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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Ensino doméstico e socialização

Os pais que educam os filhos em casa precisam mesmo de ter sentido de humor, porque sem sentido de humor, quem tem pachorra para este tipo de interação, infelizmente tão comum?



socialização = acto ou efeito de socializar

A palavra socializar tem vários sentidos:
1. Tornar ou tornar-se social ou sociável = sociabilizar
2. Tornar ou tornar-se socialista
3. Reunir ou reunir-se em associação = associar

Pergunto-me muitas vezes a qual destes sentidos se referem...

domingo, 28 de novembro de 2010

Educación en casa - Aprendizaje en el hogar

Artigo sobre o ensino domiciliar na revista espanhola Hacer Familia
Escuela en Casa

sábado, 27 de novembro de 2010

Conclusões do Congresso Espanhol sobre o Homeschooling

Primeiro Congresso Nacional do Homeschooling em Espanha

CONCLUSÕES (original aqui)

1. O direito de todos à educação inclui o direito de escolha. Deve ser reconhecido que os pais têm o direito de escolher o tipo de educação que desejam dar aos filhos.

2. A família é o espaço natural da educação dos filhos e os pais são os principais responsáveis por esta tarefa. O governo, através da escola e outros locais de instrução, pode exercer uma missão educativa subsidiária que nunca deve usurpar nem infringir a responsabilidade dos pais.

3. A educação em família, "escola em casa", ou homeschooling é, em essência, uma modalidade que exige a prática dos valores fundamentais da liberdade de pensamento, liberdade de ensino, liberdade de aprendizagem, liberdade de escolha do modelo educacional e a obrigação do Estado de garantir estes direitos.

4. Há vários países, dentro e fora da Europa, onde se aceita o homeschooling. Servem de modelo quanto à normalização legislativa e sociológica da educação em família ou "escola em casa". A falta de reconhecimento explícito no nosso país desta modalidade educativa está obrigando os nossos filhos a serem alunos de instituições estrangeiras que aceitam o homeschooling, para o reconhecimento dos seus estudos. É, portanto, urgente o reconhecimento oficial deste modelo de ensino em consenso com os envolvidos.

5. A educação em família, ou "escola em casa", não deve ser vista como uma modalidade residual, mais ou menos tolerada, mas com todos os direitos económicos, académicos, administrativos e sociais. A passagem da livre escolha de escolas à livre escolha do modelo de educação deve ser feita com dignidade e sem abrir mão da totalidade de direitos. Nesse sentido, o Estado deve fornecer o financiamento e a formação para o desenvolvimento do homeschooling.

6. Urge acabar com a perseguição e discriminação contra as famílias que se dedicam ao ensino em casa. Não se deve penalizar a "escola em casa" com sanções administrativas derivadas de leis estaduais e regionais relativas ao bem estar social dos menores, nem muito menos com leis do Código Penal, que envolvem denúncias totalmente injustificadas de absentismo escolar devido à ausência de abandono e/ou negligência na educação dos filhos.

7. As famílias que praticam “a escola em casa” não são um grupo homogêneo, mas diferentes em suas motivações ou razões, estilos de vida e forma como praticam o homeschooling. É essencial que isto seja considerado na hora do reconhecimento deste tipo de estudos.

8. Cabe assinalar como objectivo prioritário a criação de linhas de investigação e pontos de divulgação para a consolidação do ensino doméstico na Espanha, assim como a criação de centros de apoio e acolhimento para as famílias que praticam o homeschooling.

9. O homeschooling não deve ser visto como um ataque à escola. Pelo contrário, o reconhecimento da educação familiar, "escola em casa" ou homeschooling, revelará vias educativas que podem ajudar a melhorar o sistema escolar actual:

a. A motivação para a aprendizagem, o sucesso acadêmico e a formação em valores e virtudes são realçadas pela participação dos pais no processo educativo dos filhos.

b. A revisão dos mecanismos de participação educativa das famílias na escola para melhorar a comunicação com os professores e aumentar assim a participação dos pais na aprendizagem dos filhos.

c. O enfoque excessivo em programas e desempenho contrasta com a pouca ênfase que se coloca na pessoa e no relacionamento humano entre professor-aluno, pais-professores e pais-filhos.

10. Estamos à disposição das autoridades para ajudar na elaboração de protocolos que contemplem o reconhecimento da educação domiciliar, o que certamente contribuirá para a criação de novos quadros de excelência e liberdade educativa no nosso país.

Valência, 23 de Outubro de 2010

Mais sobre a conferência aqui.

Ver slideshow do congresso aqui.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Espanha: Primeiro Congresso Nacional de Homeschooling

Em Outubro realizou-se na Espanha o primeiro congresso nacional sobre o homeschooling. Famílias de toda a Espanha assistiram ao primeiro congresso nacional do país sobre o ensino doméstico.

"Um grande sucesso!" foi como Arantza Diez-Zearsolo, mãe de 10 filhos, descreveu o primeiro congresso nacional sobre o ensino domiciliar realizado no seu país natal, Espanha, em Outubro 22-23, 2010. A conferência reuniu um vasto leque de oradores, incluindo académicos de várias universidades espanholas, funcionários das autoridades regionais de educação, e líderes dos grupos de apoio ao ensino doméstico, que compartilharam os seus conhecimentos e experiências em quatro painéis separados. As mesas redondas também destacaram a experiência de pais experientes nesta área do homeschooling, como Diez-Zearsolo.

"Homeschooling está começando a ganhar impulso e a despertar interesse na Espanha", explica Diez-Zearsolo. Ela fez um relato comovente da realidade da educação em casa na Espanha, motivando outros homeschoolers presentes.

Durante a conferência, os homeschoolers espanhóis anotaram os 10 pontos fundamentais sobre a educação em casa e a família. Os participantes afirmaram o direito dos pais de escolher a melhor forma de educação para os filhos e rejeitaram as tentativas por parte do Estado de "usurpar" o papel natural da família na educação dos filhos. Os defensores do homeschooling não estão atacando as escolas públicas. Em vez disso, dizem que o homeschooling vai ajudar, dando mais opções aos pais e economizando os recursos do sistema que podem ser depois usados em programas para ajudar os alunos.

Os participantes da conferência pediram ao governo espanhol para reconhecer oficialmente o ensino doméstico como uma opção válida e que se abstenha de punir os pais que decidem exercer o seu direito de orientar a educação dos filhos.

A Constituição Espanhola e as leis da educação proporcionam uma visão favorável do homeschooling. O Artigo 27 da Constituição afirma que é um direito dos pais que os filhos recebam uma "formação religiosa e moral de acordo com as suas próprias convicções." No entanto, muitas famílias homeschoolers têm problemas com as autoridades locais. Na região de Valência, Espanha, onde o primeiro congresso nacional aconteceu, existem mais de 500 famílias de homeschoolers. Muitas gostariam que fosse passada uma lei para melhor proteger os direitos dos pais.

O jornal diário espanhol Las Provincias relata que na Espanha o homeschooling é como uma "bola de neve", atraindo famílias de todas as camadas da sociedade espanhola. Nos últimos anos, a experiência positiva do ensino doméstico noutros países europeus e nos Estados Unidos, bem como a preocupação com a crescente secularização, tem feito milhares de espanhóis pensar no ensino domiciliar para os filhos.

Fonte

Mais sobre a conferência aqui.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Bulgária: Homeschoolers enfrentam resistência

Na 5a conferência anual sobre o homeschooling na Bulgária, realizada em Agosto de 2010, resolveu-se formar a Associação para a Educação Domiciliar na Bulgária (AHE-Bulgária). O conselho de directores da organização apresentou documentos para registrar oficialmente a associação com o tribunal regional da pequena cidade de Silistra, localizada no nordeste da Bulgária. Várias famílias que praticam o ensino doméstico vêm desta área.

Quando o tribunal rejeitou o pedido, afirmando que a lei búlgara reconhece apenas a educação formal em escolas financiadas ou aprovadas pelo Estado, decidiram que apelar seria inútil e que poderia atrair publicidade negativa para o movimento ainda frágil do homeschooling. Actualmente, cerca de 60-100 famílias praticam o ensino doméstico neste país de 7,5 milhões de pessoas. Apesar de ser proibido, essas famílias continuam praticando o homeschooling e trabalhando diligentemente para influenciar o quadro jurídico do país.

Na Bulgária, a lei prevê multas até dois terços do salário mínimo para os pais que não enviam os filhos para a escola. Felizmente, essas multas ainda não foram aplicadas. No início deste ano, em Sofia, capital da Bulgária, uma família de homeschoolers recebeu cartas de funcionários da escola e do prefeito local ameaçando multas. A família tinha recentemente retirado os filhos da escola e optado pelo homeschooling.

Os homeschoolers búlgaros pedem que nos juntemos a eles em oração, rezando pelas famílias cristãs que decidiram educar os filhos em casa e que enfrentam um futuro inseguro num ambiente jurídico hostil. A HSLDA compromete-se a continuar a apoiar o movimento do ensino doméstico na Bulgária. Obrigado por apoiarem esta luta pela liberdade e estes colegas homeschoolers nesta altura de necessidade!

Fonte

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Legislação brasileira & ensino domiciliar

Educação domiciliar e poder público

A Legislação brasileira é veemente na proibição do ensino domiciliar, mas casos como o ocorrido em Minas Gerais, em que um casal processado por ensinar os filhos em casa alegou insatisfação com a qualidade do ensino público. Afinal, a quem pertence o direito de escolher a educação dos filhos?

Podem ler o artigo de Janaína Rosa Guimarães, Advogada pós-graduada em Direito Civil e Processo Civil e Membro honorário da ABDPC/Associação Brasileira de Direito Processual Civil aqui.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Unschooling nas notícias

Ver e ler/acompanhar aqui.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Comemoração do diálogo inter-religioso

Passei o fim de semana a conectar e aprender com gente linda de todas as nacionalidades e culturas, e de todas as religiões ou nenhuma. Fui a uma sessão de Dharma Dance, participei numa conferência online sobre o budismo tibetano, e fui a um evento maravilhoso celebrando o diálogo inter-religioso.

Com o grupo Somali, experimentei o rijab e as vestimentas muçulmanas; e ficam-me bem, não acham?

Adorei a mesinha cheia de informação sobre o paganismo celta.

Com os rastafáris, conversei sobre Jah, a Arca da Aliança, a Etiópia, etc.

Rizwan Ahmed, da Sociedade Cultural Muçulmana, falou sobre as seis crenças principais e os cinco pilares do Islão.

Com representativos da comunidade sikh, conversei sobre Guru Nanak, o livro sagrado dos sikhs, e o livre arbrítio na iniciação e baptismo.

Na mesinha da Congregação Judaica Progressista, tive a oportunidade de provar os doces e bolinhos deliciosos que os judeus comem durantes as suas várias festividades; e com o Rabbi Francis Ronald Berry, aprendi que o verdadeiro significado da oração no judaísmo é algo que fazemos a nós próprios - não uma conversa com Deus, mas uma espécie de introspeção, ou meditação.

De acordo com estas representantes da comunidade Hindu, a essência do hinduismo é "viver e deixar viver". Depois de explicarem as suas crenças e rituais, cantaram o mantra gayatri.

Asif Ali também usou cantos e poemas na sua apresentação do sufismo - e explicou a mensagem usando um ditado chinês "é melhor acendermos uma vela que nos queixarmos da escuridão".

Os Quakers explicaram o seu estilo de vida, enfatizando a importância da paz, da verdade, igualdade e simplicidade. Depois, partilharam um período de silêncio e meditação.

E, milagre, ainda tive tempo de ouvir os cantos devocionais dos sikhs! Adoro o mul mantra!

Como se não chegasse, entrei em contacto com a Interfaith Foundation para obter mais informações sobre o seminário interreligioso que oferecem... As possibilidades actuais de aprendermos uns com os outros, e uns dos outros, são mesmo infinitas!

domingo, 21 de novembro de 2010

Dia Sem Compras 2010

Lembrem-se que este ano o Dia Sem Compras calha no dia 27 de Novembro. O desafio é passar um dia sem comprar.

Em vez de irmos às compras, a proposta é organizarmos um momento de pausa para reflectirmos sobre o consumismo e o impacto das nossas acções no meio ambiente.

A data foi escolhida especialmente por ser o primeiro fim de semana depois do Dia de Acção de Graças nos EUA (altura em que os americanos consomem imenso) e porque é mais ou menos nesta altura que começamos a fazer compras para o Natal.

Se quiserem ir dar uma volta ao centro comercial, façam como nós: apreciem as coisas bonitas sem precisar de as comprar.

Em Lisboa, o "Dia sem compras" vai ser comemorado com uma marcha na Rua Augusta, seguida de duas peças de teatro de rua sobre a insustentabilidade do consumo e sobre o problema que esse consumo provoca ao nível dos resíduos. Bom fim de semana!

sábado, 20 de novembro de 2010

Passeios: Clifton, Bristol





Fotos tiradas ontem à tarde em Clifton, Bristol.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Pesquisa sobre o ensino doméstico

rothermel

Os resultados quantitativos mostraram que 64% das crianças educadas em casa com idade escolar para a pré-primária (n = 35 testadas duas vezes) obtiveram mais de 75% em seus PIPS Baseline Assessments (obtido por 5,1% das crianças a nível nacional). Os resultados das avaliações do Projecto de Alfabetização Nacional revelaram que 80,4% das crianças educadas em casa estavam ao nível dos 16% do topo (de uma curva bell de distribuição normal) (n = 49), e que 77,4% das crianças educadas em casa avaliadas com o PIPS Year 2 alcançaram esse nível (n = 19).

Resultados dos instrumentos psicossociais confirmaram que as crianças educadas em casa são competentes a nível social e não apresentam problemas de comportamento acima do normal.

No todo, a amostra demonstrou níveis elevados de sucesso e boas competências sociais. Comum a todas as famílias envolvidas era a sua abordagem flexível e Rothermel concluiu que as crianças beneficiam da atenção dos pais e da liberdade de desenvolver as suas capacidades ao seu próprio ritmo. Ela observou que estas famílias têm laços fortes e que os pais estavam empenhados em proporcionar um ambiente de carinho aos filhos.

A análise dos dados do questionário não revelou nenhum 'tipo' específico de home-educator: as famílias estudadas eram de diversos backgrounds sócio-econômicos.

Independentemente da motivação inicial (havia mais ou menos uma divisão igual entre as crianças que haviam sido retiradas da escola e as que nunca tinham frequentado a escola), a educação em casa tendia a transformar-se numa opção de estilo de vida, em vez de uma posição sobre o ensino público. Rothermel descobriu que as crianças de grupos sócio-econômicos mais baixos superavam suas contrapartes mais ricas, enquanto que as diferenças de desempenho entre meninos e meninas eram insignificantes. Mais aqui.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Reciclagem na cozinha

O que fazer com as sobras?

A Rute, do Publicar para Partilhar, desafiou-me a participar numa blogagem colectiva sobre reciclagem na cozinha partilhando uma receitinha usando sobras de comida.

E o momento não podia ter sido mais oportuno! Vocês sabem que eu adoro a ideia da freeconomy, ou economia da generosidade (sobre a qual já tinha falado aqui e aqui). Ontem, de regresso a casa, depois de uma sessão gratuita de hipnoterapia, oferecida por uma estudante que está a estagiar, passei pelo Harvest, onde estavam oferecendo, também gratuitamente, estes vegetais.

Aqui estão eles, cortadinhos... Não me perguntem o que são porque não sei. Pelo sabor, pareceu-me ser uma mistura de folhas de beterraba com uma espécie de aipo...

Cheguei a casa cheia de fome! De sobras tinha alguns feijões, uma salsicha fresca e umas 3 ou 4 chouricinhas bem pequeninas (os vegetarianos que nos desculpem, porque ainda comemos carne umas 2 vezes por semana). Coloquei uma colher de azeite numa panela e adicionei uma cebola picada e os ditos vegetais.

Depois de uns 5 ou 10 mns adicionei a salsicha e as chouricinhas cortadas às rodelas, molho de soja e de "piri piri". Deixei mais uns 10 mns e provei: uma delícia!

Acompanhei com um pedaço de pão que comprei a metade do preço por ser do dia anterior - é assim que as padarias "reciclam" o pão aqui por estas bandas (aquilo nos saquinhos é quinoa, milhete e tâmaras). E é assim que vamos reutilizando a comida, improvisando e experimentando!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Aprender a ler em casa



Este menino chama-se Alan, tem 5 anos, e é educado em casa. Neste vídeo ele demonstra sua habilidade na leitura. Como diz o pai a certa altura, se estivessem seguindo o modelo proposto pelo Estado, o filho estaria agora a entrar para o jardim de infância e ainda nem sequer saberia o alfabeto!

Podem ler o artigo completo aqui.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Homeschooling está na moda!

Mais uma entrevista sobre o ensino doméstico, desta vez na televisão espanhola, com a Sorina Oprean. Para ver, cliquem aqui - a entrevista começa aos 20 minutos.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Este blog é um doce!

Recebi este selinho da Maria João, do blog Rituais Maternos! Obrigada!


As regras são:
- Linkar quem indicou;
- Dizer nove coisas sobre mim:

1. Optei pela educação em casa há 4 anos, 9 meses e 6 dias.
2. Adoro aprender! O que quero, quando quero, como quero! Viva a liberdade de educação!
3. Adoro o meu filho! Ele é o meu melhor professor!
4. Numa vida passada toquei cravo no Palácio de Queluz e piano no Teatro de S. Luiz e no Teatro Nacional de São Carlos. Depois parti p'ra outra! ;-)
5. Adoro biodanza!
6. Detesto limpar o fogão!
7. Adoro a minha vida simples.
8. Gosto de partilhar informação sobre temas que me interessam.
9. Odeio "clutter" e ando sempre a "destralhar" a casa!

- Indicar o selo a 9 blogs:

Pés na relva
A Escola É Bela
A Horta Encantada
La opción de educar en casa
Au fils des jours
La Joie d'Apprendre!
Among the trees
Freedom in Education
Sometimes it's peaceful

domingo, 14 de novembro de 2010

Jovens ginastas educadas em casa


A vida das jovens ginastas na Academia de Ginástica North Stars. Em vez de frequentarem a escola, as meninas são educadas em casa para poderem treinar 6 horas por dia para as competições internacionais.

sábado, 13 de novembro de 2010

Homeschooling na prática


O menino chama-se Noah e é educado em casa.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Perseguição aos homeschoolers espanhóis

Os pais que decidem educar os filhos fora da escola são, e têm mesmo que ser, corajosos, porque embora muitos o façam sem quaisquer problemas, a verdade é que o Estado cai sempre em cima de alguns, como da Meninheira e da Paloma.

Mas a respeito de quê é que esse pessoal quer meter o bedelho nas nossas vidas? Talvez a resposta esteja neste vídeo...



Vale a pena ver: You Will Obey!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Passeios: Abergavenny

No Sábado passado fomos até Abergavenny.

Abergavenny, Y Fenni em galês, é uma cidade do País de Gales no condado de Monmouth, na confluência do Gavenny com o Usk.

Fomos visitar amigos e ouvi-los ensaiar para o próximo gig...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Homeschooling para proporcionar uma educação diferenciada

Gostariam de proporcionar uma educação diferenciada aos vossos filhos? Uma solução poderia ser o ensino doméstico!

Maria Calvo Charro, mãe de quatro filhos em idade escolar, é Professora Titular de Direito Administrativo da Universidade Carlos III, em Madrid, e uma das maiores defensoras da educação diferenciada na Espanha. Na actualidade é a Presidente Acadêmica da Associação Europeia de Centros de Educação Diferenciada na Espanha.

Aqui ficam umas passagens desta entrevista que descobri aqui.

P: Você disse numa ocasião que a educação diferenciada é "um sistema moderno e progressista de educação que proporciona uma educação personalizada aos alunos, retirando deles o seu melhor." Conhece casos de famílias que escolheram o "homeschooling" porque queriam uma educação diferenciada não-religiosa?

R: Alguns pais optaram por esta iniciativa, outros "criaram" as suas próprias escolas diferenciadas. São pais que se podem dar ao luxo de adotar estes modelos porque o seu estatuto profissional (no caso do homeschooling) ou econômico (no caso da criação de uma escola) são excepcionalmente bons.

O direito de escolher o tipo de educação significa que, antes do Estado, sociedade ou outras entidades, são os pais que têm o direito, e também a obrigação, de escolher tudo que diz respeito à educação dos filhos.

A educação não é um monopólio do Estado. Pelo contrário, é um direito fundamental e, portanto, não se pode impor determinados modelos, seja a educação privada, a pública, a mista ou a diferenciada, mas deve-se oferecer todos eles igualmente.

P: O governo central diz que a educação diferenciada é anti-social e discriminatória.

R: Quem diz que a educação diferenciada é anti-social e discriminatória não sabe o que diz. Também os membros do actual governo falam maravilhas do ensino público e no entanto colocam os seus filhos em escolas particulares. É triste que, por causa do dogmatismo e preconceitos absurdos e obstinados, existam tantos alunos que não podem beneficiar de um modelo que poderia resolver o problema do fracasso escolar.

Afinal, quem não teria "fobia escolar"?

Uma psicóloga diz que é perfeitamente compreensível odiar a escola.

Deixo-vos o primeiro e o último paragráfos deste artigo escrito por Sarah Fitz-Claridge, que encontrei no site school survival.

"Fobia escolar" é um rótulo horrível para a resposta perfeitamente compreensível de algumas crianças ao facto de que são forçadas a frequentar a escola contra a sua vontade. Elas não têm fobias: tal como os objectores de consciência, que não são covardes, elas estão recusando - e, na maioria dos casos, de uma forma muito nobre. Ao longo dos anos, tenho conversado com muitos pais preocupados porque os filhos se recusam a ir para a escola. As atrocidades a que essas crianças foram submetidas em nome da "educação" mete-me nojo. E depois são rotuladas com um diagnóstico pseudo-médico com deliberadas conotações de 'doença mental' - com todo o estigma e a ameaça implícita (e não tão implícita) que acompanha o rótulo. A sua dissidência perfeitamente razoável, e a sua resistência desesperadamente corajosa a serem feridas e magoadas tem sido cinicamente redefinida como "dependência excessiva", "instabilidade psicológica" e "imaturidade."

[...]

Então eu, como adulta e psicóloga, quero dizer a todas as crianças que odeiam a escola: vocês não estão sozinhas. A maioria das pessoas também odeia a escola mas geralmente acham que não têm o direito de dizer uma coisas dessas, e muitas nem sequer têm arcaboiço para pensar nisso e por isso nem sequer sabem o que sentem sobre isso. Vocês não estão loucas - vocês não têm problemas psicológicos (embora possam vir a ter se ficarem na escola contra a vossa vontade!). E vocês não são más por quererem viver a vossa vida da maneira que acham melhor, e por fazerem o que acham correto - isso é o que toda a gente devia estar fazendo. Vocês não são o problema: a compulsão é o problema. Ser-se forçado a frequentar a escola é o problema.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

"Faça você mesmo" na educação

Faça você mesmo refere-se à prática de fabricar ou reparar algo por conta própria em vez de comprar ou pagar por um trabalho profissional. Associado ao anticonsumismo, o faça você mesmo, concebido como princípio ou ética, questiona o suposto monopólio das técnicas por especialistas. ~ Origem: Wikipédia

Mark Frauenfelder, editor-chefe da revista MAKE, fundador do blog colaborativo Boing Boing, e autor do livro Feito à Mão: Buscando Significado num Mundo Descartável. Sentou-se com Ted Balaker da Reason.tv para falar sobre guitarras feitas de caixas de charutos, o valor do erro como parte integral do processo criativo, e o que o movimento Do-It-Yourself nos pode ensinar sobre a educação.



Aqui fica a tradução livre de um trecho:

P: Você mencionou a prática do faça você mesmo no campo da educação: a desescolarização, ou unschooling. Pode descrever o que é o unschooling ?

R: O unschooling é deixar as crianças ficarem entediadas em casa e entediadas com os amigos e criarem as suas próprias maneiras de aprender. Você pode sugerir projetos - se o seu filho manifesta interesse em fazer uma pipa, você pode ajudá-lo a fazer uma. E ao fazerem a pipa vocês aprendem geometria e ângulos, aprende sobre o tempo, sobre materiais, sobre física. Este tipo de aprendizagem é baseada em projectos. É a melhor maneira de aprender.

P: Você acha que estamos demasiado obcecados com certificação - você tem que obter a licenciatura certa - e depois esquecemo-nos da experiência das coisas?

R: Olhe para pessoas como Bill Gates, Steve Jobs, Larry Ellison. Todos eles abandonaram a escola. Algumas das pessoas mais inteligentes que eu conheço em jornalismo e em DIY, pessoas bem sucedidas, nunca frequentaram a faculdade. Algumas até abandonaram a escola porque queriam ter experiências e tentar fazer as coisas eles mesmos. Eu não acho que isso seja algo para todos. Algumas pessoas provavelmente deveriam permanecer na escola. Mas aprende-se muito mais desta forma do que ficando na escola a estudar o que os outros estão fazendo.

Origem: Reason

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Homeschooling na "Mulher Portuguesa"

No Reino Unido e nos Estados Unidos, os pais recorreram a esta figura quando o sistema de educação nacional entrou em quase colapso.

Em Portugal, há alguns pais que, corajosamente, também estão a optar por esta via, perante o estado calamitoso das nossas escolas. Conscientes da degradação a que chegou o sistema de ensino no nosso país, onde impera uma falta de autoridade que tudo permite, os pais encaram o "bullying" como o perigo maior para os seus filhos.

Ler o resto aqui.

domingo, 7 de novembro de 2010

Nórdicos diferem quanto ao homeschooling

No norte da Europa, dois países diferem na sua resposta ao homeschooling. A Finlândia alegra-se quando os pais decidem educar os filhos em casa, enquanto que a Suécia continua o percurso cada vez mais perigoso do ostracismo e perseguição das famílias que procuram exercer o direito de educar os filhos fora da escola. Problemas recentes enfrentados pelos homeschoolers suecos - como a negação dos direitos de "devido processo", multas, processos judiciais e fuga do país -, demonstram a atitude e o comportamento da Suécia.

Numa recente reunião com homeschoolers finlandeses, Timo Lankinen, Director-Geral do Finnish National Board of Education, afirmou que a Constituição finlandesa "apoia plenamente" o homeschooling. Lankinen salientou que este ponto crucial deve nortear toda a discussão sobre o ensino domiciliar na Finlândia. Ele acrescentou que o homeschooling merece mais atenção do que tem recebido até agora por parte da actual administração finlandesa.

O relacionamento positivo entre as autoridades finlandesas e os homeschoolers demonstra que o antagonismo demonstrado pelos funcionários da Suécia aos homeschoolers é totalmente desnecessário. HSLDA apela à Suécia que observe a relação positiva entre o ensino doméstico e o Estado na Finlândia, sua vizinha, e que deixe de maltratar as famílias que tomam responsibilidade pela educação dos seus filhos.

Ler o artigo aqui.

sábado, 6 de novembro de 2010

Homeschooling no Quênia

O ensino doméstico está a ganhar popularidade no Quênia, e a deixar de ser considerado algo esotérico. Costumava ser praticado apenas pelos missionários e estrangeiros residentes no país mas nos últimos 10 anos cada vez mais quenianos estão se voltando para esta alternativa. Ver aqui.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Adoro L'Arpeggiata!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Novo blog sobre a fitoterapia chinesa

Tenho andado a digitalizar os desenhos mnemônicos que o Alan fez quando andava a aprender a enorme quantidade de ervas chinesas e suas propriedades curativas, tarefa que não é tão fácil como possa parecer!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Família de artistas opta pelo unschooling

Os Greco são uma família de artistas em San Diego. Rob, o pai, é professor de ensino médio e Lizette, a mãe, é uma artista que trabalha e ensina os filhos em casa - Sophia, de 11 anos, e Enzo, de 10 anos. Optaram pelo unschooling a fim de incentivar a imaginação e seguir os interesses criativos dos filhos.

Abaixo deixo uma apresentação das crianças nos trajes que criaram para o Halloween no ano passado. As crianças desenharam os próprios trajes a partir das suas fantasias e a família fa-los juntos, usando tecidos e materiais reciclados.

O início do slideshow apresenta um pequeno vídeo de um projecto de arte feita pelos Grecos para o Novo Museu das Crianças (actualmente em exibição). Após o vídeo, vemos os figurinos que fizeram.



Podem ler outro artigo sobre os Greco aqui.
Eis um trecho:

"Um dos aspectos originais do estilo de vida dos Greco é a forma como o casal educa os filhos. Eles não vão à escola. São educados em casa, mas não praticam o homeschooling, pelo menos da forma como o termo é geralmente entendido.

Segundo Rob, professor de ensino médio, o termo que melhor descreve a sua filosofia é "unschooling". Este modelo existe desde os anos 1970s: não usam currículos nem sistemas de avaliação. Em vez disso, seguem os interesses da criança e a sua curiosidade natural."

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Livro: Parentalidade Natural, por Jan Hunt

Abrir p.111 para ler sobre o ensino doméstico (homeschooling, unschooling,etc)

Natural Parenting