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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Memórias: o ano que passou - 2010

Janeiro de 2010

Foi um mês muito, muito frio, com muita neve... O retiro à distância continuou e recomecei a orientar sessões de meditação depois da pausa do Natal. Fiz o Reiki I - ao qual se seguiram 28 dias de intensa purificação. Khöndung Gyana Vajra Rinpoche, o filho mais novo de S. S. Sakya Trizin, visitou Bristol e deu iniciações do Buda da Medicina e de Padmasambhava.

Gostei da sessão de sound healing no Chiron Centre, de caminhar ao ar livre, de fotografar as manhãs, da nossa vida simples, e de voltar a receber legumes, vegetais e frutos biológicos à porta.


Fevereiro de 2010


Celebrámos 4 anos de ensino doméstico... e computadores! Continuámos a frequentar o colégio e a apreciar os vegetais biológicos. A workshop de biodança, cujo tema foi "home", coincidiu com o Losar, e foi muito, muito poderosa. Que mais? Ah! a palestra sobre Metratonic Healing.

Neste blog publiquei Homeschoolers: informívoros por natureza, e ainda tivemos tempo de ir dar um passeio ao Greville Smyth Park e visitar amigos no País de gales. O mês acabou no Dia dos Milagres, dia em que, inesperadamente, o meu marido foi parar ao hospital.

Março de 2010

Faleceu 3 dias depois, no dia 3 do terceiro mês de 2010 (2+0+1+0=3), durante uma operação à aorta. Foi um mês de intensa aprendizagem sobre a dança da vida e da morte, em que dei comigo a lidar com agências funerárias e a organisar um funeral, coisa que nunca tinha feito na vida mas que muito me ajudou a começar a processar a realidade da perda.

Depois do funeral começou o longo e violento processo de tratar da papelada: registar o óbito, informar as finanças, os bancos, fazer o levantamento do património do falecido, incluindo dívidas, a habilitação de herdeiros, etc, etc. Nunca tinha tratado destas coisas e não fazia a mínima ideia da quantidade de assuntos a tratar nem dos valores a que podem chegar estas despesas. Na vida a gente aprende assim: primeiro vêm os testes, depois a aprendizagem. Só na escola é que o processo parece ser o oposto...

Abril de 2010
Depois do funeral começaram os usuais problemas relacionados com as heranças. A burocracia, essa, parecia não ter fim. Mas a vida continuou a trazer momentos de alegria e "sucesso": o filhote recebeu um canudo e a arte da filha do meu marido esteve em exibição em Londres.

Maio de 2010


Tive o azar de herdar o nome da escola de T'ai Chi... Os problemas que isso me deu! No meio de tantos problemas, a música tornou-se o meu refúgio, permitindo-me expressar os meus sentimentos livremente, à minha maneira.

Vivendo o fim de mais um capítulo da minha vida, e observando o poder terapêutico da música no processo de luto, dei comigo a reflectir sobre o meu percurso e a relembrar o período em que me dediquei à música na comunidade, usando a música para promover o bem estar pessoal e comunitário.

E, como se não tivesse mais que fazer, recomecei a dar aulas de meditação e resolvi estudar o Lamrim Chenmo. Fui a outro workshop de biodança, passei uma tarde em Spike Island, fui a uma sessão de CNV, passei um dia na Emmaus House, um sábado em Corsham, uma hora no tribunal e recebi flores e mensagens do céu...


Junho de 2010

Os problemas continuam, assim como os assuntos a tratar, que parecem não ter fim! Mas que seria de esperar nesta roda da vida e da morte, nesta dança de encontros e desencontros, de ganhos e perdas, esperanças e desilusões, alegrias e tristezas? Penso que o Universo conspirou para ensinar-me a lidar com estas coisas, dando-me inúmeras oportunidades para aprender a ver a beleza dos períodos difíceis que fazem, afinal, parte integral da vida!

Memórias: o sábado passado no Lam Rim Centre, "taking the essence" com Jon Marshall, o encontro do grupo Jamyang aqui em casa, a visita a um amigo, e as horas tocando música e ajeitando o quintal, que ainda produziu uns moranguitos!


Julho de 2010


Foi um mês bem cheio, com muitos amigos e actividades terapêuticas, como a jardinagem e a música, sozinha e com amigas como a Kathie, a Caroline e o Patrick, que orienta sessões de sound healing usando o poder da voz e das taças de cristal.

Recomecei a usar as minhas capacidades na área do acompanhamento psicológico e da arte de canalizar energia vital pela imposição das mãos, oferecendo sessões de counselling e reiki na rede da freeconomy. Que mais? Uma amiga introduziu-me às técnicas de libertação emocional (EFT), baseadas na ideia de que todas as emoções negativas são causadas por bloqueios no sistema energético do corpo.

Visitas e passeios incluiram Stroud, Cotswold Common, Coombe Dingle, St Nicholas Market, a horta de um amigo e o Jardim Botânico, com as suas ervas medicinais chinesas, cactos e flores lindíssimas! Os problemas, esses, claro, continuaram...

Agosto de 2010

Organisei um Retiro Urbano: todas as 4as feiras deste mês foram passadas em meditação, com alguns momentos musicais durante as pausas. Recomecei a traduzir e revisar textos e continuei a oferecer sessões de reiki e acompanhamento psicológico - para além de continuar a partilhar informação sobre o ensino doméstico e o unschooling, claro! O Alan Dubner pagou os custos do ning, possibilitando a continuação da rede social do ensino doméstico (Portugal e Brasil). A rede, criada há 1 ano, tem agora 290 membros. Entretanto, continuei a moderar o grupo de email que criei há quase 5 anos para pais-educadores de uma cidade aqui perto. Neste momento, um grupo de pais está investigando a ideia de começar uma Free School dedicada à aprendizagem autónoma.

Em casa, andei a reorganizar os livros, a pintar estantes e a tratar do jardim da frente com ajuda de uma amiga. Comecei a tratar do telhado, que andava a chover dentro de casa!

Passeios: Ashton Court, Easton e Combe Dingle

Setembro de 2010

Divisões e rupturas na escola de Tai Chi :-(
mas um pequeno grupo continua praticando a via natural

Memórias: reiki, tradução e revisão de textos, counselling, um dia de retiro, leituras de tarot, astrologia e xamânica. Lembro-me das macieiras de Claverham, da partilha da abóbora, busking, da ida ao dentista e, claro, do dia internacional da liberdade de educação! Aprofundei a aprendizagem sobre o focusing, os arquétipos e a comunicação não violenta. E nasceu mais um blog, cheio de memórias musicais...

Em casa, arranjei as janelas, ajeitei o jardim, livrei-me de montes de tralha acumulada na garagem e no jardim da frente, e pintei os rodapés do loft. Pensei em sair daqui, ainda cheguei a ver 2 casas mas depois resolvi esperar.

Outubro de 2010

Continuei a "destralhar" a casa, levando coisas para as lojas caridade e oferecendo-as no freecycle. Com a ajuda de amigos, pintei a entrada, as escadas e o landing. Depois, alcatifei essa área e o loft. E deu-me para comprar espelhos!

Memórias: meditação, outro encontro do grupo Jamyang aqui em casa, e o dia com Gavin Kilty, tradutor e professor de budismo e da língua tibetana, investigando um tema bem interessante: how do we know we know? Lembro-me também das sessões de focalização com o Chris, EFT com a Jan, biodança (linha da afectividade), e de almoçar no mercado de St. Nicholas com a Sheila. Que mais? Outra visita ao dentista, prática da recapitulação xamânica, e... os nossos aniversários, claro!

Resolvi começar a pensar na minha morte - escrevi a cerimônia para o meu funeral e listas e listas de pessoas, organizações e empresas a contactar caso eu morra subitamente. A importância destas coisas não se aprende na escola, pois não? Nem como se lidar com a morte a nível prático, nem emocionalmente!

Novembro de 2010

Este foi o mês da celebração do diálogo inter-religioso com muçulmanos, budistas, judeus, hindus, sikhs, sufistas, rastafáris, pagãos, quakers e ateus. Foi também o mês que viu o nascimento de mais um blog, desta vez dedicado à criatividade e sentido de humor do meu falecido marido - e aos que se interessam pela fitoterapia chinesa.

A preparação para a minha morte continuou: resolvi deixar tudo organizado, para facilitar a vida aos que cá ficam, pois não quero que ninguém tenha de passar pelo que eu passei este ano! Por isso eu mesma escrevi (e para isso tive primeiro de aprender a fazê-lo) o meu testamento - porque o princípio do faça você mesmo estende-se a todas as áreas da vida!

A minha mãe chateou-se com a minha "obsessão" com a morte. Mas a verdade é que a morte faz parte da vida! Este mês, uma amiga, mais nova que eu, descobriu que tinha cancro, passado 3 semanas fez uma histerectomia, e depois descobriu que ainda tinha células cancerosas. Andarmos em negação, imaginando que estas coisas só acontecem aos outros, ou que só irão acontecer daqui a muito, muito tempo, é que é loucura!

Depois, resolvi focalizar na vida e dar mais atenção à saúde e ao bem-estar: fiz um health check, massagem, biodança, focalização, meditação e Dharma Dance. O decluttering continuou; "deixar ir" faz-me bem à alma ...

Passeios: Abergavenny; Pucklechurch; Clifton
Campanhas: Dia sem compras; reciclagem na cozinha

Dezembro de 2010

Os meus pais vieram até cá passar o mês. Apesar do frio, ainda fomos até Easton, Portishead, Bedminster, Southville, Blaise Castle e Ashton Court. E houve outro encontro inter-religioso, em que, sem ter planeado, fui acompanhada musicalmente por um representante da tradição sikh. Fui também a um encontro de pessoas que praticam a comunicação não violenta, e tive a oportunidade de reconectar com Shantigarba e de conhecer o Ray e a Dorota, que facilitou uma sessão sobre a forma como a CNV pode contribuir para a vida das pessoas altamente sensíveis e empáticas. Continuei a praticar a economia livre, mas desta vez dando a alguém a oportunidade de oferecer sessões de hipnoterapia. Conseguimos um Natal sem Compras mas com muitas prendas. Comprar, só mesmo o bolo Dundee ;-)

Outras memórias: os encontros de Natal com o grupo Jamyang no Maitreya, e com a equipe de facilitadores de sessões de meditação no Ganesha. Descobri a música cigana :-) e um amigo foi parar ao hospital por causa da diabetes :(

E assim se passou mais um ano. Espero que o vosso ano tenha sido tão cheio de aprendizagem e de experiências enriquecedoras como o meu!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Aumento de 131% no número de homeschoolers



EUA: estudos mostram que nos últimos 10 anos houve um aumento de 131% no número de homeschoolers na Carolina do Sul.

Fonte

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

2010 em 18 postagens e 30 palavras

Agora que o ano está prestes a acabar, e antes das intenções para o ano que vem, vem o período da retrospecção...

18 postagens

Legumes, vegetais e frutos biológicos à porta
4 anos de ensino doméstico... e computadores!
Homeschoolers: informívoros por natureza?
A dança da vida e da morte
Pedaços de papel...
O prazer de uma vida simples
Como passam os dias...
A energia vital do Universo
Música, flores e focalização
Redespertar da consciência musical
Fotos desta semana
A essência da focalização
Comunicação Não-Violenta
Tai Chi: A Via Natural
Como é que a gente se diverte em casa
Comemoração do diálogo inter-religioso
Reciclagem na cozinha
Momentos musicais e encontros multiculturais


30 palavras

ensino doméstico, blogging, fotografia, meditação, retiros, budismo, reiki, cura pelo som, biodanza, morte, funeral, tai chi, música, traduções, CNV, aconselhamento, focalização, EFT, decluttering, xamanismo, DIY , diálogo inter-religioso, hipnoterapia, simplicidade voluntária.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Citações: Gandhi, sobre a educação


















É uma grossa superstição supor que o conhecimento só pode ser obtido em escolas e faculdades. O mundo produziu estudantes brilhantes antes das escolas e faculdades terem surgido. Não há nada tão enobrecedor ou duradouro como o auto-estudo. Escolas e faculdades fazem da maioria de nós meros receptáculos das superfluidades do conhecimento. O trigo é jogado fora e apenas a casca é assimilada. Não quero depreciar escolas e faculdades em si. Elas têm o seu uso. Mas estamos exagerando muito aquilo que são. Elas são apenas um dos muitos meios de adquirir conhecimento.

A verdadeira dificuldade é que as pessoas não fazem ideia do que a educação realmente é. Nós avaliamos o valor da educação do mesmo modo que avaliamos o valor dos terrenos ou das acções na bolsa de valores. Queremos fornecer apenas o tipo de educação capaz de capacitar o aluno a ganhar mais.

***

A verdadeira educação consiste em extrair o melhor de si mesmo. Que melhor livro pode haver do que o livro da humanidade?

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Holanda: Inquérito à Educação em Casa

Na Holanda, o ensino doméstico não é tecnicamente reconhecido pela lei. A lei da Educação Obrigatória, artigo 2, n º 1, afirma que a frequência escolar é obrigatória. Pode-se, no entanto, obter uma isenção religiosa (mais na pg 5 deste apêndice).

***

No dia 13 de Dezembro 2010, o ministro da educação deu sua resposta à pesquisa suplementar de Blok, Triesscheijn e Karsts sobre a Educação Domiciliar.

(...) o texto do novo ministro não revela (...) a pretensa superioridade moral dos governantes que se dedicam ao melhoramento do simples cidadão. Agora, o comunicado diz apenas que:

«Das 2 pesquisas, parece que todos os pais praticam o ensino doméstico apesar do facto de não ser legal [ou de não serem legalmente obrigados a fazê-lo]. Em geral, praticam o ensino doméstico de uma forma consciente. A educação em casa parece não diminuir as oportunidades dos estudantes continuarem seus estudos a nível superior nem de entrarem para o mercado de trabalho. Não há indícios de abuso com relação às crianças em causa».

Depois, este ponto prático é adicionado:

"Possíveis medidas legais relativas à supervisão da qualidade da educação em casa poderiam facilmente levar a custos desproporcionais na implementação e nos encargos administrativos. Isso seria contra a política do gabinete de se pronunciar sobre os princípios mais importantes e de reduzir os custos administrativos."

Algo a ser celebrado, não só pelos pais-educadores mas por todos os libertários entre nós.

Fonte

Links
Home Education in The Netherlands
Homeschooling na Holanda
Apêndice (ver pg 5)

domingo, 26 de dezembro de 2010

Austrália: perseguido por educar em casa

Na Austrália, um pai-professor é perseguido pelo Estado.

Segue-se a tradução da sua carta aberta ao Ministro de Educação.

Caro Sr. Wilson,

Como pode ver, estou completamente convencido da existência de problemas muito sérios nas escolas públicas. Estudos realizados em Queensland também mostram que essa é a razão principal que leva as famílias a praticar o homeschooling. Estimativas recentes colocam o número de homeschoolers em Queensland acima dos 11 000.

Eu já lhe escrevi sobre este assunto várias vezes, e também pedi uma reunião consigo. Tentei colocá-lo em contato com pais cujos filhos foram brutalmente maltratados nas escolas que frequentavam. Tudo isto em vão. As últimas cartas que enviei não foram respondidas e sua recepção não foi acusada.

A única resposta do seu departamento foi levar-me a tribunal por não enviar a nossa filha mais nova para a escola. De acordo com o polícia que veio a minha casa, ele tinha recebido ordens do Departamento de Educação de Queensland para nos acusar de não mandar a nossa filha, que tem 14 anos de idade, para a escola. Gostaria de sugerir ao Sr. Wilson que não é assim que se resolvem os problemas educacionais das escolas públicas.

Como sabe da minha correspondência consigo, eu sou um professor registrado em Queensland com 23 anos de experiência no ensino. Como sempre, estou disposto a colaborar consigo ou com os agentes do seu departamento num debate significativo sobre o homeschooling e a educação em Queensland em geral.

Gostaria que o Sr. e o seu departamento deixasse de nos perseguir, a mim e à minha família. Como disse, esta não é a maneira de resolver os problemas da educação em Queensland.

É escandaloso que eu, um professor totalmente qualificado e registrado em Queensland (Reg. n º. 127554), tenha sido levado ao tribunal por educar a minha filha fora da escola. O caso foi ouvido no Tribunal de Magistrados de Caboolture no dia 17 de Dezembro de 2010 às 09:00 hrs.

Não só sou um professor qualificado, como tive 23 anos de experiência no ensino, tanto no estrangeiro como na Austrália. Na Austrália ensinei em escolas estaduais e escolas privadas, e ensinei com TAFE durante 13 anos.

Por que é que estou sendo processado por educar a minha filha em casa, como se fosse um criminoso? Eu e a minha esposa educámos os nossos 9 filhos em casa e, até agora (depois de 23 anos de educação em casa), a polícia e o Departamente de Educação de Queensland não demonstraram interesse nenhum no facto de praticarmos o ensino domiciliar.

A nossa filha vai ultrapassar a idade da escolaridade obrigatória daqui a 4 meses. Por quê esta súbita insistência de a mandar para a escola? O Departamento de Educação de Queensland diz que mandá-la para a escola é no melhor interesse dela. Eu contesto isto veementemente.

Como professor, sei o valor de uma boa educação. Depois de educar os nossos filhos em casa durante cerca de 15 anos, enviámos todos eles para a TAFE para continuarem sua educação. Todos se destacaram. De facto, um deles ainda mantém o recorde como o digitador mais rápido, 91 palavras por minuto, com 98,6% de precisão.

Dois frequentaram a universidade, um está prestes a completar uma licenciatura. Dois dos nossos filhos têm e gerem suas próprias empresas com muito sucesso. Duas das nossas filhas são enfermeiras muito apreciadas por seus supervisores.

Porquê esta "caça às bruxas" contra mim e minha família? O Departamento de Educação de Queensland devia-nos perguntar "Como conseguiram isso?" De facto, os nossos amigos, vizinhos e outras pessoas perguntam: "Qual é o vosso segredo?" A nossa resposta é uma simples palavra: homeschooling. O homeschooling deu-nos a oportunidade de passar tempo em família, tempo de qualidade. Por causa do homeschooling somos uma família unida e feliz.

Por outro lado, a evidência é esmagadora; as escolas do governo de Queensland são um fracasso absoluto. Como ex-professor da TAFE, lembro-me de nós, professores, ficarmos horrorizados com as entradas anuais dos alunos do 10 ano. Cerca de 10 a 15% eram praticamente analfabetos, mas muitos tinham notas acima da média em inglês. Eu sei que isto é verdade; ensinei inglês comercial (comunicação). A aritmética deles estava ao nível da 3a classe. Sei que isto é verdade, pois pediram-me para ensinar matemática de reparação e vi por mim mesmo.

Isto fez-nos pensar: o que será que fizeram durante seus 10 anos de escolaridade? No entanto, nós víamos que eram rapazes espertos e com vontade de aprender uma profissão. Claramente, o
sistema de educação de Queensland os falhou.

Por causa da sua falta de capacidades acadêmicas básicas (leitura, escrita e aritmética), alguns deles não têm a possibilidade de arranjar emprego. Creio que uma das principais razões para as altas taxas de desemprego na nossa juventude é esta, a incompetência na leitura, escrita e aritmética. Obviamente, eu e a minha esposa não queremos que isso aconteça com a nossa filha, especialmente depois dos irmãos terem tido tanto sucesso com o ensino doméstico.

Nas escolas estaduais de Queensland não existem padrões. Lembro-me de me dizerem que "todos os alunos devem passar". É de admirar que as escolas de Queensland obtiveram as notas mais fracas nos recentes testes nacionais? Mas existem outros problemas com as escolas de Queensland. Numa das escolas em que ensinei descobriram que um funcionário estava vendendo drogas aos alunos. Todos nós, professores, ficámos repugnados quando o director se recusou a chamar a polícia e o funcionário continuou a vender drogas aos estudantes.

Noutro caso, também numa escola em que estava ensinando, um estudante ameaçou um professor com uma faca e depois ameaçou diretamente o director. O director recusou-se a fazer qualquer coisa. Foi só quando os professores pressionaram o director que, finalmente, o Departamento de Educação de Queensland o transferiu para outra escola. Nós informámos essa escola sobre o aluno. Eles, obviamente, ficaram tão repugnados como nós, mas os burocratas do Departamento de Educação de Queensland asseguraram: "Ele não é nenhum perigo para ninguém!" (Bem, para eles não era concerteza um perigo!).

(...)

No entanto, nos últimos anos, o bullying (assédio moral) é que se tornou a maior preocupação pra os pais e os filhos. Como presidente da Associação de Homeschooling de Queensland recebo telefonemas de pais (quase sempre das mães) falando sobre os filhos voltando repetidamente para casa com sangue no nariz, camisas rasgadas, olhos negros, pontapés nas virilhas, cabeças esmagadas contra a parede, etc, etc. Estas mães sentem-se desesperadas e não sabem o que fazer.

Relatam as agressões às autoridades da escola, às vezes repetidamente, ano após ano, apenas para ouvirem que "o bullying não existe nas nossas escolas, porque temos programas anti-bullying". Ou "o seu filho tem de aprender a viver no mundo real ". Ou "ele atrai intimidação por causa do comportamento". Ou "o bullying faz parte do processo de socialização". Ou "ele está mentindo". Aparentemente, o nariz sangrando não é prova suficiente. E assim por diante. No seu desespero, telefonam-me. Agora temos grupos de homeschoolers que se reunem semanalmente - todos eles me conhecem e é por isso que o meu nome é conhecido por milhares de homeschoolers.

Eu aconselho-os a enviarem os filhos para uma escola privada, mas, infelizmente, como geralmente não existem escolas particulares na sua área, a única alternativa é o ensino domiciliar.

E assim ajudo-os a entrarem em contacto com outros homeschoolers na sua área. Também lhes digo onde podem comprar bons livros didáticos. (Tenho confirmado ao longo dos anos que os livros didáticos utilizados nas escolas estaduais são de péssima qualidade e no entanto existem livros excelentes facilmente disponíveis.) Envio-lhes também outras informações para ajudá-los com o homeschooling.

Além disso, eu e a minha esposa convidamos-lhes sempre para virem a nossa casa falar sobre o homeschooling e receber apoio na sua nova empreitada. Tenho orgulho de dizer que desta forma fui capaz de ajudar milhares de homeschoolers em Queensland ao longo dos últimos 24 anos.

Como nestes casos os pais geralmente recebem cartas do Departamento de Educação com ameaças de multas e tribunal a menos que os filhos voltem para a escola, eu também lidei com muitos destes casos, falando com as respectivas autoridades.

O meu apelo é: "vocês gostavam de ir para o trabalho sabendo que a qualquer momento podiam receber um murro no nariz, pontapés nas virilhas, etc?" Eles respondem, 'esse problema não é nosso, os pais têm que obedecer à lei e mandar os filhos para a escola '. Não estão dispostos a entrar num diálogo significativo. Depois de muitas reuniões, cheguei à conclusão que as escolas públicas de Queensland são geridas por burocratas frios e insensíveis. Agora, um desses burocratas mandou a polícia a iniciar um processo de acusação contra mim, por ter decidido educar a minha filha mais nova em casa. E assim repito que o problema com a educação em Queensland não são os professores, não é o dinheiro, mas é a burocracia.

(...) muitos pais em Queensland voltam-se para o homeschooling mais por desespero do que por vontade. Que pais aguentariam ver seus filhos e filhas espancados várias vezes?

O tipo de agressões brutais que ocorrem nos pátios das escolas resultariam em prisão se fossem cometidos por adultos. Nosso sistema de justiça tem sentenças de 6-7 anos para "assaltos que causam danos físicos". A mesma justiça não existe para os cidadãos mais novos e vulneráveis. Nós abandonamos crianças de 5 e 6 anos de idade a bullies brutais com o dobro do seu tamanho e idade e chamamos a isso "socialização".

Ao longo dos anos, tenho escrito várias cartas a vários ministros de educação em Queensland. Tentei colocá-los em contato com mães cujos filhos tinham sido vítimas de violência escolar. Tentei organizar reuniões com eles. Eles, pura e simplesmente, não estavam interessados. Tal como os seus burocratas, insistiram que o bullying não era um problema porque programas anti-bullying haviam sido implementadas. Falei com os burocratas do Departamento de Educação e tentei explicar por que acreditamos que o homeschooling é a melhor opção para a nossa filha, mas desligaram o telefone na nossa cara. E agora as minhas cartas ao Ministro da Educação não tiveram resposta.

Estou disposto, como pai de 9 filhos educados em casa com sucesso, a conversar com o Departamento de Educação sobre maneiras de melhorar as nossas escolas e desenvolver um relacionamento construtivo entre as escolas e os pais que educam os filhos fora do sistema. Mas parece que o Departamento de Educação está interessado apenas no controle e na sua auto-preservação; uma educação eficaz e de qualidade parece ser a menor das suas prioridades.

E os críticos do seu império burocrático, esses, eles tentam silenciar com visitas da polícia, multas e tribunais. Não é com este tipo de abordagem que se resolvem os problemas na educação.

Educação em casa é adequada e eficiente.
Escolarização em massa é inadequada e ineficaz.

Update: Depois de ter aparecido no tribunal no dia 17 de Dezembro o meu processo judicial foi adiado para 21 de Janeiro de 2011. Tive de contratar advogados: parece que levar os críticos à falência é um dos métodos usados pelo departamento de educação para silenciar seus críticos. Acho isso deplorável.

Links
Home schooling a refuge from bullying
Dad tests schooling law
Australia: Home-school registering too tough

sábado, 25 de dezembro de 2010

Feliz Natal a todos!



Falei sobre o nosso Natal Sem Compras aqui, mas isso não significa um Natal sem prendas! Que prenda melhor que dar o nosso amor?

Dar o nosso tempo, a nossa atenção, a nossa companhia? Dar afeto, apreciação, cooperação, consideração? Oferecer empatia, intimidade, respeito, apoio e calor humano? Ou partilhar a nossa presença com alegria, humor e harmonia? Ou dar inspiração, liberdade, espaço, esperança e compreensão? Que tal darmos e partilharmos coisas que o dinheiro não pode comprar?

So, let us give love :-)

[download gratuito da música aqui; letra nos comentários]

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Entrevista com uma unschooler adolescente

Unschooler Cheyenne La Vallee: "Todo mundo tem a capacidade inata de ser entusiasmado e motivado."

Bem-vindo a esta entrevista com uma jovem unschooler! Se quiserem ler outras entrevistas com outros jovens que optaram pelo unschooling, cliquem aqui. E agora, apresento-vos Cheyenne La Vallee:


Eu sou uma jovem Skwxwú7mesh-Kwakwaka’wakw de British Columbia. Fui criada na comunidade Skwxwú7mesh (Squamish) de Xwmelch’stn (Capilano), em North Vancouver, mas os meus antepassados também vem da nação Kwakwaka’wakw na parte norte da Ilha de Vancouver. Durante o ano que passou tenho trabalhado com o meu irmão, irmã e outros membros da comunidade para reavivar a nossa cultura, língua e tradições. Especificamente, o trabalho que tenho estado a fazer envolve agricultura urbana, hortas comunitárias e conhecimentos tradicionais de plantas.

Quando te tornaste unschooler?
Tornei-me unschooler aos 13 anos de idade, quando deixei a escola depois de ter lido o Manual de Libertação dos Adolescentes de Grace Llewelyn. Mas, honestamente, todos nascem com as habilidades dos unschoolers, só que essas capacidades são arrasadas depois de alguns anos de escolaridade e consumo dos mass mídia. Todo mundo tem, em si, a capacidade de ser entusiasmado e motivado.

Há quanto tempo não frequentas a escola / praticas o unschooling?
Eu pratico o unschooling há 4 anos.

Quantos anos tens agora?
Tenho 17 anos de idade.

Se decidiste deixar a escola, podes falar um pouco sobre o que te levou a essa decisão, e como correu o próprio processo de saída (como reagiram os teus pais, amigos, professores, etc? Que desafios enfrentaste, e como os superaste?).

Na altura em que deixei a escola, a minha mãe foi eleita oficialmente na nossa comunidade e eu estava começando a prestar atenção às conversas ao meu redor, e ao que se estava a passar no mundo. Eu comecei a tomar consciência que as ideias e noções comuns que me haviam transmitido ao longo da minha vida não correspondiam à verdade, por isso quando numa tarde o meu irmão me emprestou o livro, foi como se me tivesse dado mais uma peça do puzzle. E também foi a ideia mais sã que já tive!

Nem todos concordaram, especialmente a minha mãe. Ela fez-me um ultimato, voltar para a escola ou arranjar um emprego, mas depois deixou passar. Eu enfrentei muita resistência dos membros mais velhos da família e dos pais dos meus amigos. Afectou os meus relacionamentos, o que é compreensível, pois era muito fora do comum. Eu tinha 13 anos e ninguém me conseguiu convencer, ameaçar ou subornar para voltar para a escola. A minha vontade era forte e estava escolhendo que tipo de vida queria viver. Em retrospecto, eu provavelmente teria abordado as pessoas de forma diferente.

Para ti, qual é a melhor coisa do unschooling?
Unschool é viver, pura e simplesmente. É sentir "fogo na barriga" e a mente a explodir, é estar sentado na sala numa noite de neve com uma xícara de chá lendo o nosso livro preferido até às tantas da manhã. É acordar às 5 da manhã para ver o sol nascer e depois voltar para a cama. É ver o estranho sentado ao teu lado tornar-se o teu melhor amigo numa hora. É viajar para ouvir o teu autor preferido dar uma palestra noutra cidade. É fazer trabalho voluntário na galeria de arte ou na livraria anarquista. É a vida e o que queres que ela seja.

As corridas de canoa este Verão.

Para ti, qual é a pior coisa do unschooling? Ou a mais difícil?
No início, eu tinha muitas perguntas (o quê, onde, como) e não tinha ferramentas para encontrar as respostas. Também tinha muito pouco apoio ou compreensão das pessoas de que eu mais precisava. Mandarem-te calar quando tentas falar sobre o unschooling realmente só faz perder a esperança, especialmente quando estamos fazendo algo praticamente sozinhos.

Que empregos ou maneiras de ganhar dinheiro tens - ou tiveste?
O meu primeiro emprego foi um programa de emprego e formação contra a opressão, baseado nas artes, oferecido por um centro de artes e mídia dirigido por jovens. Depois disso, trabalhei para um jardim comunitário, a cuidar do jardim, capinar e plantar, mas também fazendo perguntas sempre que podia. O último trabalho foi com uma organizacao sem fins lucrativos, Environmental Youth Alliance, como estagiária durante seis meses. Foi um trabalho tão gratificante! Éramos cerca de 12 estagiários, cuidando de três hortas comunitárias. Aprendi imenso sobre a cidade em que vivo, outras maneiras de viver e comer, jardinagem, e quão valiosos são os lugares comunitários.

Encontraste trabalho gratificante e agradável?
Definitivamente!

Achas que o unschooling teve impacto na facilidade ou dificuldade de arranjar emprego ou ganhar dinheiro?
Para mim, tornou mais fácil arranjar trabalho. Eu só tento arranjar trabalhos que me interessem, ou pelo menos que tenho motivos para querer faze-lo, como por exemplo querer economizar para determinado fim. Meu entusiasmo e obvio e acho que isso aumenta as minhas chances de arranjar o trabalho.

Achas que o unschooling teve um impacto nos métodos de ganhar dinheiro ou arranjar empregos que usas?
O material que li e encontrei on-line, como o livro de Grace Llewelyn, College Without High School de Blake Bole e seu site Zero Tuition College, assim como outros blogs sobre o unschooling ajudaram-se a descobrir maneiras diferentes de fazer as coisas em geral. Também me ajudaram a perceber que ganhar um salário mínimo não é a minha única opção. Há outras maneiras de arranjar dinheiro para fazer coisas bem legais.

Que impacto achas que o unschooling teve na tua vida?
Tem sido extremamente positivo. Ajudou-me a atravessar aquele reino superficial do que significa ser uma mulher indígena a viver nos tempos modernos. Antes, tudo que sabia sobre quem eu era, de onde vim, e o que eu queria ser, era controlado pela escola e pelos meus colegas, que é um lugar horrível para descobrirmos quem somos. O objetivo principal da escola e dos mídia, especialmente para as pessoas das Primeiras Nações, é assimilar-nos na sociedade ocidental. Depois de deixar a escola, comecei a participar mais na comunidade, participando em eventos culturais e aprendendo a minha língua, território e política.

Eu, o meu irmão e a minha irmã.

Se pudesses voltar atrás, mudarias algo no teu percurso educacional?
Não, não mudaria nada; acho que não teria tanta compreensão sobre a vida sem os erros e os desafios que enfrentei. Mesmo que pudesse ter perdido alguma oportunidade por fazer coisas aparentemente não produtivas, existem e sempre existirão milhões de oportunidades no futuro.

Se tivesses filhos, farias o unschooling?
Sem dúvida, eu nunca mandaria os meus filhos para a escola obrigatória. Isso iria contra toda a minha vida!

Que conselho darias aos jovens que querem deixar a escola?
Sejam pacientes convosco, mas corajosos. Oiçam as pessoas que questionam se vocês estão certos ou errados mas depois sigam em frente. Só vocês podem definir a vossa vida.

Fonte

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Livro: A Doença da Escolaridade Obrigatória

















A Doença da Escolaridade Obrigatória: como as crianças absorvem valores fascistas, por Chris Shute

Este livro não é um livro escrito por um perito a fim de influenciar o pensamento de outros especialistas. É um livro baseado na experiência acumulada por um professor.

Digam o que disserem, as escolas estão a inculcar hábitos de subserviência na maioria dos jovens. E há argumentos sedutores para mantermos as crianças sob um controle estrito: torna-as mais fáceis de manusear, o que agrada os pais, enquanto que a sociedade em geral sente-se mais descansada, pois parece tornar mais segura e previsível a tarefa de tomar responsabilidade pela educação das crianças. No entanto, ao crescerem, muitos estudantes tornam-se taciturnos, anti-sociais e "filisteus"[1]. O processo parece ser satisfatório, mas os resultados são deploráveis.

Depois de 25 anos como professor, Chris Shute viu que estava envolvido numa forma microcósmica de fascismo. O livro demonstra como a escolaridade obrigatória, com seu imposto aparato de disciplina e controle, é perigosa para a saúde mental e o desenvolvimento social das crianças, e é de facto a causa de muitos problemas sociais que alega curar.

Shute tem a esperança de que um dia as crianças terão a possibilidade de utilizar as escolas como acha que estas deveriam ser usadas, como lugares onde qualquer pessoa que queira ajuda nos seus estudos possa recebê-la. Até então, Shute limita-se a comentar sobre as escolas tal como são actualmente, desafiando-nos a considerar a possibilidade de que o seu regime escraviza as mentes das crianças em vez de as libertar.

Fonte: aqui e aqui

[1] Wikipedia: Filistinismo é um termo pejorativo usado para descrever uma certa atitude ou conjunto de valores. Neste sentido, filisteu é a pessoa que despreza ou desvaloriza a arte, beleza, conteúdo intelectual ou os valores espirituais. São pessoas materialistas e a favor dos valores sociais convencionais, que assimilam sem pensar.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Lá fora, a neve continua

As fotos foram tiradas ontem,

mas hoje a neve continua a cair...

As probabilidades de um white Christmas são cada vez maiores!

Os meus pais, que vieram cá passar o Natal conosco,

nunca tinham estado neste tipo de clima.

Com o frio, a neve, o vento e as temperaturas de -10°C nem lhes apetece sair de casa!

Revista: Educação fora da escola III

Clicar na imagem para visualizar em full-screen.


Links
Revista: Educação fora da escola I
Revista: Educação fora da escola II

domingo, 19 de dezembro de 2010

Manifestação de blogs pelo direito de educar sem escolarizar

El Constitucional excluye la educación de los hijos en el domicilio familiar sin escolarización

Confirma la decisión de un juez de Málaga de escolarizar obligatoriamente a unos niños que hablaban cinco idiomas y daban lecciones de música, ciencias y matemáticas en el domicilio familiar


Na Espanha, o Tribunal Constitucional declarou o homeschooling ilegal. Depois de ler o artigo que traduzi para este post (abaixo), a impressão com que fiquei foi que embora a escolaridade obrigatória não seja exigida pela Constituição espanhola, o argumento usado é que, por outro lado, a Constituição também não proíbe ao legislador ordenar a frequência escolar nem de retirar aos pais a possibilidade de ensinar os filhos em casa.

Se aderirem à mobilização blogueira pela defesa do direito à educação fora da escola em Espanha, vivam onde viverem, coloquem o símbolo de protesto nos vossos blogs e adicionem o vosso "link" aqui. Se quiserem podem também partilhar os vossos pensamentos sobre a decisão do tribunal espanhol.

Juntem-se à manifestação de blogs e ajudem-nos a difundir palavras de liberdade e solidariedade às famílias que praticam o ensino domiciliar na Espanha.


Segue-se a tradução do artigo


Home schooling is not legal, rules Spanish Constitutional Court

O caso dos dois casais que educam os filhos fora da escola contra a vontade dos serviços sociais fracassou depois do Tribunal Constitucional ter decidido que na lei espanhola a educação em casa não é um direito e que as crianças têm que submeter-se a um sistema formal de ensino.

O Tribunal Constitucional (TC) declarou que a Constituição permite ao legislador estabelecer um sistema de educação básica obrigatória e não reconhece o direito dos pais de educar os filhos em casa.

Numa sentença que acaba de ser publicada, o Tribunal Constitucional ignorou os argumentos apresentados pelos dois casais de homeschoolers que estavam sendo pressionados pelos serviços sociais para enviarem os filhos à escola.

Sob a lei da Protecção de Menores, o Ministério Público pediu ao Tribunal que ordenasse a matrícula imediata das crianças na escola. Os pais argumentaram que "a Constituição não ordena a escolaridade obrigatória no sistema público" e salientaram que os seus filhos recebem uma educação mais adequada do que a educação proporcionada nas "salas de aula, públicas ou privadas, com 30 ou 40 alunos." Os seus filhos falam cinco línguas, tocam instrumentos musicais e aprendem matemática, ciências, línguas e ética.

Todos os argumentos dos pais foram rejeitados. O Tribunal (em Málaga) respondeu ao pedido do Ministério Público e ordenou a frequência escolar para os menores. O juiz argumentou que a Constituição espanhola "não permite que os pais neguem às crianças o direito e a obrigação de participar no sistema de educação formal."

O tribunal acrescentou que a exclusão do sistema formal pode criar aos menores "sérios problemas no seu futuro desenvolvimento", tanto academicamente (em referência às dificuldades de acesso à universidade) como em termos sociais e de integração com outras crianças da mesma idade.

A decisão foi protegida pelo Tribunal Provincial de Málaga. O Tribunal Constitucional rejeitou hoje o pedido dos pais.

A decisão afirma que "o direito dos pais de escolher para os filhos uma educação fora do sistema de ensino obrigatório por razões de pedagogia não se enquadra em nenhuma das reconhecidas liberdades constitucionais".

Também indica que a Constituição não proíbe ao legislador [o poder] de estabelecer um sistema de ensino básico obrigatório "como um período de matrícula", durante o qual "é excluída a possibilidade" de ensinar os filhos em casa em vez de na escola.

No entanto, observa que a opção da escolaridade obrigatória não é exigida pela Constituição, mas é uma opção legislativa que a Constituição não proíbe e, portanto, "não pode descartar outras opções legislativas para incorporar alguma flexibilidade no sistema de ensino e, em particular, na educação básica. "

Links
Tribunal Constitucional Español contra el homeschooling
This is the end, my friend
Más reacciones a la sentencia del Tribunal Constitucional
La angustia de educar en casa
La Constitución no es suficiente
La sentencia del TC
La violencia legítima del Estado
Sentencia del Tribunal Constitucional
Primeras reacciones ante la sentencia del Tribunal Constitucional
El TC se opone a la libertad de educación.
El Tribunal Constitucional falla en contra del homeschooling

sábado, 18 de dezembro de 2010

Documentário: Corrida para Lado Nenhum



Já nem me lembro da última vez que tive tempo para ir para o jardim brincar

A escola pressiona tanto que todos os dias acordo cheio de pavor

Receio que os nossos filhos um dia nos levarão para o tribunal por lhes termos roubado a infância e a juventude

Os nossos filhos andam numa correria louca, para serem os mais espertos

Eu perco 6 hrs todas as noites com os trabalhos para casa

Temos de entrar para as melhores escolas

Temos que fazer exames, ser entrevistados

Chegámos a um extremo e estamos todos presos nisto

Para atingir o mais possivel

Se não ganhamos montes de dinheiro é porque algo correu mal

A pressão vem das escolas, dos pais, do governo, mas tem que acabar

Agora temos de ter sucesso, temos de ter boas notas para entrarmos para uma boa escola

A competição é forte

Todos querem que sejamos super heróis

Temos medo dos pais

Porque o meu filho precisa de arranjar emprego

Como é que podemos aprender e ter sucesso quando nem sequer podemos errar?

Mas na corrida para ser o melhor, os nossos filhos estão pagando o preço

Estamos dedicando toda a nossa vida às boas notas

Temos que ser espertos e estar envolvidos nas artes

Tenho treino de futebol todos os dias

E depois, em cima disso tudo, temos que fazer os trabalhos de casa

Produzir, produzir, produzir

é impossível!

Eu não consegui aguentar

Tive episódios de depressão por sentir-me tão inundada

Tive um esgotamento nervoso

Na nossa área 6 jovens suicidaram-se

os nossos alunos estão sob pressão para produzir trabalho; mas não estão sob pressão de aprofundar conceitualmente os seus conhecimentos

Coisas que levam os alunos a pensar são postas de lado

Os miúdos chegam cheios de criatividade e sede de aprender; deixemos de destruir seu espírito

Precisamos repensar o sistema

Precisamos redefinir "sucesso" para as crianças e jovens

O mercado de trabalho precisa de pessoas com pensamento crítico e capacidade de resolver problemas

Precisamos de descobrir como produzir seres humanos felizes, motivados e criativos

Corrida para lado nenhum

Links
Race to Nowhere
Race to Nowhere on Facebook
The Overscheduled Child
Parents Embrace Documentary on Pressures of School

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Fotos de hoje









Urgente: Homeschooler precisa da vossa ajuda

A todos os homeschoolers e aos que se preocupam com os direitos humanos

Em Junho de 2009 Domenic foi retirado à força dos pais porque estes estavam a educá-lo em casa. Depois de irem ao tribunal várias vezes, Christer e a esposa Annie começaram a perder a esperança de virem a ser reunidos com o seu único filho.

[Podem ler mais aqui]

Se têm acompanhado este caso, devem ter ouvido as notícias: o pai de Domenic, Christer Johansson, está na prisão esperando o julgamento, que vai ser no dia 20 de Dezembro de 2010. Ele foi preso depois de levar Domenic para casa depois de uma visita supervisionada. Estas visitas extremamente raras, de cerca de 1 hr a cada 5 semanas e sob vigilância apertada das autoridades, têm tem sido uma tortura para a família, que tem sofrido uma pressão e um estresse psicológico inimaginável. Imaginem só poderem ver os vossos filhos desta forma durante os últimos 18 meses. Os pais nem sequer foram autorizados a ver o filho no dia em que fez anos! Também negaram duas vezes a Christer o direito de escolher o seu próprio representante jurídico.

Nós queremos chamar a vossa atenção para esta questão e mostrar o nosso apoio. Tivémos uma ideia mas precisamos de todo o apoio que podemos obter.

Gostaríamos que vocês, onde quer que estejam no mundo, copiassem o texto sueco abaixo e enviassem uma carta ou postal para o juiz que levará o pai a julgamento no dia 20.

Seu nome e endereço é:

Lagman Mikael Mellqvist

Gotlands tingsrätt

Box 1143

SE-621 22 Visby

SUÉCIA

Ou podem enviar o texto num e-mail e pedir aos vossos amigos e familiares para fazerem o mesmo. O e-mail é:

gotlands.tingsratt@dom.se

Temos esperança que se bombardearmos o tribunal com cartas e e-mails de apoio isso irá demonstrar a força do nosso sentimento em relação a este caso.

Temos muito pouco tempo, por isso enviem por favor os emails o mais depressa possível, se possível assinando o vosso nome e país para dar mais credibilidade às vossas cartas, postais e e-mails.

Segue-se o texto em língua sueca
(para copiarem para um postal, e-mail e / ou carta)

Till Lagman Mikael Mellqvist

Jag är mycket oroad över hur svenska myndigheter och domstolar har behandlat Christer Johansson och över LVU- omhändertagandet av hans son Domenic Johansson.

När Christer måndagen den 22 november 2010 tog med sig Domenic gjorde han en överilad handling.

Han är en kärleksfull far som inte längre kunde stå emot sin längtan efter sonen Domenic, som han bara har fått träffa 1 timme var femte vecka och då alltid övervakad av någon myndighetsperson.

Christer är ingen brottsling, men han har levt under oerhörd psykisk press och stress sedan 1,5 år tillbaka när de sociala myndigheterna beslöt att på ytterst tveksamma grunder tvångsomhänderta hans barn.

Jag vädjar till Er att låta Christer Johansson slippa straff och att ni respekterar de mänskliga rättigheterna som stadgas i Europakonventionen.

Vänligen, ____________ _________ _________ __


Tradução do texto

Estou extremamente preocupado com a forma como as autoridades e os tribunais suecos estão
a tratar Christer Johansson e com as circunstâncias do rapto à força do seu filho Domenic pelos Serviços Sociais de Gotland.

Quando Christer decidiu levar o filho para casa nesta segunda-feira 22 de Novembro de 2010, essa foi a acção de um homem que tinha sido levado ao desespero.

Christer é um pai carinhoso que já não conseguia tolerar viver sem o seu único filho, Domenic. Um filho que só podia ver durante 1 hora de cinco em cinco semanas, e sempre sob a supervisão das autoridades.

Christer Johansson não é um criminoso, mas teve que suportar uma pressão e um estresse psicológico enorme durante 1 ano e meio, desde que a Assistência Social lhe retirou o filho com os mais fracos pretextos.

Peço respeitosamente que respeite os Direitos Humanos de Christer Johansson em conformidade com a Convenção Europeia dos Direitos Humanos. Por favor certifique-se que seja feita justiça e que Christer Johansson seja libertado sem mais punição.

Respeitosamente,

Sr/Sra xxx


Obrigado pelo vosso apoio.

Fonte

Link: Swedish government’s 18-month-long seizure of 9-year-old boy pushing parents to emotional brink

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Rússia: Boas notícias para os Homeschoolers

Em Agosto de 2010, soubemos de um projecto-lei sobre a educação que, se fosse implementado, teria eliminado a possibilidade de aprender em casa na Rússia. Centenas de famílias russas uniram-se imediatamente e, juntamente com homeschoolers de todo o mundo, pediram, com sucesso, ao governo russo que continuasse a reconhecer o ensino doméstico. Uma nova organização inter-regional pública, "Pelos Direitos da Família", conduziu esta defesa do ensino domiciliar na Rússia.

Quando esta proposta para alterar a legislação foi introduzida pela primeira vez, os homeschoolers e os grupos de defesa dos direitos da família na Rússia ficaram alarmados com a ausência de linguagem para proteger os direitos dos pais. Além disso, qualquer menção ao homeschooling, conhecido por "educação familiar" na Rússia, havia desaparecido na nova lei.

Agora, o governo russo fez o lançamento oficial do texto da proposta lei de educação para discussão online. Graças aos esforços dos defensores do ensino doméstico, a lei foi alterada de modo significativo. A lei publicada foi "melhorada com base nas diversas propostas", afirmou o Ministério Russo da Educação.

Pavel Parfentiev, presidente de Pelos Direitos da Família, explica que as mudanças mais importantes incluem:

1. Explícita inclusão da educação familiar como opção para o ensino pré-escolar e o ensino obrigatório; e a
2. Remoção do ensino pré-escolar obrigatório.

"Graças a Deus e a todos que nos ajudaram", afirma Parfentiev. "O retorno da educação familiar na proposta de lei é certamente uma victória."

Embora o texto ainda possa vir a ser mudada no parlamento, Parfentiev acha que os homeschoolers russos têm razões para acreditar que o homeschooling permanecerá na nova lei. Disse que o parlamento tornou-se mais consciente dos homeschoolers. Durante o debate parlamentar em Outubro, o presidente da Comissão de Educação disse que o comitê havia recebido muitas cartas de cidadãos sobre o tema da educação familiar. Parece que as autoridades russas ficaram impressionadas com a actividade das famílias-homeschoolers em resposta às recentes circunstâncias.

Grupos de defesa da família continuam a trabalhar diligentemente para monitorar e alterar diversos outros pontos da proposta legislação relacionados com os direitos dos pais. Esses pontos incluem a exigência de que homeschoolers sejam avaliados anualmente em escolas locais, e a ausência do direito de influenciar os programas de educação religiosa e sexual nas escolas. Estão também trabalhando muito a nível local a fim de diminuirem a regulamentação para os homeschoolers.

Fonte

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Bolo Dundee

Tantos anos no Reino Unido e ainda não tinha experimentado o Bolo Dundee! Li algures que a origem deste bolo remonta ao século XIX, altura em que o bolo de fruta era popular. Os Keiller, de Dundee, uma cidade na Escócia, resolveram vender uma versão com amêndoas no topo. Isso deu um novo sabor e visual ao bolo que os ingleses comem nesta época do Natal, nascendo assim o Dundee Cake. Visualizar receita aqui.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Jovem cantora educada em casa


Myrna cantando Cash
Gravado ao vivo em Bradford, RU, Augusto de 2009
Myrna aprende sem escola :-)

Bruno Mazzeo está fazendo escola em casa

Li, aqui, que o actor brasileiro Bruno Mazzeo, durante o lançamento do seu livro sobre o Vasco no Rio, fez questão de mostrar que está fazendo escola em casa.

Li também, aqui, que na Espanha

Fuentes Zorita sigue haciendo camino en el andar de sus razonamientos, producto de su mente analítica y de su esfuerzo en el trabajo ordenado, consecuencia a su vez de la educación recibida. No fue al colegio hasta los 9 años de edad, pero cuando se incorporó iba bastante más avanzado que el resto de la clase y consiguió una beca para estudiar bachiller.

El secreto no era otro que el de tener la escuela en casa: su madre, maestra de la República y represaliada por el régimen franquista, se ocupó junto a su abuelo (también maestro) de su enseñanza. El resultado fue un expediente académico brillante y una curiosidad que le llevó a estudiar Económicas y Sociología durante las vacaciones, entre curso y curso (...) O sea que le músculo del cerebro lo tiene bien entrenado.

Educado en la lógica y el análisis y con altas dosis de intuición, no distorsiona su mente queriendo acelerar el ritmo de los acontecimientos, así que vive el presente y mira al futuro sin temor.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Natal sem Compras

Temendo a temporada de férias?
O stress e as correrias frenéticas?

As listas enormes de prendas e coisas a fazer?

As horas desperdiçadas nos shoppings atafulhados de espíritos famintos?

O que compraria Jesus? Será que iria para o shopping?

Este ano, que tal reunir amigos e familiares e decidir fazer as coisas de forma diferente?

Que tal aproveitarmos o espírito do dia sem compras e celebrarmos o Natal sem compras?

Aqui, é o que vamos tentar fazer ;-)
E vocês, teriam coragem de viver um Natal sem compras?
Ou preferem ser um bom consumidor (abre vídeo)?

[Adaptado daqui]

domingo, 12 de dezembro de 2010

Homeschooling de bicicleta

Família vai de bicicleta do Alasca até Ushuaia

A família Vogel decidiu atravessar o continente americano para passarem mais tempo juntos.

"Os meus filhos estudam matemática, história ou as características dos lugares que vamos visitando e depois escrevem sobre o que aprenderam. Queremos, acima de tudo, que aprendam como é que as pessoas vivem normalmente, e que se vão apercebendo que os estilos de vida vão mudando à medida que vamos avançando", disse Nancy.

No blog da família, que registra o dia-a-dia desta expedição pela América, John e a esposa falam sobre a aprendizagem fora da escola, que chamam de homeschooling na estrada:

"Infelizmente, o nosso sistema escolar tende a ignorar a curiosidade das crianças e torna a aprendizagem chata, repetitiva e irrelevante. Por isso, nas nossas viagens, temos feito esforços para capitalizar a propensão natural dos nossos filhos para a aprendizagem. Às vezes fazemos desvios para visitar lugares históricos e científicos para despertar o senso de curiosidade dos nossos filhos. Desta forma, não perderam a alegria de aprender. "

Ler o artigo aqui.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Criança sobredotada aprende em casa

Mais um artigo sobre o ensino doméstico para crianças sobredotadas aqui. Deixo-vos um pequeno trecho:

Aos 18 meses, Clayton adorava jogos e puzzles como a maioria das crianças (...) Aos 2 anos de idade, aprendeu a ler sozinho, e por volta dos 3 já escrevia.

Clayton, que agora tem 11 anos, usou seu cérebro dotado para ajudar a equipe dos Estados Unidos, composta por crianças entre os 8 e os 13 anos, a atingir o nono lugar (eram 33 equipes) na Competição Mundial de Matemática em Pequim, na China, que teve lugar entre 25 e 28 de Novembro.

Clayton disse que adora aprender em casa, mesmo sabendo que esta não é a forma como as crianças normalmente aprendem.

"A minha parte preferida (de ser educado em casa) é ter o poder de ajustar a aprendizagem ao meu estilo de aprendizagem e aprender ao meu próprio ritmo", disse ele.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Momentos musicais e encontros multiculturais


em que tive a oportunidade de partilhar momentos musicais acompanhada por um representante da tradição sikh. O resto da congregação, que não se vê na foto, cerca de 30 pessoas de todas as religiões ou nenhuma, também participou, cantando o mantra da compaixão. Só foi pena não terem estado presentes os seguidores da religião Jedi!

Foi a primeira vez que toquei o harmonium em público - bem gostava que os sikhs me ensinassem os diversos ragas que usam! Antes, só mesmo em casa, na privacidade do lar,

onde me vou divertindo, fazendo experiências com os efeitos especiais incluidos no Image Zone...

Suécia prende pai-homeschooler

Ainda bem que não vivemos na Suécia!



Podem ler sobre este caso aqui e aqui.

Christer Johansson, pai de Domenic Johansson, de 9 anos de idade, e marido de Annie Johansson, foi recentemente preso pelas autoridades suecas.

Mais informação aqui.

Ruby Harrold-Claesson, famosa advogada especializada em direitos humanos internacionais e presidente do Comité Nórdico para os Direitos Humanos, disse que "nunca tinha visto durante os seus 20 anos de prática um caso tão mal tratado."

"O governo não devia raptar e aprisionar crianças simplesmente por não gostar do homeschooling. Isso é exatamente o que aconteceu aqui", disse Roger Kiska, conselheiro jurídico do Alliance Defense Fund, que é baseado na Europa. "Apesar da decisão imprudente por parte do Sr. Johansson, a única ameaça aqui é o governo bêbado com seu próprio poder. Esta triste circunstância é o que acontece quando um governo todo-poderoso leva um pai ao ponto do desespero, por isso os serviços sociais não deviam fingir estar surpreendidos. "

Continua AQUI.

Ver também:
Preso pai de menino raptado pelo governo da Suécia
Homeschooling father of state-abducted child jailed in Sweden