Este blog partilha informação sobre o homeschooling e o unschooling - ensino doméstico ou educação domiciliar. Para navegarem o site, usem os links acima e, para os posts de 2011, o botão da pesquisa na barra direita. Facebook: Aprender Sem Escola Email: aprendersemescola@gmail.com

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Dez factos sobre a educação domiciliar

1) Os pais que educam os filhos em casa vêm de todos os tipos de backgrounds, ocupações, níveis de rendimento, educação e estruturas familiares, incluindo avós e famílias monoparentais.

2) Cerca de 25% têm um professor na família mas como a experiência de ensino diz respeito principalmente à gestão da sala de aula é de pouco uso em casa, onde a aprendizagem é individualizada e informal.

3) Uma minoria de famílias optaram pela educação em casa desde o início e seus filhos nunca foram à escola; destas, algumas optaram pela educação domiciliar por razões filosóficas, outras por razões religiosas ou de estilo de vida.

4) As crianças educadas em casa socializam com outros, aprendem ciência em casa, têm acesso a actividades desportivas, musicais e de grupo, pertencem a várias redes do ensino doméstico, fazem e passam exames, vão para a universidade, arranjam empregos, convivem facilmente com pessoas de todas as idades e tornam-se muitas vezes excelentes na área que escolheram.

5) A maioria dos pais-educadores retiraram pelo menos um filho da escola embora às vezes mantenham outros filhos na escola.

6) Cerca de 60% das crianças retiradas da escola sofreram um bullying muito severo, levando algumas delas a risco de suicídio. A maioria precisa de tempo para recuperar e não pode iniciar de imediato um programa de educação em casa (precisam de recuperar a motivação e confiança e às vezes precisam de uma abordagem completamente diferente, podendo beneficiar da descoberta de novos interesses).

7) Cerca de 10% das crianças conhecidas pela HEAS têm necessidades educativas especiais.

8) As crianças educadas em casa não estão isoladas, fazem parte integral da comunidade em que vivem e activamente participam e são vistas regularmente por muitas pessoas.

9) Há grupos de homeschoolers espalhados por todo o país, listas de email na internet, acampamentos de verão, grupos que participam no Duke of Edinburgh's Award e grupos internacionais.

10) A natureza individualizada de educação em casa significa que é diferente da aprendizagem escolar; as crianças aprendem ao seu próprio ritmo, descobrem as coisas que lhes motivam e têm acesso a uma enorme variedade de oportunidades educacionais.

Tradução livre e parcial deste artigo.

9 comentários:

Luciana Onofre disse...

Há um selo Crianças Pagãs para teu blog.

http://criancapaga.blogspot.com/2010/02/cara-nova.html

;)

Paula disse...

Obrigada Luciana!

Isabel de Matos disse...

Paula, bom dia!
Não tenho comentado, embora venha sempre ler os teus artigos (tenho andado com bastante trabalho...)
Bem, não sei se já disse aqui alguma vez, mas é sempre a hora: "sinto-me muito grata por existires, por existir este teu blog, é bom termos a noção que, embora a viver fora de Portugal, tens contribuído imenso para a divulgação do ensino doméstico em Portugal e para entusiasmares quem se identifica com a filosofia inerente"
Muito obrigado!
Beijinhos :)
Isabel

Angela disse...

Embora seja educadora de infância reconheço a importância do ensino em casa. Desde que fui mãe e decidi ser educadora exclusiva da minha bebé, conceitos como diferenciação pedagógica, auto-aprendizagem; auto-motivação ganharam uma outra dimensão. Na verdade em casa a minha bebé usufruí de oportunidades educativas muito mais vastas do que num ambiente de creche (e eu sei do que estou a falar...). Mas sobretudo um bebé em casa usufruí do mais fundamental para o seu desenvolvimento que é sentir-se amado.
Só para terminar, em relação à socialização, devo dizer que a bebé aos 16 meses é das bebés mais sociáveis que alguma vez vi e que nunca manifestou se quer ansiedade perante estranhos.
Fiquei muito feliz por encontrar este fantástico Blogue.Voltarei mais vezes.

Paula disse...

Isabel,
Obrigada pelo feedback! Eu também me sinto muito grata por existires, por seres uma pioneira na prática desta via alternativa em Portugal, por partilhares o teu percurso tão abertamente e por seres um modelo para quem necessita de inspiração e coragem para viver de acordo com os seus ideais!
Beijinhos :)

Paula disse...

Angela,

Obrigado pela visita e comentário! Que bom "conhecer" mais uma mãe que se apercebe da importância da aprendizagem natural e que decide tomar responsibilidade pela educação dos filhos!

P e M disse...

Olá Paula,

estou de volta!!!

"6) Cerca de 60% das crianças retiradas da escola sofreram um bullying muito severo, levando algumas delas a risco de suicídio. A maioria precisa de tempo para recuperar e não pode iniciar de imediato um programa de educação em casa (precisam de recuperar a motivação e confiança e às vezes precisam de uma abordagem completamente diferente, podendo beneficiar da descoberta de novos interesses)."

A minha filha tem 2 anos e meio e apesar de nunca ter sofrido um bullying severo (pelo menos que eu saiba), ela apresentava alguns traumas até à bem pouco tempo... Assim, foi com alguma estranheza, que eu ouvi da boca dela que ela queria voltar à escola (tenho uma escola primária mesmo em frente de casa).

Acho que o que ela sente falta é de ter contacto com outros meninos e meninas...

Beijinhos

Paula disse...

Olá P e M!

Bem vinda! Pois é, o contacto com outras crianças é importante. E talvez seja mais difícil em Portugal, onde o ensino doméstico ainda é raro, encontrar grupos de crianças educadas fora do sistema escolar. Mas aqui esses grupos são muitos comuns, existindo em quase todas as vilas e cidades.

Por exemplo, o grupo-yahoo de Bath, uma pequena cidade aqui perto com cerca de 84,000 habitantes (a área metropolitana de Lisboa tem 2,800,000) tem 100 famílias homeschoolers que organizam encontros semanais em que os filhos podem aprender e brincar uns com os outros.

Anónimo disse...

O que significa este selo?