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domingo, 30 de maio de 2010

As crianças sabem aprender... até irem para a escola...

Fico muitas vezes confusa ao ler sobre a importância do "aprender a aprender." Parece ser a frase do dia entre os que se auto-descrevem como educadores progressistas, autores de livros, críticos da escola e os que promovem a participação nas instituições de ensino pré-escolar cada vez mais cedo.

Podemos treinar algumas crianças - assim como treinamos cães - a sentarem-se caladinhas, a ouvir, memorizar e regurgitar. E sem falarmos do crime que é o roubo da sua infância, esse treino não tem nada a ver com ensiná-las a aprender. Seria mais honesto admitirmos que é uma simples justificativa para arrebanharmos as crianças num lugar supostamente seguro para que os pais possam ir trabalhar.

As crianças não precisam de ser ensinadas a aprender; elas já nascem com essa capacidade.

Podem ler o artigo na íntegra, em inglês, aqui.

sábado, 22 de maio de 2010

Quando a escola é em casa

Há famílias que optam por ensinar os filhos em casa, sem a obrigação de cumprir horários e currículos rígidos. A lei portuguesa reconhece aos pais o direito de educarem os próprios filhos e a modalidade do ensino doméstico está a ganhar adeptos. A Notícias Magazine mostra o dia-a-dia de quatro famílias e dá conta das motivações que as levaram a assumir as rédeas do ensino nos primeiros anos de escolaridade. Alexandre, Catarina, Ísis, Merlin e Malte não escutam o toque da campainha para entrar ou sair da sala de aulas. Aprendem «ao ritmo da vida».

Podem ler o artigo, por Gabriela Oliveira e Eduarda Sousa, aqui.
[se o link estiver quebrado podem ler o resto nos comentários]

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Flexi-escola, o melhor dos dois mundos

Niamh, 6 anos e meio, está em casa no jardim à procura de ovos dentro do galinheiro. Depois, vai para dentro de casa ler enciclopédias cheias de imagens, pausando ocasionalmente para dizer ou perguntar algo. É quinta-feira e estamos no período escolar mas ela não está na escola. E também não vai à escola às terças ou sextas-feiras à tarde, embora esteja matriculada. Niamh não está a faltar às aulas - ela optou pela flexi-escola. Na Inglaterra, a educação partilhada entre a casa e a escola é uma opção legal para qualquer aluno desde que o director da escola concorde.

O número exacto de flexi-alunos no Reino Unido é desconhecido mas há pelo menos 400, principalmente nas escolas primárias, e os números estão a crescer lentamente. Alguns pais, como eu, querem um compromisso entre o ensino doméstico e escola em tempo integral. No início, eu pensei optar pela educação em casa para Niamh: queria que ela tivesse a oportunidade de aprender informalmente, de ter bastante liberdade e de passar tempo em família.

Como ex-professora primária sabia que tinha a capacidade de orientar a educação da minha filha mas não estava convencida que tinha tempo e energia para me comprometer a este projecto a tempo inteiro, e sabia que Niamh beneficiaria do contacto regular com outras crianças da sua idade. Ao pesquisar alternativas encontrei o livro "Free Range Education", uma coletânea de ensaios, um deles sobre a flexi-escola, ou seja, escola em tempo parcial. Para mim, a solução ideal!

Podem ler o artigo na íntegra, em inglês, aqui.

sábado, 15 de maio de 2010

Música na Comunidade - Minorias étnicas



Sound World foi um projecto de Música na Comunidade com pessoas idosas de minorias étnicas em Bath, Inglaterra. Uma vez por semana, durante 6 meses, trabalhei com o grupo no centro de dia. O projecto foi financiado pela Gulbenkian e coordenado por Awakening Community Music em parceria com Black and Other Ethnic Minorities Senior Citizens Project e North East Somerset Arts. Se quiserem ouvir mais, cliquem aqui e aqui.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Música na Comunidade - Saúde Mental II

Continuação daqui.



Steve nunca participava no grupo, preferindo ficar silenciosamente noutra sala. Um dia vim a descobrir que no passado tinha tocado saxofone mas tinha deixado de tocar há mais de 10 anos devido a uma depressão desencadeada pelo suicídio de um amigo. Era um amigo especial que na altura fazia parte do mesmo grupo musical que ele. Um dia, inesperadamente, apareceu com o saxofone e, ao ouvir-me brincar no teclado, resolveu juntar-se a mim. O resultado? Esta improvisação.

Tenho um blog privado sobre a Música na Comunidade.
Se quiserem acessar, enviem um email explicando o motivo da vossa curiosidade.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Música na Comunidade - Música & Saúde Mental

Agora que estou para começar um novo capítulo na minha vida resolvi fazer uma pausa e reflectir sobre o meu percurso antes de seguir caminho. Talvez vocês não estejam a par disto, mas durante anos dediquei-me à música na comunidade, usando a música como um meio para promover o desenvolvimento pessoal e comunitário. E neste momento estou envolvida num projecto comunitário de música e interespiritualidade.

Um dos projectos que facilitei envolveu vários grupos de pessoas que estavam sofrendo de problemas emocionais. O poder terapêutico da música é incrível. Através da música podemos satisfazer a nossa necessidade de auto-expressão, auto-conhecimento, conexão - com o eu, o outro e o todo (transcendência).



Trabalhei com este grupo durante umas 10 semanas. Os participantes não eram músicos nem nunca aprenderam música. O resultado foi este.

Infelizmente a foto não mostra todos os participantes mas mostra o James, à esquerda, uma das primeiras pessoas que conheci quando vim viver para a Inglaterra e que vocês talvez também conheçam: foi ele quem compôs everybody's gotta learn sometime. Muito simpático, deixou-nos usar o seu estúdio. Eu sou a que está meio agachada... Quase que me dá vontade de voltar a fazer este tipo de trabalho!

Aqui fica a letra:

Hearts and Minds

Going back through the years
Chasing out all those tears
Why you had to go away
When all that I wanted was for you to stay?

Hearts and minds, please be kind
Hearts and minds, please be kind
Hearts and minds, be kind

Take away, take away this pain
Don't give us too much strain
Take it easy you're not to blame
Stay sane and let us light the flame

All the pain you made me feel
Is it made belief or real
You always try to make me laugh
Help us get on to the right path

Continua aqui.

Ver também o meu blog sobre a Música na Comunidade.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Educada em casa, candidata ao parlamento

Nicola começou a estudar canto clássico no Trinity College of Music aos 14 anos de idade e foi educada em casa na fase do ensino secundário (10 ao 12 ano). Depois disso completou um mestrado em musicologia em Cambridge... e trabalhou como voluntária em Africa. Agora está prestes a tornar-se membro do parlamento a tempo inteiro, como podem verificar aqui.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A Sabedoria de Confúcio


O mestre disse: Por natureza, os homens são próximos; a educação é que os afasta.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Homeschooling e Unschooling na India

Em Poone, na India, Urmila Samson fala sobre o Homeschooling e Unschooling com o objectivo de desencadear uma nova maneira de pensar sobre todas as esferas da educação.



Para que isto aconteça temos de começar com cada um de nós, olhando para o nosso interior, os nossos condicionamentos, a nossa experiência...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Deixem as crianças ir e vir livremente

Anne Sulivan com Hellen Keller em 1888

"Estou começando a suspeitar de todos os sistemas de educação especiais e elaborados. Eles parecem-me serem construídos sobre o pressuposto de que cada criança é uma espécie de idiota que tem de ser ensinada a pensar. Na verdade, se as crianças forem entregues a si próprias, pensarão mais e melhor, se bem que de uma maneira menos teatral.

Deixem-nas ir e vir livremente, deixem-nas tocar coisas reais, deixem que elas próprias combinem suas impressões, em vez de sentá-las dentro de salas de aula em mesinhas redondas, enquanto um professor de voz doce sugere que construam paredes de pedra com blocos de madeira, façam arco-íris com tiras de papel colorido ou plantem árvores de palha em vasos de flores.

Este tipo de ensino enche a mente com associações artificiais que têm de ser eliminadas, antes das crianças poderem desenvolver ideias independentes a partir de experiências no mundo real. " - Anne Sullivan

domingo, 2 de maio de 2010

Homeschoolers: músicos e dançarinos



O Clã Willis é uma família de músicos, dançarinos, escritores e artistas. Os 11 filhos aprendem em casa; o mais novo nasceu recentemente, o mais velho tem 17 anos.

"Imaginam um dia típico na nossa casa? É sempre uma loucura - no sentido positivo! É uma luta constante para manter a nossa programação e a nossa criatividade ", dizem os pais, Toby e Brenda.

A família de homeschoolers percorreu os Estados Unidos ganhando competições de música e dança. No verão passado alcançaram um nível que lhes permitiu competir na Irlanda.

Seguindo os passos da famosa banda irlandesa The Corrs, combinam música tradicional irlandesa com elementos pop e rock.

Fonte