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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O movimento anti-escola II

Primeira parte aqui.

Excesso de educação


Excesso de educação é o fenômeno no qual os indivíduos sentem-se sobrecarregados e oprimidos pelo peso da sua educação. Uma boa educação é algo apreciado por todas as culturas, mas a educação pode ser experienciada como um obstáculo à felicidade e contribuir para problemas de saúde mental [ver aqui].

Mental illness running high among uni students

Students struck by high anxiety

Às vezes este termo refere-se ao problema de empregar pessoas com ensino superior. Por exemplo, alguns evitam contratar pessoas doutoradas porque experienciam a presença de alguém mais educado do que eles como uma potencial ameaça à sua posição. Além disso, podem não lhes dar emprego por não quererem pagar um salário maior a alguém quando não precisam de empregados com esse alto nivel de educação.

A corrupção de crianças

Rousseau escreveu, no seu livro Emílio, que todas as crianças são organismos perfeitamente desenhados, prontos a aprender a partir do ambiente em que se encontram de modo a se transformarem em adultos virtuosos, mas devido à influência maligna da sociedade corrupta normalmente não conseguem fazê-lo. Rousseau defendia um método educacional que consistia em retirar a criança da sociedade para, por exemplo, uma casa de campo, e alternadamente condicioná-la através de alterações ao meio ambiente e preparando armadilhas e desafios para ela resolver ou ultrapassar.

Rousseau era incomum porque reconheceu o potencial problema de legitimar o ensino. Defendia que os adultos deviam ser sempre honestos com as crianças e que nunca deviam esconder o facto de que a base da sua autoridade é puramente a coacção física: "sou maior que vocês". Quando as crianças atingirem a idade da razão, por volta dos 12 anos, deveriam estar engajadas, como indivíduos livres, no seu próprio processo constante.

Continua aqui.

1 comentário:

ESpeCiaLmente GaSPaS disse...

Interessante... Fico à espera de mais!