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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Educação em casa: a revolução silenciosa

No Reino Unido, nos E.U.A. e em vários outros países, uma revolução silenciosa e fora do comum está ocorrendo. De que forma? Pais educando os filhos em casa. Simultaneamente aos debates ferozes sobre o ensino regular que vão ocorrendo sobre o currículo nacional, avaliações, Back to the Basics, etc, algumas famílias têm pura e simplesmente ido àvante, em silêncio, com uma abordagem à educação do tipo "faça você mesmo". Nos E.U.A. mais de um milhão de famílias são homeschoolers. No Reino Unido estima-se que mais de 10.000 famílias proporcionam aos filhos uma educação baseada em casa.

Este fenômeno é melhor descrito como educação com base em casa porque a maioria das famílias, em vez de tentar copiar o modelo da "Prisão de Dia" usado pela maioria das escolas, usa a casa como um trampolim de onde "saltam" para uma série de investigações e actividades na comunidade. As pessoas acham isto muito difícil de entender. Esta dificuldade revela-se nas perguntas que fazem sobre a socialização destas crianças, do tipo "mas elas não se tornarão socialmente inaptas? Não precisamos pensar muito para chegarmos à óbvia conclusão que as actividades de aprendizagem que ocorrem lá fora na comunidade, quando comparadas à restrita vida social em oferta na maioria das escolas, não só proporcionam às crianças mais contactos sociais e encontros mais variados como reduzem a dependência nos colegas que o adolescente típico experiencia.

Em geral, as pessoas tentam criar generalizações e estereótipos sobre as famílias que educam os filhos a partir de casa. As únicas generalizações apoiadas pela evidência são:

a) que elas exibem uma considerável diversidade quanto a motivos, métodos e objectivos;

b) que são extraordinariamente bem sucedidas no que toca ao alcance dos objectivos escolhidos.

As escolas geralmente assumem a postura que a educação baseada em casa, para ser tolerada, [deveria exigir que] as famílias deviam aprender a fazê-lo com ajuda dos "profissionais". A evidência, no entanto, é diferente e demonstra que as escolas têm frequentemente mais a aprender com a flexibilidade da prática de muitas famílias do que vice-versa.

Trecho de Alternatives for Everybody, All the Time, escrito por Roland Meighan, professor doutor em Educação na Univerdade de Birmingham e consultor sobre educação com base em casa para Personalised Education Now.

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