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sábado, 13 de fevereiro de 2010

Homeschoolers: informívoros por natureza?

Lá andámos nós a abrir mão de mais umas posses, desta vez livros. Livros, livros e mais livros! Agarrarmo-nos aos livros que possuimos é muito comum, especialmente entre pessoas com mentes curiosas, como as famílias que se dedicam à educação dos filhos. Afinal, os livros são companheiros fiéis, sempre à mão quando precisamos deles, para nos instruir, entreter, inspirar, estimular...

Há quem diga, porém, que o agarramento aos nossos livros não nos deixa criar o espaço necessário para o fluxo de novas ideias e maneiras de pensar.

Ao oferecermos os livros que já não usamos criamos espaço para novos interesses e relacionamentos.

E assim lá andámos nós uma vez mais a libertar as prateleiras dos livros que já não usamos, que já não abrimos há anos, que nunca nos despertaram o interesse e que acabaram ficando para ali, abandonados, a acumular pó e a desperdiçar espaço. Entretanto, vão a ser úteis a outras pessoas. Os livros de xadrez, por exemplo, oferecemos ao Chessit.

O objectivo é acabar com uma coleção de livros que representa quem somos e quem queremos ser - e não quem outrora fomos. E depois vou fazer uma lista das coisas que quero fazer mas que tenho andado a adiar por uma razão ou outra... geralmente devido à "tralha" mental ou emocional!

É muito mais fácil desprendermo-nos de objectos materiais do que libertarmo-nos da "tralha" mental e emocional! Deixarmos de nos preocupar com isto ou aquilo, de criticar, fazer juízos de valor, guardar ressentimentos, enfim, libertarmo-nos de todas essas emoções que só servem para destruir a nossa paz interior é bem mais difícil!

E a tralha mental? Coleccionar informação também depressa se pode tornar um vício, principalmente para quem adora aprender. E para muitos homeschoolers, a aprendizagem é um estilo de vida.

Já ouviram falar do termo informívoro [infovore, em inglês]? É usado por neurocientistas para descrever o apetite que os seres humanos naturalmente têm em relação à informação. Eles descobriram que os mesmos neural pathways que são usados quando aprendemos novos factos que são activados quando as pessoas tomam heroína ou morfina - daí o vício ao high resultante do acúmulo de informação.

Há informívoros que passam horas e horas online buscando informação de uma maneira obsessivo-compulsiva. Se este for o teu caso, a solução passa pelo reconhecimento dos limites do conhecimento e pela criação do espaço necessário para a conexão com a sabedoria interior inata.

Vede, em primeiro lugar, como a mente acumula saber e por que o faz; vede onde o saber é necessário, e onde ele se torna um empecilho à liberdade.


Este post foi inspirado pelo livro Clear Your Clutter with Feng Shui, por Karen Kingston.

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