Uma pergunta comumente feita aos homeschoolers é: mas então vocês são anti-escola? A maioria responde que não, que não são anti-escola, que são, sim, a favor da liberdade na aprendizagem. Alguns preocupam-se com a violência escolar. A verdade é que o movimento anti-escola existe, e embora este movimento contra a escolaridade obrigatória não esteja necessariamente relacionado com o ensino doméstico, vale a pena estarmos a par dos seus argumentos. Por isso, resolvi traduzir o artigo que encontrei aqui. Espero que gostem!
Escola como sistema de controlo político
Um método de ensino sem currículo nem instrução foi defendido por Neil Postman e Charles Weingartner no seu livro Teaching as a Subversive Activity (abre livro). Na educação através do inquérito, os estudantes são incentivados a fazer as perguntas que são significativas para eles, perguntas que muitas vezes não têm respostas fáceis; os professores são encorajados a evitar dar respostas.
O filósofo Herbert Spencer fala sobre o despotismo inerente à educação:
Que significa dizer que o governo deve educar o povo? O povo deve ser educado porquê? Qual é o objectivo dessa educação? É óbvio que é para moldar as pessoas para a vida social - para torná-las bons cidadãos. E quem é que define "bons cidadãos"? O governo: não há outro juiz. E quem é que decide como produzir estes "bons cidadãos"? O governo: não há outro juiz. Daí, a proposição é convertível ao seguinte: o governo deve moldar as crianças em bons cidadãos, utilizando a sua própria definição de "bom cidadão" e decidindo a forma de se moldar as crianças. Tendo feito isso, tem de elaborar o sistema disciplinar que melhor produzirá o tipo de cidadão que concebeu. O governo é então obrigado a cumprir este sistema de disciplina até o fim. Porque, se não o fizer, permitirá que as pessoas se tornam diferentes daquilo que, na sua opinião, se devem tornar, falhando assim na obrigação que lhe diz respeito cumprir.
[é neste sentido que a socialização das crianças educadas fora da escola é questionada - a preocupação não é se elas estão felizes, se têm amigos, oportunidades para conviver e acesso a actividades de grupo; não, o problema é a possibilidade de não se transformarem no tipo de cidadão mais conveniente ao Estado, ou no tipo de recursos humanos mais úteis para a minoria que controla o governo]
Murray N. Rothbard argumenta que a história do motivo para a escolaridade obrigatória não é orientada pelo altruísmo, mas pelo desejo de forçar a população ao molde desejado pelo Estado [ver Education: free and compulsory].
John Caldwell Holt afirma que os jovens devem ter o direito de controlar e dirigir a sua própria aprendizagem, e que o actual sistema de escolaridade obrigatória viola um direito básico e fundamental do ser humano: o direito de decidir o que meter na nossa cabeça. Ele acha que a liberdade de aprendizagem faz parte da liberdade de pensamento, um direito humano ainda mais fundamental do que a liberdade de expressão. Em especial, ele afirma que a escolaridade obrigatória é uma grave violação das liberdades civis (Holt, 1974).
Nathaniel Branden diz que o governo não devia ser autorizado a retirar as crianças de suas casas à força, com ou sem o consentimento dos pais, e sujeitá-las a métodos e técnicas de ensino que os pais podem ou não aprovar. Diz que os cidadãos não deviam ter seus bens expropriados para suportar um sistema educacional com o qual podem ou não concordar, nem pagar a educação de crianças que não as suas. Afirma que qualquer pessoa que compreende o princípio dos direitos individuais vê que isto é verdade.
Continua aqui...
Numeração Romana e reflexões derivadas
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Olá a todos! Hoje uma entrada simplesmente dedicada ao Caderno verde…
Beijinhos e belos dias para todos! Isabel x Caderno Verde Numeração Romana
e reflexõe...


1 comentários:
Este documentário demonstra como somos transformados em recursos humanos. Aos 40 mns John Taylor Gatto aborda o tema do sistema escolar, começando por afirmar que a chave está na palavra compulsão / obrigatório, explicando depois o contexto histórico da implementação da escolaridade obrigatória, os motivos por trás das leis da aprendizagem forçada (criar hábitos de obediência e não questionamento das ordens), a resistência por parte dos pais durante este período, etc, etc.
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