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domingo, 31 de maio de 2009

Número recorde de crianças educadas em casa

Este artigo foi publicado ontem aqui.

Em Lincolnshire, o número de crianças educadas em casa desde 2002 mais que quadruplicou. Pensa-se que um dos principais factores por trás desta tendência seja a melhoria no acesso à internet em casa.

Informação recebida da Câmara de Lincolnshire revela que actualmente 417 jovens estão a aprender em casa. Este salto de mais de 460% - em 2002 apenas 89 crianças estavam no ensino doméstico - é visto pelas autoridades educacionais como parte de uma tendência crescente a nível nacional.

Mas os "peritos" têm tido dificuldades em identificar as verdadeiras razões para a mudança. O acesso aos recursos educativos na internet é visto como um factor-chave. Más experiências na escola é outro factor, e outro ainda o facto de que os pais estão mais conscientes das várias opções disponíveis no que toca à educação dos filhos.

Legalmente, as crianças não são obrigadas a ir à escola, mas devem receber uma educação algures. Chris Rogers, um professor de violino, e sua esposa Susanna Matthan optaram pelo ensino doméstico para a filha Asha (11) desde a sua infância. E está convencido de que a tendência para o ensino doméstico vai continuar no futuro:

"A maior parte dos pais opta por mandar os filhos para a escola e por transferir toda ou a maior parte dessa responsabilidade para a escola. Mas muitos pais tornam-se desconectados dos filhos, especialmente durante o ensino secundário. As crianças desenvolvem-se muito melhor quando os pais estão envolvidos na sua educação."

O número de jovens no ensino doméstico, ou educação domiciliar, foram divulgados ao Echo sob o Freedom of Information Act. Nestes últimos 2 anos houve um aumento de 8% - e os funcionários da DRE acham que o número irá provavelmente continuar a aumentar.

Há sempre uma primeira vez

para comprar sementes

e plantar ervilhas, couves e beterrabas na horta;

para perceber o valor de certos objectos,

e plantar morangos no quintal.

Há sempre uma primeira vez para ver as flores desabrochar,

e comer geleia de toranja feita por nós em casa.

E também há sempre uma primeira vez para receber o prémio do blogue dourado, "um prêmio que homenageia os melhores blogs e tem sua simbologia nas cores que utiliza. A cor azul representa paz, profundidade e imensidão. A cor dourada a sabedoria, a riqueza e a claridade das idéias. O prêmio em si representa a união entre os blogueiros."

Obrigada Marise, do Filosofar é preciso!!!
Vão lá ver o blogue dela que vale a pena!

sábado, 30 de maio de 2009

O Mundo de Sofia

é um livro que vale a pena ler. Aqui ficam uns parágrafos. Se gostarem, podem ler o livro na internet, aqui.

"Na escola, tornava-se-lhe difícil concentrar-se no que o professor dizia. Achou que ele falava apenas de coisas sem importância. Porque é que ele não falava antes acerca do que é um ser humano - ou do que é o mundo, e qual fora a sua origem?

Experimentava uma sensação que nunca experimentara antes: na escola e por toda a parte as pessoas ocupavam-se apenas com coisas fúteis. Mas havia questões importantes e difíceis, cuja resposta era mais importante do que as disciplinas normais da escola. Teria alguém respostas para estes problemas? De qualquer modo, Sofia achava mais importante refletir sobre eles do que aprender de cor os verbos irregulares.

A importância de desaprender

Sofia passeava pelo grande jardim. Procurava esquecer tudo o que aprendera na escola. O mais importante era esquecer o que tinha lido nos livros de ciências da natureza.

Se tivesse crescido naquele jardim, sem saber mais nada sobre a natureza, como é que veria a Primavera? Imaginaria uma explicação para o facto de, num certo dia, começar a chover? Inventaria uma explicação para compreender o facto de a neve desaparecer e o Sol despontar
no céu?


A pessoa mais sábia é a que sabe que não sabe

Mais sábia que quem? Se o filósofo queria dizer com isso que uma pessoa que sabia que não sabia tudo era mais sábia do que uma que sabia pouco e que pensava que sabia muito - sim, nesse caso não era muito difícil partilhar a sua opinião. Sofia nunca tinha pensado nisso. Mas quanto mais pensava, mais claro lhe parecia que, no fundo, saber que não se sabe é uma espécie de saber. Ela não conseguia imaginar nada mais estúpido do que pessoas que defendiam opiniões que julgavam irrefutáveis, quando, na realidade, nada sabiam sobre isso.

Em seguida, havia a frase sobre o conhecimento que vinha de dentro. Mas, sem dúvida, todo o conhecimento vinha primeiro do exterior passando depois para a cabeça das pessoas. Por outro lado, Sofia lembrava-se bem de situações em que a sua mãe ou os professores, na escola, tinham tentado ensinar-lhe qualquer coisa em que ela não estava interessada. Se aprendera de fato alguma coisa, também tinha, de algum modo, contribuído para isso. Podia acontecer-lhe compreender algo subitamente - e era isso que era designado por "saber".

Sócrates e o desejo de não ensinar


O que distinguia, na verdade, a actividade de Sócrates era o seu desejo de não ensinar os homens. Em vez disso, parecia querer ele mesmo aprender com o seu interlocutor. Assim, não ensinava como um vulgar professor de escola: dialogava.

- Ultimamente, andas com a cabeça nas nuvens, Sofia.
Sofia respondeu sem refletir:
- Passava-se exatamente o mesmo com Sócrates!
- Sócrates?
A mãe esbugalhou os olhos.
-Que pena ter de o pagar com a vida - continuou Sofia muito pensativa.
- Sofia! Já não sei o que hei-de fazer!
- Sócrates também não. A única coisa que ele sabia era que não sabia nada. E, no entanto, era o homem mais sábio de Atenas. A mãe ficou pura e simplesmente estupefata. Por fim, afirmou:
- Aprendeste isso na escola?
Sofia abanou energicamente a cabeça.
- Aí não aprendemos nada... A grande diferença entre um professor e um verdadeiro filósofo é que o professor acha que sabe muito, e procura constantemente colocar à força na cabeça dos alunos aquilo que sabe. O filósofo procura ir ao fundo das questões com os seus alunos.

Darwin: o rapaz que dizia bobagens e não fazia nada de útil

Vamos começar pelo próprio Darwin. Nasceu em Shrewsbury em 1809. O seu pai, o doutor Robert Darwin, era um médico conhecido e foi muito severo na educação do filho. Quando Charles freqüentava a escola superior de Shrewsbury, o reitor descreveu-o como um rapaz que vadiava e dizia bobagens, sem fazer nada de útil. Por útil, entendia ele o estudo dos verbos gregos e latinos. E quando falava de vadiar pensava no facto de Charles coleccionar todo o tipo de coleópteros.
- Deve ter-se arrependido dessas palavras.
- Ainda durante o seu curso de teologia, Darwin já se interessava mais por aves e insectos que pelos estudos.
Por isso, não fez nenhum exame em teologia com boa nota.

Podem ler o livro na internet, aqui.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Mãos na terra

Mais um dia na horta:

Passei o dia a cavar: retirando pedras e raizes e afofando o terreno, para preparar pelo menos um bocadinho do solo para cultivo.

E ainda falta tanto! O pedaço que preparei está ali no centro, perto do balde. Visto daqui parece tão pequenino!

Às tantas tive de fazer um intervalo e fui dar uma volta pelos talhões.

Estava a precisar de ideias e de inspiração!

Havemos de ter um galinheiro. Não sei quando, mas está resolvido.

Ainda no outro dia recebi um email para salvar galinhas dos aviários e fiquei com vontade de salvar umas quantas mas por enquanto ainda não temos condições para isso. Mais uma coisa para investigar!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Bichinhos no quintal

Sabem o que são?

Se souberem digam porque nós não sabemos como se chamam!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Por onde andámos...

e uma citação de Edgar Faure:

Não estará na altura de procurarmos, nos sistemas de educação, algo completamente diferente?

Aprender a viver, aprender a aprender,
aprender a pensar de uma forma livre e crítica;

aprender a amar o mundo e a torná-lo mais humano;

aprender a evoluir através do trabalho criativo?

Edgar Faure et al., Learning to be: The world of today and tomorrow (1972) Fotos tiradas durante um passeio até Kings Weston, Bristol.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Por onde andámos...

Visita ao Museu da Cidade de Bristol

Ontem fomos até ao centro da cidade (Bristol),

e resolvemos ir até ao museu para ver a exibição de arte.

Infelizmente a galeria estava fechada (ontem foi feriado)

mas a réplica do Biplane (Boxkite), pendurada no tecto do hall principal captou a nossa atenção.

Foi construida em 1963 para o filme Those Magnificent Men in their Flying Machines.

Está no museu porque os 76 Boxkites foram manufacturados nos arredores de Bristol.

No museu há objectos interessantes pendurados por todo o lado.

Confesso que não aprecio muito a confusão e o ritmo da cidade

e senti um alívio enorme ao regressar a casa...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Ensino doméstico para crianças especiais

Aqui fica mais um artigo que apareceu há 10 dias no jornal. O original, em inglês, está aqui.

Uma dúzia de amigos e familiares de Henry, um menino autista com 4 anos, foi ao céu angariar £ 3.500 para contribuir para a sua educação domiciliar.

O corajoso grupo, liderado por Warwick, o pai do menino, reuniu-se perto de Bicester, Oxfordshire, para um gigantesco esforço: saltarem de paraquedas!

O dinheiro vai apoiar a campanha de angariação de fundos, Helping Henry, que visa conseguir £ 10.000 para o ensino doméstico e o tratamento da criança. Os pais querem usar o programa Son-Rise, desenvolvido na América por pais de crianças com autismo.

Cerca de 60 amigos e famiriares apareceram no aeroporto para apoiar os paraquedistas. Warwick disse: "Nós tivemos um dia fantástico e conseguimos arranjar cerca de £ 3500, o que vai fazer uma grande diferença para Henry."

Henry andava na escola mas depois de ter sido diagnosticado com autismo em Junho de 2007 os pais, que completaram programas de formação centrados no desenvolvimento da atenção e das competências sociais do filho, decidiram educá-lo em casa.

Warwick: "Depois de termos observado as mudanças positivas no nosso filho estamos confiantes de que o ensino doméstico e o método Son-Rise é o melhor para Henry."

Educação ambiental e alimentar

As experiências continuam

Lembram-se deste post?
As 3 espécies de tomate que comprámos há uma semana

estão num growbag, ideal para espaços pequenos,
como as hortas de varanda de quem vive em zonas urbanas.
Há quem faça assim (abre vídeo em inglês).

E o feijão verde, que estava na cozinha,

agora está lá fora, num vaso.

Hoje comprámos 2 espécies de alface para saladas

que depois mudámos para vasos maiores.

E depois de tudo isto, o almoço!

Hambúrguer de feijão com cuscuz, brócolos e tomate.

domingo, 24 de maio de 2009

Aprender a cultivar alimentos biológicos

é o nosso novo projecto. No domingo passado mandei um email à câmara de Bristol, dizendo que estava interessada em cultivar alimentos biológicos e que gostaria de receber informações sobre o arrendamento de hortas. Na sexta-feira recebi a resposta, sugerindo que entrasse em contacto com a coordenadora de um sítio aqui perto. Assim fiz e hoje de manhã fui visitar o terreno.

Como sempre, levei a máquina fotográfica! Uma das primeiras parcelas que vi foi esta, onde vai ser construido, por todos, um lago, para todos.

Este vai ser o meu "vizinho" do lado. No canto inferior do lado direito podem ver o cantinho do contentor para a compostagem (abre um caderno de apoio ao professor sobre compostagem doméstica e hortas biológicas).

A vista à frente da minha parcela de terreno; é bonita não é?

E aqui está: o "meu" pedacinho de terra para cultivar, com uma "casa-de-banho biológica" ao fundo e um anexo onde estão guardadas as ferramentas ou utensílios agrícolas.

Agora o desafio é transformá-lo em qualquer coisa assim. Há 15 meses, esta parcela de terreno estava completamente selvagem.

Agora está cheia de morangos, alho, couves, alfaces, batatas, tomate, etc. No centro está um galinheiro onde vivem cerca de 10 galinhas; põem 8 ou 9 ovos por dia.

E aqui está o pomar com macieiras e mesinhas para piqueniques.

O pomar é para todos. O sítio está dividido em 72 parcelas; o número inclui as áreas comuns, como o futuro lago e o pomar.

Tive sorte porque parece que agora já só há uma parcela para alugar. Acho que as outras já estão todas ocupadas.

Algumas parcelas, como esta, estão mais cultivadas do que outras.

Há pessoas que alugam mas depois se calhar não têm tempo livre para se dedicarem a isto.

Outras são mais organisadas e vão fazendo as suas experiências.

O projecto tem uma associação à qual me vou juntar. As vantagens são várias: 50% de desconto nas sementes, acesso a equipamentos e materiais, biblioteca, eventos sociais, etc. E nós vamos precisar de toda a ajuda possível porque não percebemos nada disto! Mas a fazer é que se aprende por isso o importante é pôr as mãos na massa... ou seja, na terra!

Esta maneira de recuperar espaços verdes nas cidades já chegou a Portugal. Li na internet que várias autarquias estão associadas a projectos deste tipo para ajudar a revitalizar a natureza urbana. E se estiverem interessados mas não tiverem acesso a um terreno, podem sempre fazer uma horta na varanda, especialmente em Portugal, que tem tanto sol!