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domingo, 30 de maio de 2010

As crianças sabem aprender... até irem para a escola...

Fico muitas vezes confusa ao ler sobre a importância do "aprender a aprender." Parece ser a frase do dia entre os que se auto-descrevem como educadores progressistas, autores de livros, críticos da escola e os que promovem a participação nas instituições de ensino pré-escolar cada vez mais cedo.

Podemos treinar algumas crianças - assim como treinamos cães - a sentarem-se caladinhas, a ouvir, memorizar e regurgitar. E sem falarmos do crime que é o roubo da sua infância, esse treino não tem nada a ver com ensiná-las a aprender. Seria mais honesto admitirmos que é uma simples justificativa para arrebanharmos as crianças num lugar supostamente seguro para que os pais possam ir trabalhar.

As crianças não precisam de ser ensinadas a aprender; elas já nascem com essa capacidade.

Podem ler o artigo na íntegra, em inglês, aqui.

5 comentários:

P e M disse...

Paula,

eu assino por baixo (daquilo que tu escreveste) e ainda tem faço uma vénia!!!

Sim, nós pais ainda vivemos numa sociedade em que temos de trabalhar (eu ando a contar os dias para deixar essa sociedade - pelo menos, não hei-de de precisar tanto de trabalhar para ganhar dinheiro... mas isto são outras "estórias"), mas também queremos manter tudo aquilo que acabamos por adquirir como certo leva-nos a trabalhar tanto...

Se optássemos por nos restringirmos ao essencial não teríamos de trabalhar assim tanto...

;o)

Paula disse...

Recentemente ouvi uma entrevista da pessoa que escreveu "A biologia da crença", um cientista norte-americano chamado Bruce Lipton, em que ele falava de muitas descobertas científicas que provam o poder do pensamento.

Estou convencida que as nossas crenças criam a nossa realidade. Se acreditamos que precisamos de trabalhar imenso para viver ou, pior ainda, apenas para sobreviver, acabamos por agir de acordo com essa crença e por nunca descobrir outras possibilidades. E as possibilidades são infinitas!

P e M disse...

"E as possibilidades são infinitas!"

Exactamente!

Infinitas!!!

A única coisa que as limita é o nosso pensamento.

;o)

Costa disse...

Olá Paula.
Obrigada por manteres esta página, por aquilo que partilhas e escreves.
A escola matou a capacidade do meu filho mais novo aprender e desfrutar do processo de aprender. Está aos poucos a matar-lhe a curiosidade...

Sinto-me "culpada" por não lhe proporcionar o ensino em casa, ele ía adorar... Mas como mudar a minha vida? Ou conciliar o ensino dele com o meu trabalho? Ainda por cima eu sou das sortudas que não trabalha das 9h às 18h... Sinto muita incapacidade em mudar...
Beijinho
Dulce

P e M disse...

Dulce,

aos poucos, diria eu! Dando-lhe (ao seu filho) mais disponibilidade (da sua) para ele ser apenas criança!

Eu, no meu caso, vi-me completamente grávida e desempregada: até hoje agradeço imenso à minha ex-empresa!!! Se ela não tivesse feito isto, talvez eu não teria a coragem para mudar tanto. Passados quase 3 anos continuo sem emprego, mas completamente feliz, pois vou mudar de casa, vou sair da cidade para o campo e o mais importante de tudo, deixei que fosse a minha filha a escolher a escolinha dela... ao ponto de ela acordar a um Domingo e me ter perguntado se podia ir para a escola!

Existem crianças (nunca ouvi falar de nenhuma, mas pronto) que gostam da escola e do seu método de ensino; mas existem outras para quem a escola apenas "mata" o gosto de aprender... Eu fui uma delas e talvez por agora andar a aprender aquilo que verdadeiramente me interessa estou a ADORAR a minha vida!

;o)