultos do futuro. Por esse motivo, colocamos diante de nós a tarefa de inocular nossas crianças com o espírito de sociabilização em idade bem nova, numa idade em que os seres humanos são ainda inocentes e portanto estão ainda intactos. O governo nazista tem as crianças como sua base e está se construindo para o futuro nessa base. E o governo nazista não dará suas crianças a ninguém, mas assumirá o controle delas e dará a elas a própria educação e a própria criação do governo".

Quando um inimigo declara, "Não passarei para o seu lado", eu digo calmamente, "Seu filho já pertence a nós... O que é você? Você passará. Mas seus descendentes agora estão na esfera do nosso partido. Em pouco tempo eles só conhecerão essa nova identidade".