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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A estatização dos nossos filhos

O caso do casal de homeschoolers da Alemanha a quem foi concedido asilo político nos Estados Unidos, sobre o qual Ed West recentemente falou, torna-se ainda mais interessante ao lermos os comentários do juiz que concedeu o asilo aos Romeikes: Lawrence O. Burman, de Memphis, Tennessee.

Burman disse: "Não podemos esperar que todos os países tenham a nossa Constituição. O mundo poderia ser um lugar melhor se tivessem. No entanto, os direitos aqui violados são direitos humanos fundamentais, que nenhum país tem o direito de violar. E continuou: "Os homeschoolers são um grupo social que o governo alemão está tentando suprimir. Os receios de perseguição desta família são bem fundamentados... portanto, são elegíveis para asilo..."

Essas últimas observações poderiam ter sido proferidas em 1933. Mas será que compreendemos realmente o significado do que aconteceu? Compreendemos que nós, cidadãos da União Europeia, agora pertencemos a um Estado totalitário cujos cidadãos estão recebendo asilo político nos Estados Unidos? Vinte anos após a queda do Muro de Berlim, a tirania está de volta na Alemanha.

Burman acrescentou que a coisa mais assustadora deste caso é a motivação do governo alemão, que em vez de se preocupar com o bem-estar das crianças está tentando acabar com sociedades paralelas. Preocupado, o juiz acrescentou que embora a Alemanha seja um país democrático e aliado, a política de perseguição aos homeschoolers é "contrária a tudo que acreditamos como americanos".

Isto dá-nos uma ideia do modo como os americanos, que vivem num país livre, vêem o totalitarismo que subrepticiamente se apoderou da Europa. Por isso não é apenas uma questão alemã: somos todos fantoches sob controle estatal. Por que é que os homeschoolers alemães não pediram asilo político na Grã-Bretanha? Porque os nossos governantes seguem a mesma filosofia tirânica.

Muitos obstáculos são colocados aos pais que educam os filhos em casa na Grã-Bretanha. A mentalidade é que o Estado - e não os pais - é o controlador natural e modelador da vida e crenças das crianças.

Quando uma estudante pode fazer um aborto sem o conhecimento dos pais, sabemos que enquanto as empresas de serviço público foram privatizadas, os nossos filhos foram nacionalizados. A família que fugiu da Alemanha não aceitou a ideia dos filhos serem obrigados a seguir um currículo que era, em sua opinião, anti-cristão. O mesmo se aplicaria nas escolas britânicas, onde a educação sexual pornográfica está cada vez mais a tornar-se obrigatória.

Esta ideia não é nova. Foi implementada como política de governo pela primeira vez em 1919, na Hungria, durante a breve ditadura comunista de Bela Kun, quando Georg Lukács, vice-comissário para a "cultura", enforçou o seu sistema de Terrorismo Cultural, alimentando as crianças à força com uma educação sexual pornográfica, ensinando-as a desprezar os pais e a monogamia e a rejeitar a família e a religião.

Lukács foi um dos fundadores da Escola de Frankfurt de Marxismo, mais tarde popularizada por Herbert Marcuse, cujas noções dementes são hoje chamadas "correção política" (ou politicamente correcto) e, como tal, têm colonizado os governos ocidentais.

É preciso os comentários directos de um juiz norte-americano, num país onde a cultura de guerra ainda não se perdeu, para nos fazer ver que nós, europeus, já moramos no Gulag. O Muro de Berlim não "caiu" - apenas foi mais para o oeste.

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