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domingo, 24 de janeiro de 2010

Sucesso do jovem inventor educado em casa

Este inventor foi educado em casa, sem nunca ter posto os pés numa escola. Tem apenas 15 anos mas já se pode orgulhar de ter imaginado um sistema à base de algas cuja finalidade é nada menos do que satisfazer todas as necessidades humanas, desde as energéticas às alimentares, em zonas do planeta que ainda estão à espera que o progresso chegue.

"Adoro inventar coisas", diz o rapaz americano Javier Fernandez-Han, vencedor do concurso Invente your world. O prêmio foi concedido pela Fundação Lemelson.

A mãe, de origem mexicana, e o pai, de Taiwan, conheceram-se na prestigiada Universidade de Brown (Rhode Island). Optaram pela educação em casa, convencidos de que a escola iria limitar as potencialidades dos filhos. Os pais explicam que a educação domiciliar permite que os jovens se concentrem nas suas paixões.

Javier: "Eu fui educado de uma maneira diferente mas faço o que gosto e tenho muitos amigos envolvidos no projecto Inventors Without Borders. As pessoas da minha idade poderiam fazer mais, mas não sabem quais são as suas paixões.

Podem ler o artigo na íntegra, em espanhol, aqui.

2 comentários:

Caracoleta disse...

Este exemplo toca-me particularmente, pois o meu filho, Leonardo, também quer, desde sempre, ser inventor, e de facto é o que faz todos os dias: desenhar as suas máquinas.
É admirável o discernimento deste jovem ao dizer:
"Os jovens da minha idade podiam fazer mais, mas não sabem quais são as suas paixões". De facto, é isso que facilmente acontece na escola convencional. As crianças estão de tal maneira ocupadas a encher o intelecto com um menu variado de "conhecimentos" totalmente alheios à sua escolha, que nem têm tempo de estar em contacto com elas próprias para descobrirem as paixões que as movem, aquilo que torna cada uma diferente e especial. Quantos jovens adultos estão hoje perdidos sem terem ainda percebido quem são nem o que querem da vida?
Abraço para ti Paula.

Paula disse...

E para descobrirmos as nossas paixões precisamos que o direito ao tempo livre seja compreendido e respeitado.

Precisamos de tempo livre para nos conhecermos a nós próprios, pensando, refletindo, descobrindo e, claro, brincando, porque é brincando que as crianças exploram não só o mundo exterior mas também o seu mundo interior!

Faz-me lembrar aquele poema de Álvaro Magalhães, O Brincador:

«Quando for grande, não quero ser médico, engenheiro ou professor.

Não quero trabalhar de manhã à noite, seja no que for.

Quero brincar de manhã à noite, seja com o que for.

Quando for grande, quero ser um brincador.

Ficam, portanto, a saber: não vou para a escola aprender a ser um médico, um engenheiro ou um professor.

Tenho mais em que pensar e muito mais que fazer.

Tenho tanto que brincar, como brinca um brincador, muito mais o que sonhar, como sonha um sonhador, e também que imaginar, como imagina um imaginador…

Quando for grande, quero ser brincador. Brincar e crescer, crescer e brincar, até a morte vir bater à minha porta.

Na minha sepultura, vão escrever: “Aqui jaz um brincador.»