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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Quando disse que educava o meu filho em casa disseram que eu era maluca!

São 10 horas da manhã e Archie está sentado no chão da sala rodeado por lápis de cor. Mal pode esperar a festa de anos que depressa se aproxima e está desenhando o número sete. Mais tarde irá provavelmente passear no parque com a mãe e Calli, a irmã mais nova. Quando voltarem a casa irão provavelmente ler um livro em conjunto ou construir outro castelo de Lego.

Fazem parte do número cada vez maior de crianças que educadas em casa. Archie não terá que se submeter ao stress dos exames e quando estiver pronto irá provavelmente ignorar o 10° e 11° ano e entrar directamente para o 12° ano.

Em geral, a educação em casa tem sido vista como algo apenas para uma meia dúzia de pais super-interessados tentando transformar os filhos em gênios intelectuais enquanto os coleguinhas ainda estão a tentar compreender os fundamentos da álgebra.

No entanto, tem-se observado nestes últimos anos um aumento significativo no número de famílias normais, desiludidas com o sistema de educação tradicional, tirando os filhos da escola.

Louise, a mãe de Archie, juntou-se a este movimento de pais-educadores há dois anos. Insiste que não tem nada contra a escola e que a decisão não foi fácil:

"Quando o Archie era pequenino que nunca me passou pela cabeça que ele não iria para a escola. Sabíamos que não vivíamos na área da escola primária que queríamos mas disseram-nos que isso não seria um problema. Infelizmente, quando a altura chegou, a escola não tinha vagas e tivemos que procurar outras alternativas. Quando fui visitar a escola mais próxima da nossa casa vi pais fumando nos portões e dentro da escola as coisas não eram melhores. Nunca me sentiria feliz mandando o meu filho para lá."

Louise conseguiu arranjar um lugar para o filho noutra escola mas Archie nunca se ambientou e passado umas semanas a família decidiu educar em casa.

"As vezes pergunto-me a mim mesma se não devia tê-lo obrigado a ir. Talvez depois de alguns meses de lágrimas e birras ele teria-se resignado, mas quanto mais converso com outras pessoas mais convencida fico que tomei a decisão certa."

Os pais têm o direito de educar os filhos em casa. Na Inglaterra, não têm de acompanhar o currículo nacional e têm a liberdade de escolher o que ensinar e como ensinar. Como as autoridades locais não recebem dinheiro do governo para apoiar a educação familiar, a maioria não interfere e deixa as familias em paz e sossego.

A tradução é livre e parcial mas podem ler o artigo na íntegra, em inglês, aqui.

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