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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Mais um livro sobre o homeschooling

Se pensam que o homeschooling é apenas para ideólogos da direita cristã determinados a proteger os filhos de pensamentos perniciosos, Laura Brodie irá concerteza fazer-vos pensar duas vezes.
A professora universitária de Inglês narra a sua incursão na educação em casa no livro Love in a Time of Homeschooling.

Ao ver a filha mais velha cada vez mais insatisfeita com a enorme regimentação do sistema escolar, Laura decidiu experimentar assumir a responsibilidade pela educação dela durante um ano, apesar do ceticismo do marido, família e amigos.

O que transpareceu foi um ano repleto de viagens de estudo e aulas de violino, bem como argumentos e frustração. Ao longo do ano Laura foi ficando cada vez mais crítica dos padrões de aprendizagem nas escolas mas, mais importante, o ano foi uma educação em si.

Fonte - Podem encomendar o livro aqui.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A familia que desescolarizou os filhos

Os filhos aprendem na "escola da vida", sem currículo nem livros didáticos .

A mãe e o pai são os encarregados de educação. Não há professores nem ensino formal. Os Beigler praticam o unschooling.

"Somos 100% responsáveis pela educação dos nossos filhos", disse Phil, pai de Shaun, que tem 13 anos, e de Kimi, uma adolescente de 15 anos de idade.

"Unschooling é a auto-aprendizagem ao longo da vida"
, continua Christine, a mãe.

"Kimi e Shaun podem explorar todas as áreas que lhes despertam o interesse. Não seguimos livros didáticos nem nenhum currículo. Eles não precisam de passar pelo mesmo processo de moldagem a que o resto dos outros miudos tem de se submeter. Temos-lhes dado toda a orientação que precisam, incluindo sobre o modo de tomar decisões - por exemplo, sobre o que aprender e quando", dizem os pais.

Podem ler o resto aqui, em inglês [inclui vídeo].

terça-feira, 20 de abril de 2010

Viver como se a escola não existesse

As crianças da familia Biegler vivem como se a escola não existesse. Esta abordagem à educação, conhecida como unschooling, permite que as crianças tomem as suas próprias decisões.

Não vão à escola mas não estão sendo educados em casa da maneira tradicional. O seu mundo não inclui livros didáticos, testes nem aulas formais.

E mais, esta abordagem liberal abrange outras áreas da vida dos filhos: eles tomam as suas próprias decisões, não seguem regras nem fazem trabalhos de casa.

Christine e Phil, de Massachusetts, dizem ser "unschoolers radicais." Deixam os filhos decidir o que querem aprender e quando querem aprender.

"O essencial é confiar nos nossos filhos ... confiar que eles vão descobrir os seus próprios interesses", disse Yablonski na entrevista que podem ver aqui [vídeo] e aqui.

sábado, 17 de abril de 2010

Jornalista do ano foi educada em casa

O prémio de jornalista do ano foi para Caitlin Moran, que foi educada em casa. Aqui, ela descreve a sua experiência do ensino doméstico. Deixo-vos uma pequena passagem:

"Eu sou a mais velha de 8 filhos e todos nós fomos educados pelos nossos pais numa casa muito modesta com 3 quartos em Wolverhampton. Nenhum de nós foi à escola depois de 1986, quando eu tinha 11 anos.

O que toda a gente automaticamente pensa é que os nossos pais nos davam aulas, à maneira tradicional. Há 20 anos atrás - tinha eu 14 anos - teria-lhes muito seriamente informado sobre a natureza da educação em casa: sobre a aprendizagem direcionada pelas próprias crianças e o papel dos pais-educadores nesta filosofia educacional.

Porém, pelo menos durante estas 2 ultimas décadas, sempre que nos perguntam "Então, os teus pais é que davam as lições?", eu - e os meus 7 irmãos educados em casa - começamos simplesmente a rir histericamente, abanando a cabeça, ocasionalmente emitindo o estranho, incrédulo som: "Nãããão!!!!".

Fonte

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Ensino doméstico & Necessidades Especiais

Alesha tem uma condição tão rara que nem os médicos têm nome para ela. Depois de uns tempos numa escola para crianças com necessidades especiais os pais chegaram à conclusão que o sistema de ensino não tinha a capacidade de ir ao encontro das necessidades da filha e decidiram educá-la em casa.

Mas depois começaram os problemas com a comissão de proteção às crianças. Eles perguntam: por que é que os pais de filhos saudáveis podem educar os filhos em casa sem problemas mas eles não? Dizem tratar-se de discriminação ao deficiente.

Podem ver o vídeo aqui, em inglês.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O dia em que a minha vida mudou

foi o dia em que tive de encarar o facto de que a escola estava destruindo o meu filho

-
este é o título de um artigo publicado há 5 dias no Teachers Educational Supplement.

Trata-se da história de uma professora que acaba por descobrir as vantagens do ensino doméstico:

"Houve benefícios para toda a família e em termos de relacionamentos tem sido maravilhoso. Os meus filhos aprendem de uma maneira diferente e têm feito amizades lindas. Tenho achado fascinante observar de perto o modo como as crianças aprendem em ambientes naturais e como têm uma sede incrível de aprender. O ensino doméstico não é apenas uma maneira diferente de educar os nossos filhos: é uma forma de vida."

Podem ler aqui.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Pedaços de papel...

Pedaços de papel sem valor nem significado excepto o que lhes é subjectivamente dado pela mente de cada um...

E aqui (do início até à pg.23) podem ver a arte da filha do Alan, agora em exibição na Galeria Brown.

sábado, 10 de abril de 2010

Boas notícias para o ensino doméstico

Em Essex, os pais que optam por educar os filhos em casa estão a comemorar o abandono das controversas propostas de maior regulamentação do ensino doméstico. As propostas incluiam
um sistema anual de registo obrigatório e o direito de invadir a privacidade do lar pelos funcionários publicos. Mas agora, com o Parlamento sendo dissolvido no fim de semana antes das eleições gerais, os deputados decidiram abandonar as propostas.

Michelle, 32, que ensina em casa a filha de 6 anos de idade, está encantada com as notícias:

"As notícias são excelentes e devem-se ao trabalho árduo de todos os pais-educadores que fizeram uma grande campanha de sensibilização sobre a educação em casa. As propostas davam a impressão que havia algo de sinistro no ensino doméstico e isso simplesmente não é verdade. Nós só queremos o melhor para os nossos filhos." [Podem ler o artigo na íntegra, aqui.]

No entanto, segundo este artigo, o ministro Ed Balls já se comprometeu a restabelecer o sistema de registo caso seja re-eleito:

"A nossa intenção é fazer com que todas as propostas que foram rejeitadas sejam incluídas no novo projecto-lei, na primeira sessão do novo Parlamento".

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Em vez de educação

E se nós não "educássemos"? Será que acabávamos por ser uma população mais educada?

Imaginem o seguinte: um mundo onde nunca se fala sobre a educação. Em vez disso, as pessoas simplesmente aprendem. Um mundo sem currículos, sem a ideia que todos nós 'temos que aprender' e 'temos que saber' determinadas coisas a determinada idade. Um mundo onde as pessoas têm a liberdade de desabrochar naturalmente. Um mundo com muitos mais caminhos a tomar, muitas mais maneiras de ser. Será que seria muito diferente do nosso mundo actual? Será que as pessoas seriam mais felizes?

Quer dizer, imaginem se andássemos preocupados com a possibilidade dos nossos filhos não conseguirem aprender a andar. E se eles tivessem que passar um exame para demonstrar que eram realmente capazes de andar corretamente? Estou certo de que muitos reprovariam.

A ideia da "educação como algo desagradável e fundamentalmente errado" não é recente e tem sido sugerida por grandes pensadores, como Ivan Illich, John Holt e, mais recentemente, Aaron Falbel.

Em 1976, Holt definiu a educação como "algo que algumas pessoas fazem a outras para seu bem, moldando-as, formando-as e tentando fazê-las aprender o que acham que deveriam saber."

Influenciado por Illich, Holt escreveu:

"Agora, a educação ... parece-me, talvez, a mais autoritária e perigosa de todas as invenções sociais da humanidade. É o alicerce mais profundo do Estado dos escravos modernos, em que a maioria das pessoas sente que não passam de meros produtores, consumidores, espectadores e "fãs", impulsionados cada vez mais, em todas as facetas das suas vidas, pela ganância, inveja e medo. A minha preocupação não é a de melhorar a "educação" mas acabar com ela, acabar com este negócio muito feio e anti-humano de moldar as pessoas, e permitir e ajudar as pessoas a moldarem-se a si mesmas." Instead of Education

John Holt produziu uma revista chamada "Crescer sem Escola"; Falbel sugeriu que deveria ser chamada "Crescer sem Educação".

Falbel escreve, em seu artigo "Crescer sem educação":

"Eu poderia falar sobre a ideia de Holt de ajudar as pessoas a moldarem-se a si mesmas mas vou deixar isso para outra altura. O que eu quero aqui enfatizar é que as críticas que Illich e Holt fazem sobre a educação estão ligadas a uma crítica mais abrangente da sociedade moderna em geral."

Ou seja, a sua oposição à educação faz parte de uma perspectiva política que os homeschoolers podem ou não partilhar. O meu objectivo ao escrever este artigo não é o de convencer os leitores a adotarem essa visão política; mas se os leitores se preocupam sobre o destino da sociedade moderna, eu gostaria de convidá-los a explorar a maneira pela qual a educação é um componente chave do problema que enfrentamos.

Leiam mais aqui. Original aqui.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Dia feliz para a "educação em casa"

O governo britânico abandonou os planos de regulamentação da educação em casa.

Aqui, lemos que a Associação Nacional do Ensino Doméstico, Education Otherwise, se congratulou com o abandono da proposta de um registo obrigatório para as crianças educadas em casa.

"A rejeição desta proposta trouxe uma enorme sensação de alívio", disse a porta-voz Ann Newstead. "Estamos gratos pelo apoio dos deputados da oposição que se deram ao trabalho de ouvir e dialogar com os pais-educadores".

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Aventuras de Laura no Ensino Doméstico

Trecho de um artigo publicado hoje em The Washington Post:

Antes de ter decidido educar a filha de 10 anos em casa, Laura Brodie era cética. No seu novo livro "Love in a Time of Homeschooling" Laura confessa que achava o ensino domiciliar esquisito e pensava que era praticado apenas por cristãos conservadores e pessoas que vivem fora do sistema. Mas em 2005 a escritora e professora de Inglês na Universidade de Washington e Lee, em Lexington, encontrou a filha mais velha, Julia, escondida no armário em vez de fazer os trabalhos de casa. "Isso, para mim, foi o sinal que tinhamos de fazer mudanças drásticas".

Julia tinha sido sempre uma sonhadora, o tipo de aluno que os professores descrevem como "fora do normal". Ela recusava estrutura e mudança e afastava-se muitas vezes das actividades de grupo. Tinha dificuldades com a ortografia e precisava de tempo extra para a matemática. Depois vieram os testes e as montanhas de deveres de casa.

"Se a mente distraida de Julia tivesse sido o nosso único desafio, eu nunca teria optado pelo ensino domiciliar. Mas, eu ficava olhando para o conteúdo fraco dos testes e trabalhos de casa de Julia e pensando, 'Oh, mas eu poderia fazer muito melhor do que isto."

Podem continuar a ler aqui, em inglês.

domingo, 4 de abril de 2010

sábado, 3 de abril de 2010

Exilados para educar os filhos em casa

é o título de um artigo publicado há 10 dias no Times sobre a família alemã exilada nos Estados Unidos:

Mal passavam as 7hrs da manhã num dia frio de Outono de 2006 quando a polícia bateu a porta. Uwe, Hannalore e os 3 filhos permaneceram em silêncio, mal ousando respirar, esperando que a polícia se fosse embora ao não ouvir resposta. Mas a polícia persistiu e ameaçou arrombar a porta. Relutantemente, Uwe, professor de piano, abriu a porta de sua casa em Bissingen, na Alemanha. Pouco tempo depois, a polícia foi-se embora levando 3 dos seus 4 filhos.

O crime deles? Educar os filhos em casa num país onde o ensino domiciliar não só é ilegal mas considerado altamente suspeito e até anti-social.


Podem ler o resto aqui (em inglês).

Entretanto, vim a saber de uma família inglesa que também anda fugida e que colocou um vídeo no YouTube sobre o caso deles - podem ver aqui.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Audiência Pública sobre Educação Domiciliar

Áudio da Audiência Pública sobre Educação Domiciliar que ocorreu no dia 15 de Outubro de 2009 no Brasil.



Podem ouvir o resto aqui.