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sábado, 24 de dezembro de 2011

Uma canção de Natal muito especial



Há cerca de 11 anos estive envolvida num projeto de música na comunidade em que trabalhei com um grupo de idosos com doença de Alzheimer e outros tipos de demência. Nenhum deles era músico. Ao ouvirem a canção, lembrem-se que foi composta por idosos que sofrem de perda de memória, confusão mental, falhas na linguagem, etc. E eles desejam-vos um Natal muito feliz!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Abraços Gratuitos para um Feliz Natal!

Sempre quis organizar um evento destes!
Demorou, mas foi! Feliz Natal a todos vocês!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Vídeo do congresso sobre o ensino doméstico (em espanhol)



II Congresso Nacional e I Internacional sobre o ensino doméstico - homeschooling - educação em família. Universidade de Navarra. Pamplona. Novembro 2011.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Citações: Multatuli, sobre a escola


"Um mestre que ensina na sua escola trinta ou quarenta crianças consegue fazer de todas elas pessoas capazes de pensar? Não. Por isso considero as escolas instituições perniciosas." ~ Multatuli

domingo, 11 de dezembro de 2011

Citações: Agostinho Silva, sobre a educação

"Por muito cuidado que se tenha, educar é podar; deixar crescer com toda a força o ramo que nos agrada."

"A publicidade é uma fábrica de perfeitos fregueses, ávidos e estúpidos; a educação, que lhe é paralela, fabrica cidadãos servis e crentes."

Fonte - Espólio, Agostinho da Silva

sábado, 10 de dezembro de 2011

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Agatha Christie foi educada em casa

Agatha Christie - Os seus livros são dos mais traduzidos do planeta, superados apenas pela Bíblia e pelas obras de Shakespeare. Como era uma criança extremamente tímida, os pais decidiram educá-la em casa (apenas ela, as duas irmãs não aprenderam em regime de ensino doméstico). O resultado? Agatha Christie escreveu mais de 80 romances policiais e coleções de contos! Mais de 4 bilhões de cópias foram vendidas em diversas línguas.

Link: 10 celebridades que deram bom nome ao ensino domiciliar

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Flexischooling - Escola flexível - Flexi-Escola

"Conciliar ensino doméstico com a frequência de uma escola pública é possível no Reino Unido. Esta opção tem vindo a ganhar adeptos" e poderia salvar muitas escolas rurais em perigo de desaparecer por falta de alunos.

Ler o resto aqui.
The rise of flexi-schooling

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Citações: Bernard Shaw, sobre a escola





"As nossas escolas ensinam a moral feudal corrompida pelo comércio e oferecem como modelo de homens ilustres e que tiveram sucesso o militar conquistador, o barão ladrão e o explorador."

Fonte - Regresso a Matusalém, Bernard Shaw

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Conclusões do II Congresso Nacional sobre Educação em Família

A Universidade de Navarra partilha as conclusões do II Congresso Nacional sobre Educação em Família. Podem fazer o download aqui.

CONCLUSÕES

1. O ponto de partida necessário é o de que a liberdade de escolher o tipo de educação a dar aos filhos pertence às famílias. Entre os vários tipos de educação, o ensino doméstico é uma opção válida que deve ser reconhecida na Espanha, uma vez que a falta de reconhecimento legal gera incerteza jurídica e, consequentemente, uma falta de normalização.

2. A solução para esta situação tem que ser um objectivo político, de modo que a legislação reconheça uma realidade que já existe e que não é contrária à Constituição Espanhola. Só assim poderemos garantir a tranquilidade na vida das famílias que optam pelo ensino domiciliar e que afeta tanto os pais como os filhos.

3. Necessitamos de estudos sólidos, tanto de acadêmicos como de outros profissionais, do ponto de vista pedagógico, jurídico, sociológico e psicológico, sobre o ensino domiciliar como modalidade de educação. Exemplos de outros países demonstram isto.

4. A grande diversidade do homeschooling na Espanha representa um elemento inovador e enriquecedor dentro do atual panorama educativo.

5. A associação das famílias que optam pelo ensino doméstico permite realizar propostas que fazem um apanhado desta diversidade e ajuda a mitigar possíveis efeitos indesejáveis ​​causados ​​pela falta de reconhecimento do ensino domiciliar.

6. Como opção intermediária entre a educação em casa e a escolaridade a tempo inteiro existem iniciativas para a flexibilização da escola, tanto quanto ao conteúdo curricular como em termos de tempo e horários. Essa flexibilidade poderia permitir uma maior liberdade às famílias que voluntariamente concordassem fazer este tipo de escolaridade com a direção do centro escolar.

7. Hoje em dia podemos adquirir conhecimento por muitas vias, especialmente através do uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC). O papel do educador estará mais orientado a selecionar e promover o conhecimento do que a transmiti-lo.

8. Quer se trate de educação em casa ou na escola, é de extrema importância que as pessoas que ensinam sejam capazes de compreender as necessidades e potencialidades de cada criança a seu cargo para que sejam utilizados os interesses da criança, e não apenas os interesses pré-determinados de um sistema educacional que está evidentemente numa fase de necessidade de revisão.

9. Está demonstrado que o envolvimento das famílias no processo educacional dos filhos é benéfico para a aprendizagem e para o desenvolvimento de competências. As famílias deviam ter apoio adequado para obterem uma adequada orientação acadêmica, pedagógica e tecnológica para facilitar uma melhor utilização das muitas ferramentas e recursos atualmente disponíveis.

10. O homeschooling, as propostas sobre a flexi-escola e outras pedagogias inovadoras trazem elementos de interesse para o debate sobre a melhoria do sistema de educação em geral. Podem ser uma oportunidade para que o governo torne o sistema mais flexivel, contando com uma participação mais efetiva de todos os organismos envolvidos na educação.

Pamplona, ​​02 de Dezembro de 2011
Carme Urpí (Presidente)
Mª Ángeles Sotés (Coordenadora)

domingo, 4 de dezembro de 2011

Documentário: Fora com a escola!



Filmado em 2010, este documentário provocador investiga questões relacionadas com a educação fora do sistema de ensino. Explora alguns dos aspectos positivos e analisa os mitos que rodeiam o ensino domiciliar, particularmente no que diz respeito às capacidades. Inclui também entrevistas com algumas das pessoas que moldaram a nossa forma de ver esta forma de educação.

Contribuintes - Alan Thomas, Alex Dowty, Amy e Grace Gibbons, Edith e Alice Peck,
Education Otherwise, Heroes Home Education Centre, Iris Harrison, Karen Luckhurst, Peter e Julian Trevelyan, Roland Meighan e Ross Mountney.

Equipe de produção - Richard Reeves, Nafeesa Shaik, Jane Thorburn, Rajveer Dhatt, James Hanna, Ali Matin e Ridwaan Haji.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Homeschoolers combinam aulas acadêmicas com experiências da vida real...



Liam e Kyra Fogle aprendem sem escola. Seguem uma filosofia de educação cujo objectivo é criar uma infância rica, usando a curiosidade natural em vez de um currículo altamente regulamentado. Ler aqui (em inglês).

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Citações: Franz Kafka, sobre a educação



"Toda a educação assenta nestes dois princípios: primeiro repelir o assalto fogoso das crianças ignorantes à verdade e depois iniciar as crianças humilhadas na mentira, de modo insensível e progressivo."

Franz Kafka

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Professor Joaquim Moreira e o ensino doméstico

Alcoutim prestou homenagem ao professor Joaquim Moreira no passado dia 7 de Novembro, quando se completaram oito anos sobre o seu falecimento.

Joaquim Fernandes Pinheiro Moreira, nascido em Salvaterra do Extremo, concelho de Idanha-a-Nova em 1927, foi responsável pelas paróquias de Alcoutim, Pereiro e Giões, e desempenhou as funções de pároco de Martim Longo e Vaqueiros, até 1974, altura em que deixou de exercer o sacerdócio.

Entre 1961 e 66, de modo a colmatar as carências que existiam no sistema de ensino do concelho, procedeu, em regime de ensino doméstico, à preparação de alunos para efectuarem o exame do 2.º ano do Liceu em Faro.

Fonte

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Citações sobre a escola

"Enquanto meio de educação,
a escola para mim foi um simples vazio."
Charles Darwin

***

"A escola não deve ter a melancolia da cadeia. Pestallozi, Froebel, os grandes educadores, ensinavam em pátios, ao ar livre, entre árvores. Froebel fazia alterar o estudo do ABC e o trabalho manual; a criança soletrava e cavava. A educação deve ser dada com higiene. A escola entre nós é uma grilheta do abecedário, escura e suja: as crianças, enfastiadas, repetem a lição, sem vontade, sem inteligência, sem estímulo: o professor domina pela palmatória, e põe todo o tédio da sua vida na rotina do seu ensino." Fonte - Uma Campanha Alegre - Eça de Queirós

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O homeschooling melhora o desempenho acadêmico

Especialista alemão afirma que a "educação em casa" não limita os direitos de ninguém."

Na Espanha, mais de 2.000 famílias educam os filhos em casa. Estas crianças não tem aulas com outros alunos da escola; são ensinadas pelos pais. O homeschooling é uma realidade em toda a Europa - excepto na Alemanha, onde um decreto do Terceiro Reich, ainda em vigor, tornou o ensino domiciliar ilegal; e em Espanha, onde há um vácuo legal.

No passado fim de semana, a Universidade de Navarra reuniu diversos especialistas de todo o mundo para debater esta opção educacional num Congresso sobre a aprendizagem em família.

Thomas Splieger, da Universidade Friedensau da Alemanha, disse que "a educação em casa, controlada ou supervisionada, não limita os direitos de ninguém nem afeta o bem comum." O especialista alemão concorda com a combinação do homeschooling com a escola (flexischooling), e disse: "pode ser positiva quando combina as suas vantagens em vez das suas limitações." Mas isso "requer uma atitude de abertura para as duas opções."

Pensa que "para que o ensino doméstico seja bem-sucedido, é preciso que os pais estejam muito interessados ​​e envolvidos na educação dos filhos, e que sejam capazes de criar um ambiente que estimula o aprendizado. Neste caso, essa prática aumenta o rendimento acadêmico, mas caso contrário, pode aumentar a ineficiência da educação." Disse em seguida que "os recursos dos pais - seu capital social, cultural e econômico -, influenciam fortemente a trajetória do estudante."

Por sua parte, Madalen Goiria, da Universidade do País Basco, disse que "na Espanha, as regiões autónomas poderiam desempenhar um papel fundamental na concretização da flexibilização do sistema." Referiu-se também às oportunidades que as novas tecnologias nos oferecem, uma vez que "facilitam a criação de centros de educação à distância. E, ao receber educação em casa sem assistência de nenhum centro à distância, as TIC tornam todo o conhecimento acessível aos menores, adaptado às diferentes idades, em quase todas as casas, mesmo as que têm recursos financeiros limitados".

Finalmente, Christine Brabant, da Universidade Católica de Louvain, disse que "a educação escolar e a educação em casa ocorrem em diferentes contextos, onde se encontram soluções diferentes para problemas diferentes", e que "se alguns pais querem educar os filhos em casa e criar ferramentas para o ensino doméstico, a questão não é se o governo deverá permitir-lhes. É sim, como serão apoiados e que normas deverão reger sua prática."

Original AQUI. G. Sánchez de la Nieta

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Citações: J. D. Rockefeller, sobre a educação

"Em nossos sonhos, nós temos recursos ilimitados e as pessoas entregam-se com perfeita docilidade às nossas mãos moldadoras. As atuais convenções educacionais desaparecem das suas mentes e, sem o entrave da tradição, nós trabalhamos a nossa boa vontade num povo rural agradecido e receptivo. Não iremos tentar fazer dessa gente ou dos seus filhos filósofos, homens de saber, nem homens de ciência. Não teremos que fazer deles autores, editores, poetas nem homens de letras. Não iremos procurar futuros artistas, pintores, músicos, nem advogados, médicos, padres, políticos, ou estadistas, dos quais temos entre nós ampla oferta.

A tarefa que temos diante de nós, muito simples e muito bonita, é treinar essas pessoas, como as encontramos, para uma vida perfeitamente ideal, exatamente onde elas estão. Por isso vamos organizar as nossas crianças e ensiná-las a fazer de forma perfeita as coisas que os seus pais e mães estão fazendo de forma imperfeita, nas casas, nas lojas e na fazenda."

J. D. Rockefeller - O objetivo da "filantropia", Rockefeller e Gates na Carta Ocasional n. 1 da Junta Geral de Educação

domingo, 27 de novembro de 2011

Investigando o homeschooling



Sabiam que alguns dos presidentes e inventores mais famosos foram educados em casa? Abe Lincoln, George Washington e Albert Einstein, todos eles aprenderam em casa.

Hoje investigamos o ensino domiciliar em Taylor, Wisconsin. O que leva os pais a optar por este caminho e como superam certos estereótipos.

Joyce Moldenhauer e o seu marido decidiram educar os três filhos em casa em 1995: "As nossas razões principais foram o desejo de estarmos envolvidos na educação dos nossos filhos e vê-los crescer e aprender academicamente, em casa, que para nós é um privilégio", diz Joyce.

Naquela altura a família estava morando no Alasca, um Estado onde é fácil fazer o ensino doméstico. Ela diz que os dois filhos mais velhos, Josias, que está agora na faculdade, e Zachary, que agora frequenta a escola, ambos fizeram a transição para a escola pública por volta da sétima ou oitava série.

"Embora fizessem o ensino domiciliar, podiam frequentar uma ou duas aulas na escola, por isso Josias participava na banda, na educação fisica, e no curso de informática", explica Joyce.

Para Zachary, este é o segundo ano que frequenta a escola. Mas apesar da escolha de ir para a escola ter sido sua, os ajustes foram muitos:"Era muito diferente, ter um armário, e cinco professores diferentes em vez de um. Sim, foi realmente diferente".

Mas Maria, a irmã mais nova, diz que quer continuar a ser educada em casa, com os DVDs da Academia Beka: "Sim, se calhar, quando for mais velha, talvez na nona série, mas por enquanto prefiro continuar no ensino domiciliar", diz ela.

(...)

Socialização é outro tema muito disputado no homeschooling. As crianças educadas em casa passam tempo suficiente com outras crianças? Conselheiro Burich Holle diz que o argumento é essencialmente um mito: "Eu considero isso um estereótipo. Eu vejo realmente que normalmente a maioria das crianças no ensino doméstico estão muito envolvidas em atividades extra curriculares e que são muito bem ajustadas", diz Burich Holle.

E Joyce diz que é isso que ela realmente quer para os filhos, e pelos vistos eles gostaram tanto do seu passado aprendendo em casa como do seu presente frequentando a escola.

"Eu gostei de aprender em casa, tive o melhor dos dois mundos", diz Zachary sobre a sua experiência.

Segundo o Departamento de Instrução Pública de Wisconsin, appoximadamente 20.000 estudantes foram educados em casa no ano lectivo de 2010/2011.

Visualizar o original aqui.

sábado, 26 de novembro de 2011

Congresso sobre o Homeschooling na Espanha


Vários especialistas vão debater o tema da "educação em família", inovação educacional, TIC, e escola flexível num Congresso que terá lugar nos dias 25 e 26 de Novembro na Universidade de Navarra. Nele vão debater a opção de ensino escolhida pelo menos por 2.000 famílias na Espanha: o ensino domiciliar.

De acordo com Carmen Urpí, organizadora do evento, "embora exista na Espanha uma lacuna a este respeito, vários países europeus reconhecem o direito à escola em casa." Entre estes estão a Noruega, Finlândia, França, Itália, Portugal e Grã-Bretanha, segundo nos informou a Universidade de Navarra.

Na Espanha, a Catalunha é a região autónoma com o maior número de famílias praticando o homeschooling. Na verdade, a nova lei catalã da educação não exclui a educação não-presencial do ensino obrigatório.

O Congresso vai analizar a questão do uso das tecnologias da informação e comunicação nesta modalidade de ensino que representa inovadoras contribuições pedagógicas para o atual sistema de ensino.

Também vai abordar o surgimento de um novo fenômeno educacional: o flexischooling. De acordo com Maria Angeles Sotés, coordenadora da conferência, é "um modelo misto que não corresponde em alguns aspectos à escola mas que também não se fecha ao sistema escolar."

Especificamente, o encontro vai apresentar os três principais desafios que o 'homeschooling' levanta ao sistema educativo em geral: a atenção à diversidade, a participação dos pais na educação dos filhos, e o direito a uma educação de qualidade.

Programa internacional

Entre os palestrantes internacionais estarão Thomas Splieger, da Universidade de Friedensau (Alemanha), Johanna Rafllan, fundadora da Associação Nacional de Crianças Sobredotadas, Paula Rothermel, da Open University (Reino Unido), e Christine Brabant, da Universidade Católica de Louvain, entre outros.

Também participarão diversos professores de várias universidades espanholas, como Vicente Llorente, da Universidade de Sevilla, Raul Santiago, da Universidade de La Rioja, Irene Briones e Gonzalo Jover, ambos da Universidade Complutense, Madalen Goiria, da Universidade do País Basco, e Javier Tourón, Charo Repáraz y María del Coro Molinos, professores da Universidade de Navarra.

Fonte
Comienza el Congreso Internacional sobre Educación en Familia

Update
Congreso sobre Homeschooling en España: El homeschooling mejora los resultados académicos
Galería de imágenes del Congreso de Navarra

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Primeiro Ministro da Jamaica opta pelo homeschooling


Muitos perguntam: qual é o perfil das famílias que ensinam os seus filhos em casa? A verdade é que já não encaixam em determinado perfil. Tal como as famílias que mandam os filhos para a escola, as que optam pelo ensino domiciliar vêm dos mais variados backgrounds religiosos, políticos, econômicos e acadêmicos. Agora, até ex-ministros de educação optam pelo ensino doméstico!

Andrew Holness, primeiro-ministro da Jamaica, defendeu sua decisão de educar os filhos em casa após críticas de que a sua opção poderia ser vista como um criticismo ao sistema de ensino jamaicano.

Respondendo a perguntas feitas pelo Observer depois de ser desafiado por membros do público, o primeiro ministro disse que ele e sua esposa tiraram os filhos de uma das melhores escolas independentes para proporcionar uma "aprendizagem individualizada" a um dos filhos, que estava a ficar para trás na escola.

Juliet Holness, a esposa do primeiro ministro, disse que "não era justo eles passarem tanto tempo fazendo trabalhos escolares" e que ela queria dar aos meninos, com idades entre os sete e os nove, "uma experiência mais equilibrada e abrangente".

O primeiro ministro fez a seguinte declaração:

"Apesar de várias intervenções, chegamos à conclusão de que o melhor seria criar uma solução de aprendizagem individualizada que vai ao encontro dos seus interesses para lhe estimular o apetite para o conhecimento, e ensinar da forma como ele aprende melhor. Minha esposa decidiu encarregar-se do processo".

Reiterando as melhoras no sistema de ensino desde seu tempo como ministro da Educação, Holness exortou todos os pais a tomar as melhores medidas para os seus filhos.

Ler o original aqui.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Citações: Immanuel Kant, sobre a escola


É por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas idéias.

Immanuel Kant

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Misha, pianista de 11 anos, prova as vantagens do homeschooling


Misha Romano vai fazer sua estreia no UP Kalinaw Balay UP. Daqui a 3 dias vai interpretar obras de Chopin, Debussy, Beethoven, Clementi, e vai tocar o Concerto em Ré Maior de Haydn com sua irmã, Miracle, no segundo piano. Miracle também foi premiada aos 11 anos.

A família de Misha, da cidade Dipolog, tem inclinações artísticas. O pai, Didi, é um pintor que costumava trabalhar no Departamento de Artes Visuais do Centro Cultural das Filipinas.

Na família Romano, todos são educados em casa. O irmão mais velho e a irmã estão acabando cursos universitários por correspondência.

Marietta cita as vantagens do ensino domiciliar. "Nós podemos estar juntos o tempo todo. Eles podem continuar os seus estudos durante as nossas viagens. Nós podemos monitorar as atividades dos nossos filhos. Não nos preocupamos com transporte escolar, trabalhos escolares desnecessários ou projetos impraticáveis. Podemos planear as nossas atividades de acordo com o nosso próprio ritmo."

"Nem sempre é fácil", acrescenta ela. "Pelo menos um dos pais tem que estar sempre presente, porque os pais são professores, supervisores e conselheiros. Para ser eficaz tem que haver auto-disciplina."

Ler o artigo aqui.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Os homeschoolers são idealistas?

Peter Kowalke, um unschooler já crescido, pergunta se os homeschoolers são idealistas. No seu blog, ele escreve:

Somos idealistas porque não vemos a fragilidade humana e os males do mundo como fatos inevitáveis. Tentamos mudar as coisas para o melhor, tentamos melhorar-nos a nós próprios, e tentamos viver de acordo com os nossos ideais. Queremos SER o nosso ideal, e não apenas venerá-lo, por isso arregaçamos as mangas e fazemos dos nossos ideais a nossa realidade.

Será que isso é bom, ou estamos lutando batalhas que não podemos vencer? Será que no fim, após uma longa luta tentando sermos melhor do que a norma, voltaremos ao status quo, ou será que conseguiremos evitar ser ESSE tipo de idealista?

Eu fui educada em casa, e não sei. Talvez sejamos práticos. Vemos outra maneira de fazer as coisas que faz sentido para nós, e vamos em frente. Sabemos que não funcionaria para todos, mas achamos que pode resultar para nós.

Muitas vezes, as pessoas pensam que a existência do ensino doméstico é, na sua essência, uma crítica a um sistema de ensino falhado. Mas a nível individual, não frequentar a escola, mais do que um grito revolucionário, é uma maneira de termos o tempo e o espaço necessários para nos dedicarmos às coisas que nós próprios escolhemos.

Nem todos podem educar em casa. E o ensino doméstico não seria melhor para todos. É verdade, educar fora do sistema exige coragem. Temos que estar dispostos a ser diferentes. Temos que responder a um monte de perguntas do tipo: "E a socialização?" Repetidamente! Para fazermos o ensino doméstico precisamos de auto-confiança; e estamos dispostos a ser diferentes porque acreditamos no valor das nossas convições. E sim, o idealismo pode estar nesta mistura.

Mas para as crianças que não são matriculadas no jardim de infância ou na escola, elas não são idealistas. São apenas crianças.

E quando crescermos, talvez nos tornemos idealistas, porque aprendemos que ser quem somos é uma marivilhosa maneira de estar, e que, educacionalmente, os nossos interesses são significativos, e que as nossas vidas são nossas. Poderemos tentar salvar o mundo, criando fundações e grupos de apoio, começando pequenas revoluções. Ou levando tranquilamente as nossas perspectivas para onde formos, para o nosso trabalho, para os nossos relacionamentos... Não sei...

Como unschoolers e homeschoolers, não temos que lutar nenhuma batalha, podemos simplesmente ser quem somos. A nossa mera existência influencia o status quo. Não temos de mudar o mundo, podemos apenas desfrutar nossas próprias vidas.

Ler o resto AQUI. Kate Fridkis

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Já ouviram falar da Educação Biocêntrica?

Nesta entrevista (parte 2 aqui), Rolando Toro Araneda, criador da Educação Biocêntrica e da Biodança - um sistema de integração afetiva e desenvolvimento humano -, aborda os seguintes temas: a tarefa de educar, o desafio da educação, afetividade e inteligência afetiva.

"Educar é permitir o desenvolvimento pleno de um ser humano, e sobretudo a capacidade de ser feliz - o educador ensina a ser feliz, o educador tem que ensinar a viver, porque a educação atual ensina matérias mas não ensina a viver." ~ Rolando Toro

Espero que gostem! Resolvi partilhar porque passei o fim de semana a trabalhar a vitalidade existencial, de uma forma experiencial, com Rolando Toro Acunã.*

Em termos psicológicos, a vitalidade manifesta-se como motivação para a vida (ímpeto vital), entusiasmo e alegria - e eu estou cansada de ver crianças e jovens deprimidos e sem vontade de viver. Sabiam que já existem centros de recuperação para as crianças traumatizadas pela violência escolar? São crianças que tentaram se matar por causa do bullying. Este, por exemplo, trabalha com os jovens para depois tentar reintegrá-los no mesmo sistema que lhes roubou toda a alegria de viver. Faz algum sentido? Para mim, não!

É importante estarmos atentos: o que nos traz alegria? o que nos deixa exaustos, deprimidos, frustrados? A escolha é nossa, pois podemos - e devemos! - criar a vida que queremos, abandonando tudo que nos deita abaixo (hábitos, relacionamentos, ambientes e situações destrutivas) e abraçando todas as coisas que nos estimulam, nos inspiram, nos fazem felizes. Que melhor exemplo poderíamos dar aos nossos filhos?

* Rolando Toro Acunã, o filho mais velho de Rolando Toro Araneda, é Presidente do Centro Latino Americano de Biodança.

domingo, 20 de novembro de 2011

Sistema fabril de educação força os pais a optar pelo ensino domiciliar

foto daqui

"Você aprendeu as lições mais importantes da sua vida na escola?" pergunta o educador Manish Jain. Ele fez esta pergunta a mais de 5.000 pessoas e a resposta foi sempre negativa. Sempre. A questão vai ao âmago do que nos querem passar como aprendizagem. Para a maioria, escolas que ensinam um currículo pré-estabelecido são parte integral da educação dos filhos, são a chave para um futuro seguro. Mas na India - em Pune, Bangalore, Mumbai, Nova Deli e em cidades mais pequenas como Udaipur, Surat e Varanasi - há um número saudável de pais a questionar essa prática.

As razões que os levam a procurar uma alternativa variam. Ruchi Kaushik, um médico, não conseguia entender os pais que colocam os filhos no "infantário" para "prepará-los" para os exames de admissão para a escola primária. "Prometi a mim mesmo que não iria enviar o meu filho Saras para a escola tão cedo, e acabei por optar pelo ensino domiciliar quando me apercebi que ele era inteligente de mais para a escola." Foi uma aposta que valeu a pena: Saras, uma criança prodígio, entrou no IIT aos 14 anos.

Vidya Shankar, de Chennai, tinha um problema diferente. O seu filho estava constantemente a ir para o gabinete do diretor. "Às vezes porque perturbava a sala de aula, outras vezes porque a caligrafia era ruim. O professor estava sempre a envergonhá-lo e a humilhá-lo", diz ela. Vidya retirou-o da escola e passou a ensiná-lo em casa com ajuda da Escola Saraswati Kendr, uma escola aberta onde o filho tinha aulas duas vezes por semana para conviver com outras crianças da sua idade. Depois, com outros pais que queriam afastar-se da escola-fábrica, Vidya fundou Cascade, um "espaço de aprendizagem" para as crianças de Chennai educadas em casa. "Você já viu as escolas de hoje? Têm 10.000 ou mais crianças dentro de suas paredes. Isso não é escola, isso é prisão ", diz Vidya.

Continuar a ler aqui.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Ensino doméstico cresce no leste do Texas



Nos EUA, mais de 2 milhões de crianças são educadas em casa. Trezentas mil vivem no Texas. No leste do Texas, o número de crianças que aprendem em casa está sem dúvida a aumentar; embora alguns digam que o ensino doméstico não é tradicional, outros dizem que é exatamente isso, que não podia ser mais tradicional.

Todos os dias, os 7 filhos da família Begg pegam nos livros e começam a estudar; aprendem no conforto do seu lar.

"É bom, podemos ser flexíveis, não temos que fazer sempre as mesmas coisas, podemos sempre fazê-las noutra altura", diz Abigail Beggs.

"Se eu quiser, posso ir estudar lá para fora, e se me concentrar melhor ouvindo música, posso ouvir música", diz Hannah Beggs.

"Não tenho que pedir autorização sempre que preciso de ir ao banheiro", diz Josias Beggs.

Embora o ensino doméstico possa ser um pouco mais relaxado nestas coisas, exige tempo, organização e planejamento.

"Eu tenho tudo programado, um no piano, uma estudando matemática, uma lendo a Bíblia, aprendendo ciências, ou o que seja", diz Gina Beggs, a mãe.

Gina e Bill Beggs eram professores na escola pública. Optaram pelo ensino doméstico porque queriam incluir estudos cristãos no currículo dos filhos.

"Acima de tudo, nós queríamos ser os principais educadores dos nossos filhos", diz Gina.

"As pessoas optam pelo ensino domiciliar por várias razões", diz David Rudd, presidente de Tyler Area Christian Home Educators.

David diz que no seu grupo estão 300 famílias - mas que embora a educação de valores éticos seja uma das razões que levam os pais a escolher o ensino domiciliar para os filhos, esta não é a única razão.

De acordo com Texas Home School Coalition, os principais motivos que levam os pais a optar pelo ensino doméstico são: valores morais, segurança, qualidade da instrução e liberdade de escolher o currículo.

Ler o resto do artigo aqui.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O que nos ensinam as crianças diagnosticadas com TEA ou síndrome de Asperger?

Ontem foi o segundo dia do curso de formação sobre o espectro autista. Infelizmente, não ouvi nada de novo, apenas o habitual papaguear de teorias, hipóteses e especulações, apresentadas na sua maioria como se fossem factos...

Fiquei a pensar
e se, em vez das velhas e cansadas apresentações sobre "o que dizem os profissionais e os especialistas", refletissemos sobre "o que as crianças, jovens e adultos diagnosticados com a síndrome do espectro autista nos podem ensinar?"
Eu, por exemplo, vejo que estas crianças e jovens podem

1. ajudar-nos a reconhecer a violência inerente na escolaridade obrigatória e nas disfunções do actual sistema de saúde;*

2. ajudar-nos a reconhecer o nosso próprio adultismo;

3. ajudar-nos a reconhecer a nossa própria insensibilidade e falta de empatia, que inconscientemente projetamos neles;

4. ajudar-nos a ver a agressividade do condicionamento e a banalidade e relatividade das regras culturais, e a violência inerente na nossa tentativa de forçá-las nos nossos filhos;

5. ajudar-nos a descobrir formas mais eficazes de comunicar, para além das palavras;

6. ajudar-nos a confrontar nossa própria falta de empatia, sensibilidade e paciência, e a respeitar o ritmo de desenvolvimento de cada criança;

7. despertar-nos para a actual 'guerra' contra os introvertidos e/ou tendência para a patologização do amor natural que sentem pela solitude e contemplação silenciosa;

8. ajudar-nos a compreender a importância da neurodiversidade - porque tal como a biodiversidade é uma das maiores riquezas do planeta e a melhor medida da saúde dos sistemas biológicos, a maior riqueza da humanidade é a nossa unicidade;

9. despertar-nos para o facto de que o seu comportamento "agressivo" é causado pelo medo e ansiedade;

10. e que esse medo e ansiedade resultam das nossas tentativas de os moldar consoante os ditames dos supostos "especialistas" e das teorias por eles actualmente preferidas e/ou disseminadas.

* Como partilhei neste post, cerca de 65 - 70% dos participantes educa os filhos fora da escola (nem eu esperava que fossem tantos!). Infelizmente, a maioria destas famílias parece ter optado pela educação em casa não por inspiração mas por desespero. Ontem, por exemplo, um dos temas foi "como ajudar crianças e jovens a recuperar a auto-estima destruida na escola?"

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Violência escolar leva menina ao suicídio depois da mãe recusar o ensino domiciliar

Ashlynn Connor, 10 anos de idade, era uma estudante de honra, e parecia ser uma garota feliz e despreocupada. Mas as aparências enganam, pois carregava consigo o tormento dos bullies, que lhe chamavam nomes na escola e no bairro de Illinois onde morava. A mãe, Stacy, sabia que a filha era vítima de violência escolar, mas nunca pensou que o bullying a iria levar ao suicídio.

"Chamavam-lhe de vagabunda. Chamavam-lhe de feia e gorda. Eu julgava que os meus filhos eram crianças fortes, e que os meus conselhos e palavras de orientação tinham mais peso do que aquilo que os outros miúdos estavam dizendo."

Mas a filha não aguentou o abuso verbal. Na quinta-feira, Ashlynn pediu à mãe para ser educada em casa, mas a mãe recusou. No dia seguinte, foi encontrada morta, depois de se ter enforcado. Seu corpo foi encontrado por um dos irmãos. Agora, a família, aflita, espera que a história acorde os pais de outras crianças maltratadas na escola. A morte de Ashlynn é a mais recente desta alarmante tendência de bullicídios.

Ler o artigo aqui.

Vídeo: Silvana troca a escola pelo parque



Ángel Arias e sua esposa Frances, professora de inglês, são o exemplo de uma das várias famílias de Granada que decidiram não mandar os filhos para a escola e educá-los eles próprios a partir de casa.

"A educação de Silvana é tarefa dela, pois é ela quem decide, todos os dias, onde ir e o que aprender. Um dos seus sítios favoritos é o Parque da Ciência, onde ela pode experimentar e aprender diretamente tudo a que é exposta."

Visualizar o artigo, em espanhol, aqui.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Memórias: Exatamente há 5 anos...














Esta foto foi tirada há exatamente 5 anos, durante um passeio perto da zona onde moravámos naquela altura. De regresso a casa, investigámos a Viagem do Homem (evolução, cromossomas, mutações, etc), uma teoria sobre a origem da vida na Terra chamada panspermia, e um pouco de história: os Mouros na Europa. E depois ainda tivemos tempo para educação sexual e política!

domingo, 13 de novembro de 2011

Coro de jovens do ensino doméstico



Generation Excellent
é um coro de jovens que aprendem em regime de ensino doméstico. O vídeo, filmado há uma semana, mostra o coro cantando "Confio em Deus", numa Igreja Baptista do Condado de Ashe, Carolina do Norte, EUA. Coloco aqui como mais um exemplo das várias formas de socialização organizadas pelas famílias que optam pelo ensino domiciliar.

sábado, 12 de novembro de 2011

Um dos comentários no facebook fez-me pensar

"Eu estou vendo que a missão de vocês é "informação sobre o ensino doméstico ou educação domicilar", mas todos os posts estão sobre negatividades nas escolas "drogas, violência, abuso..."

A observação foi correcta: a grande maioria dos primeiros posts foram na verdade citações e notícias recentes sobre o aspecto destrutivo do actual sistema escolar. Porquê focalizar nas negatividades das escolas "drogas, violência, abuso..."? Boa pergunta.

Infelizmente, este é um dos motivos que leva muitos pais a considerar o ensino domiciliar (falei sobre este tipo de motivação extrínseca aqui).

Há quem diga que existem dois tipos de pessoas: 1) pessoas mais conscientes da negatividade, que são motivadas a agir pelo desejo de escapar situações negativas; e 2) pessoas atraidas por uma visão positiva, que sabem o que querem e concentram todas as suas energias em transformar essa visão em realidade. Eu devo estar algures no meio pois vejo sempre os dois lados.

Geralmente, quando leio as notícias sobre a violência escolar, primeiro sinto-me indignada, porque adorava viver numa sociedade em que todas as crianças tivessem a oportunidade de aprender num ambiente seguro, em paz, harmonia e liberdade. Depois, sinto uma tristeza enorme, porque sinto o sofrimento dessas crianças e famílias, desesperadas, sem saber o que fazer - "afinal, a escolaridade não é obrigatória? E se não mandar o meu filho para esse inferno escolar não vou acabar sendo denunciado, processado, multado, criminalizado?"

Sei também que muitas dessas crianças estão completamente sozinhas no seu sofrimento porque ainda existem pais que pensam que a escola é como era, e não fazem a menor ideia do que os filhos lá passam. Aí sinto necessidade de fazer algo, de contribuir para o seu bem estar. Por isso tento conscientizar as pessoas para a realidade da violência escolar e para possiveis alternativas, como o ensino domiciliar.

Para as pessoas mais esclarecidas, que sabem da existência desta forma alternativa de educar os filhos e têm a coragem e confiança necessárias para tomar responsabilidade pela educacão dos filhos em países em que o ensino doméstico é praticamente desconhecido, tento apoiá-las traduzindo e partilhando notícias de todo o mundo para que, nos momentos em que se sentem verdadeiras "minorias", se lembrem de que não estão sós, que fazem parte de um movimento global - por isso tento partilhar notícias de todo o mundo, e não apenas a minha experiência pessoal. Seguir uma visão positiva apresenta os seus desafios numa sociedade que tanto nos pressiona a encaixar num só modelo: o modelo por ela sugerido. Somos, afinal, todos iguais, e até os mais corajosos e positivos têm dias dificeis!

A comunidade do ensino domiciliar precisa de apoio. Parte deste apoio é prático: planejar encontros, actividades, e congressos em várias regiões. Mas temos que ser nós, todos nós, a dar esse apoio uns aos outros; cada um dentro da medida que lhe for possivel, claro, mas temos que ser todos nós. Obrigado :-)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Autonomia Como Objetivo Na Educação

Autonomia Como Objetivo Na Educação, por Ana Paula Salvador Werri e Adriano Rodrigues Ruiz Vale - vale a pena ler, por isso deixo aqui um trecho.

***

A escola, com toda sua autoridade consegue transformar seus “subordinados” (alunos) em sujeitos passivos. Ela consegue impor suas idéias sem contestações, ensinando às crianças desde o principio a absorver e repetir suas lições, tão bem que se tornam incapazes de pensar coisas diferentes. Tornam-se ecos das receitas ensinadas e aprendidas. Tornam-se incapazes de dizer o diferente (Rubem Alves: 1994, 27).

As crianças são educadas para servir a sociedade, para mais tarde exercerem uma profissão que promete preencher suas vidas e realizá-las como seres humanos. Na realidade, o que acontece é bem diferente, essas crianças educadas com técnicas para formar técnicos nas mais diversas áreas, tornam-se frustradas, sofrendo com seus conflitos ou então sendo tão ocupadas que esquecem delas próprias. Os homens sabem construir grandes máquinas, avançam na medicina, descobrem segredos da natureza e do universo, mas são incapazes de se compreender e compreender o outro. Pois para isso não existem receitas e tais coisas nunca foram ensinadas na escola.

O que a escola faz, segundo Nitzesche “é um treinamento brutal, com o propósito de preparar vastos números de jovens, no menor espaço e tempo possível, para se tornarem usáveis e abusáveis, a serviço do governo”, mas Rubem Alves modificaria sua última afirmação dizendo que ao invés de “usáveis a serviço do governo”, diria “usáveis e abusáveis a serviço da economia” (ALVES: 1994, p.21).

A educação formal limita as possibilidades de fantasia e de liberdade criativa. Dá respostas certas, anulando a experimentação e a formulação de hipóteses pelas próprias crianças. Ignorando o fato de que as crianças pensam e que devem ser estimuladas a isso, talvez pela falta de tempo, pelas exigências curriculares, ou pelo despreparo dos professores. Não importa o motivo, o que constatamos que a escola segue padrões, ignora as diferenças individuais, as diferenças regionais e o histórico de vida de cada aluno, sendo extremamente autoritária. Como verificamos nesta afirmação de Reimer:

As escolas são obviamente, planejadas para evitar que as crianças aprendam o que realmente as interessa, assim como servem para ensinar-lhes o que devem saber. Daí resulta que a maioria delas aprende a ler mas não aprecia a leitura, aprende seus algarismos e detesta a matemática, se tranca nas salas de aula e aprende o que bem entende nos saguões, pátios e lavatórios (1979: p. 151).

Devido a esse tipo de educação encontramos jovens e adultos sem iniciativa, meros reprodutores, pessoas com dificuldade de integração e cooperação.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Autismo, Aspergers e Ensino Doméstico

Ontem foi o primeiro dia de um curso de formação sobre o espectro autista, organisado pela Associação Nacional do Autismo do Reino Unido em Bristol. A grande maioria dos participantes tinha filhos no espectro autista. Fiquei surpreendida quando me apercebi que cerca de 65 - 70% dos participantes educa os filhos fora da escola: ensino doméstico, unschooling, ou instrução em casa por um tutor. Nem eu esperava que fossem tantos!

No Reino Unido já muitos chegaram à conclusão que o processo de dirigir os alunos especiais para o ensino regular não passa de uma forma de abuso. Talvez por isso cada vez mais famílias estejam a optar pela educação em casa.

Uma minoria à espera, com os filhos em casa, mas ainda matriculados numa escola, que a escola resolva o "problema" da educação, dos traumas resultantes do bullying, violência escolar, etc... em geral, são pais que não estão a par do ensino domiciliar, ou que não se julgam capazes de educar os filhos sem o apoio de "profissionais". São crianças negligenciadas pelo sistema, e os pais não sabem para onde se virar, pois a história é sempre a mesma: os "especialistas" são, na melhor das hipóteses, uma perda de tempo ou, na pior, prejudiciais! Porque, infelizmente, quem está atento vê inúmeros casos em que as vítimas - as famílias e/ou as próprias crianças -, são usadas como "bodes expiatórios", sendo culpabilizadas e penalizadas pelos danos de um sistema brutal.

Ver tb: Aspergers, Autism and Co: Walking Your Talk
Reflexões de uma das mães presentes sobre o ensino domiciliar

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Trailer: Educar confiando em Deus

Governo alemão disposto a "forçar" as crianças educadas em casa a irem para a escola



Este é o trailer de um documentário sobre os Dudeks, uma família que pratica o ensino domiciliar na Alemanha. Jürgen Dudek e sua esposa, Rosemarie, corajosamente ensinam os seus oito filhos em casa. Na Alemanha, o ensino doméstico é ilegal desde que Hitler tomou o poder, e a história da família Dudek é uma de constantes conflitos com o Estado. Mais aqui.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Ensino domiciliar na Nova Zelândia

Jillian e Brian educam os filhos em casa há mais de dez anos. Os filhos sentem orgulho de serem educados em casa. Esta semana tocaram num concerto na biblioteca de Otahuhu. O evento musical foi parte da Semana da Conscientização do Ensino Doméstico.

A família faz muitas excursões e visitas de estudo; além disso, usam livros e a internet. As crianças compartilham seus conhecimentos umas com as outras; quando uma delas não sabe, pergunta a um dos irmãos mais velhos. E se eles não sabem, vão à biblioteca ou pesquisam na internet.

O filho mais velho mostrou um interesse precoce pela eletrônica e os pais apoiaram esse interesse.

''Quando ele tinha oito anos ainda não lia muito bem, mas adorava fazer diagramas de circuitos eléctricos'', diz a mãe.

Não é difícil imaginar porquê. O pai é engenheiro eléctrico e leciona no Instituto de Tecnologia de Manukau... e toca diversos instrumentos musicais.

Ler o artigo aqui.
Link: site do homeschooling na Nova Zelândia.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ensino domiciliar na Tasmânia


Na Tasmânia, uma ilha e um estado da Austrália, o número de crianças educadas em casa aumentou dos 500 aos 600 em apenas cinco anos.

De acordo com Simon Deeth, representante do Home Education Advisory Council, este crescimento ocorreu, em grande parte, porque os pais que optam pelo ensino domiciliar decidem continuar a educar em casa a longo prazo.

Renata Huster ensina o filho André, 11 anos de idade, desde que ele tinha quatro anos. André fala quatro idiomas, adora música clássica e a leitura. Mas o principal objetivo de Renata era que o filho se sentisse feliz dentro de si.

"Quando as crianças vão à escola perdem muitas vezes a sua inocência e sentimento de admiração pelo mundo", disse ela. "Meu objectivo sempre foi ajudar o meu filho a desenvolver a sua auto-estima e sentido de valor próprio."

Passam apenas cerca de uma hora e meia por dia no aprendizado tradicional. No entanto, André, tal como muitas crianças educadas em casa, está acima da média escolar. Reunem-se regularmente com pequenos grupos de crianças educadas em casa.

Antes de ensinar o filho, que nunca frequentou a escola, Renata conheceu crianças educadas em casa e ficou impressionada com a forma que eram educadas e respeitosas.

Um dia típico pode incluir passear e conversar, ler deitado no trampolim, ou ouvir aulas de francês enquanto viajam de carro.

domingo, 6 de novembro de 2011

No Brasil, convictos do ensino domiciliar travam guerra judicial

Pais enfrentam Conselho Tutelar, Ministério Público e até abrem mão de assistência social para ensinar os filhos em casa. Ler o artigo aqui.

sábado, 5 de novembro de 2011

Passeios, Coaching e Biodança

Passámos esta tarde em Eastwood Park, um sítio maravilhoso, numa workshop de biodança facilitada por Karen Skehel, intitulada "Sair da zona de conforto: Benefícios para coaches", parte da Euro Coach List Conference 2011.

No grupo estavam Gladeana McMahon e John Leary-Joyce, famosos no mundo do coaching, pelo menos aqui no Reino Unido.

Também presente, Mary Lunnen... uma tarde passada em boa companhia :-)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Vídeo: Escuela en Casa


Parte 2 - Parte 3

Direitos Reservados a NT. Programa transmitido no dia 28/10/11.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Rubem Alves: A experiência tem de vir antes

"Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes". ~ Rubem Alves

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Homeschoolers aprendem a língua hebraica

Joel, 18, e sua irmã Hannah, 14, ambos educados fora da escola, usam Skype para aprender hebreu.

Na terça-feira, um grupo de homeschoolers reuniu-se na Biblioteca Pública de Fergus Falls para conectar, via Skype, com Evgeny, um instrutor de hebraico.

"Encontramo-nos aqui todas as terça-feiras por volta das 11:45 da manhã para preparar o computador", diz Joel, 18 anos, educado em casa por sua mãe, Maureen. "Ligar para o Sr. Nekrich através do Skype funciona muito bem."

Foi Maureen quem perguntou às outras famílias que praticam o homeschooling na área em que reside se gostariam de aprender a língua hebraica, e a resposta foi muito positiva.

Erin Smith, o Diretor da Biblioteca, disse que esta foi a quinta vez que os homeschoolers usaram a videoconferência em Fergus Falls.

Visualizar foto e artigo aqui.

domingo, 30 de outubro de 2011

3º Congresso Internacional Educação Sem Escola na Universidade Nacional de Colômbia

Os casos de famílias e comunidades que decidem educar sem escola e educar em família crescem aceleradamente em diversos países do mundo, incluindo a Colômbia. Este fenómeno é novo para os interesses de investigação científica académica universitária. As grandes problemáticas do abandono escolar, do absentismo escolar e da falta de motivação das crianças, adolescentes e jovens para frequentar a escola, têm directa relação com este campo de investigação académica. Em alguns países, como por exemplo nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Espanha, Noruega e França, a investigação universitária sobre estes temas, denominados generalmente como Homeschooling ou Unschooling, tem vindo a crescer rapidamente.

ANTECEDENTES

A Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Nacional da Colômbia, através do Instituto de Investigação em Educação - IEDU -, assumiu a liderança da investigação académica sobre a Educação Sem Escola, Educação em Família, Auto-aprendizagem Colaborativa e Modelos de Escolas Flexíveis no contexto colombiano e latino-americano.

Segundo as indagações realizadas, a Universidade Nacional da Colômbia é a primeira universidade latino-américa que está investigando estes temas. Em Novembro de 2009 e Dezembro de 2010, o IEDU organizou eventos académicos internacionais sobre a Educação sem Escola e a Educação em Família. Participaram nestes eventos destacados investigadores internacionais que trabalham no campo da educação sem escola e temas afins, provenientes dos Estados Unidos, Canadá, México, Noruega, Reino Unido, Espanha, Roménia e Chile. Estes eventos académicos tiveram e continuam a ter importantes reconhecimentos nacionais e internacionais. No contexto do evento internacional de 2010 generou-se o compromisso de realizar o terceiro congresso internacional em 2011. Os eventos de 2009 e 2010 contaram com a assistência 230 e 278 pessoas, respectivamente.

O IEDU participa desde 2009 na Rede Internacional de Investigadores da Educação Alternativa, Educação Livre e Educação Sem Escola, coordinada pela investigadora Paula Rothermel da Universidade de Durham do Reino Unido. Ela foi uma das palestrantes no evento internacional de 2009 organizado pelo IEDU, e apoiado específicamente pelo Mestrado em Educação, Linha de Investigação em Ciências Sociais.

OBJETIVOS

-Dar continuidade aos 2 eventos internacionais sobre estes mesmos temas dos anos 2009 e 2010.

-Apresentar resultados e avanços na investigação nacional e internacional sobre os fenómenos da Educação sem Escola, Educação em Família, Auto-aprendizagem Colaborativa, Modelos de Escolas Flexiveis.

-Discutir as tendências teóricas, epistemológicas e metodológicas que caracterizam estes fenómenos.

-Continuar a animar o debate científico e académico sobre a Educação sem Escola e a Educação em Família.

-Explorar possibilidades de um debate sobre a política pública relativamente a Educação sem Escola na Colômbia.

- Continuar a propiciar o encontro entre as famílias que optam pela Educação sem Escola, Educação em Família, Auto-aprendizagem Colaborativa, Modelos de Escolas Flexíveis.

-Apresentar o livro sobre Educação sem Escola e Educação em Família que surgiu dos congressos de 2009 e 2010, editado pelo Instituto de Investigação em Educação – IEDU.

Visualizar Programa AQUI

sábado, 29 de outubro de 2011

Tempos excitantes para o ensino doméstico!

Aprender sem escola

Um dia, faz agora 3 anos, deu-me para pesquisar "ensino doméstico" na internet. Em vez de fazer o que sempre fazia, que era colocar "home education" ou "homeschooling" no motor de busca da Google UK, resolvi usar a língua portuguesa e a Google PT. Fiquei chocada ao ver os resultados: 4 entradas, duas delas minhas.

Foi nesse momento que decidi encher a internet de informação em português sobre a "educação em casa". Queria disseminar informação sobre esta forma de aprendizagem para que as pessoas dos países lusófonos pelo menos estivessem a par da sua existência.

Para mostrar o mundo do homeschooling, resolvi traduzir notícias de todo o mundo. Uma voz interior insistia: "se partilhares apenas a tua experiência, poderão pensar que o ensino domiciliar é algo praticado por meia duzia de gatos pingados, provavelmente passados dos carretos; ou seja, que é coisa de gente esquisita. A tua missão é ajudar as pessoas a compreender que este é um verdadeiro movimento global, praticado por pais dos mais variados backgrounds, de todo o tipo de profissões, níveis de rendimento, educação, etc."

Hoje, pesquisando na net, já não encontramos apenas 4 resultados :-) Se buscarem ensino doméstico (sem colocarem a expressão entre aspas), aparecem 2,200,000 resultados!

Os seguintes resultados foram obtidos colocando conjuntos de palavras entre aspas (comandando o Google a procurar exatamente essas palavras, nessa mesma ordem, sem alterações)

  • educação em casa = 281.000 resultados
  • homeschooling = 85.800 resultados
  • ensino em casa = 49.800 resultados
  • aprendizagem autónoma = 42.600 resultados
  • ensino domiciliar = 24.800 resultados
  • ensino doméstico = 23.900 resultados
  • unschooling = 10.500 resultados
  • descolarização = 539 resultados

No Brasil, agora temos a Associação Nacional de Ensino Domiciliar. Em Portugal o Movimento Educação Livre está a dar os seus primeiros passos. Vimos, pela primeira vez, a participação de Portugal na Conferência Europeia do Ensino Doméstico.

Esta semana, apercebi-me que o número de visitantes deste blog ultrapassou os 100.000, o número de seguidores atingiu os 300 e o número de membros da rede do ensino doméstico ultrapassou os 500!

Os tempos que vivemos são excitantes! Que honra sermos pioneiros deste novo paradigma educacional na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa! Vamos celebrar!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Pais em ação: ensino doméstico a crescer!


Nos EUA, muitas famílias não
sabem que
não é a escola que é compulsória mas sim a educação. Nestes últimos 10 anos, o número de alunos educados por meios não tradicionais - em escolas on-line ou em casa -, aumentou de uma maneira incrível. Nos Estados Unidos, mais de 1 milhão e meio de crianças aprende em regime de ensino doméstico e o número continua a crescer!

Link: site de Angela Ardolino.
Fonte

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Autismo: planejamento centrado na pessoa

Passei o dia num curso sobre planejamento positivo de vida: como ajudar os jovens com síndrome de asperger em transição para a idade adulta a planejar o seu futuro. Falámos sobre o planejamento centrado na pessoa, as barreiras à autodeterminação, como aumentar as possibilidades de sucesso no planejamento da vida, etc.

O instrutor, David Moat, oferece apoio e aconselhamento a pessoas com Transtornos do Espectro Autista e uma série de seminários de formação sobre Autismo e Síndrome de Asperger, para além de ser o autor de Asperger Syndrome: Social Integration Skills Training Social. Quando mencionei que o meu filho aprende em casa, David confirmou que o ensino doméstico tem ajudado muitas crianças e jovens com perturbações do espectro do autismo :-)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Entrevista sobre o unschooling



Judy Arnall, especialista em parentalidade e autora do livro best-seller, Discipline Without Distress, fala sobre o unschooling (aprendizagem autónoma) no programa Alberta Prime Time (Canadá). Continua aqui. Mais aqui.

domingo, 23 de outubro de 2011

De Olho no Céu



Fotos tiradas esta semana... já ouviram falar das trilhas químicas?

sábado, 22 de outubro de 2011

A revolução será a educação em casa

O mundo surpreendente, ativo e social dos 'edupunks' de Las Vegas

Elissa Wahl, defensora da educação e veterana do ensino doméstico, orienta a aprendizagem dos três filhos desde que eles nasceram. Brian, 17 anos, recebeu recentemente o diploma do ensino doméstico e agora frequenta o College of Southern Nevada, na esperança de concluir os pré-requisitos necessários para ingressar num programa de gestão e treinamento de animais exóticos em Moorpark College, na Califórnia.

Ler o artigo aqui. Foto de Bill Hughes.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Brasil rejeita legalização explícita do ensino domiciliar

Fiquei a saber, através do Homeschooling Brasil, e passo a citar, que a Comissão de Educação e Cultura (CEC) da Câmara dos Deputados reuniu-se ontem, dia 19 de Outubro de 2011, e deliberou sobre os Projetos de Lei que propunham a legalização explícita do ensino domiciliar no Brasil.

A discussão baseou-se no relatório do Dep. Waldir Maranhão (PP/MA), que recomendou a rejeição dos dois projetos. Por unanimidade, os deputados presentes aprovaram o parecer e os dois projetos de lei foram rejeitados. Isto significa que o ensino domiciliar no Brasil continuará ausente da legislação brasileira.

O histórico da tramitação encontra-se aqui, e podem ouvir a gravação da sessão em áudio aqui. O trecho relevante vai das 12:04:26 às 12:06:49. A discussão não durou mais do que 2 minutos. As vozes pertencem à Dep. Fátima Bezerra, presidente da CEC, e ao relator do projeto, Dep. Waldir Maranhão.

Há quem pense que se os projetos tivessem sido aprovados eles poderiam causar mais problemas do que soluções. Resumindo, a situação do ensino em casa no Brasil continua na mesma: não é ilegal - e possui, inclusive, apoio constitucional!

Link: Câmara rejeita projeto de lei que autorizava o ensino domiciliar

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Uma unschooler cheia de talento

Zoe Bentley, desescolarizada, é uma garota de 15 anos cheia de talento. Adora a exogeologia (o estudo da geologia em outros planetas) e quer trabalhar para a NASA. A exogeologia combina a sua paixão pela astronomia, geologia e pelo conceito de viagens no tempo.

Em 2010, a sua submissão "Exogeologia Rocks!" ganhou o segundo lugar no No Boundaries National Competition. Na competição, os adolescentes investigaram carreiras em ciência, tecnologia, engenharia e matemática, aprendendo ao mesmo tempo sobre NASA.

Zoe também já publicou um livro, Fractured Fate, juntamente com outros adolescentes. No início deste mês, Zoe esteve num painel com outros autores durante a reunião do Santa Cruz Chapter da Sociedade dos Autores do Sudoeste dos EUA. Zoe também vai aparecer num vídeo sobre livros proibidos.

Zoe cresceu em Sahuarita com a mãe, o pai e sua irmã Teagan, 11. Zoe e Teagan são educadas em casa pela mãe. No entanto, o termo que preferem é "unschooling".

"Unschooling é um tipo de aprendizagem baseada em casa onde não se segue nenhum currículo", diz a mãe. "Essencialmente, é a maneira em que os adultos e os bebês aprendem. No unschooling, os pais são facilitadores da aprendizagem em vez de professores".

O resultado é que as crianças e os jovens que seguem esta abordagem podem investigar as áreas que mais lhe interessam, aprendendo as "bases" apenas porque precisam delas para aprofundar os seus interesses.

"Como os unschoolers praticam a aprendizagem autónoma e aprendem por gosto, as universidades estão procurando ativamente por eles" diz a mãe.

Fonte

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Críticas ao homeschooling

Mais um trecho de
EDUCAÇÃO NÃO OBRIGATÓRIA
por FILIPE RANGEL CELETI

Críticas ao homeschooling

1. O ensino doméstico possui diversas críticas. Tentaremos apontá-las e superá-las. A primeira crítica aponta o homeschooling como um limitador da socialização. As crianças perderiam a ideia de pertencentes a algo maior do que o círculo familiar. Isto ocorre porque a família pertence apenas à primeira esfera de socialização. É preciso que a criança também tenha contato com uma esfera secundária de socialização. É por este motivo que,
como uma agência socializante, a instituição escolar propicia tanto a transmissão do acúmulo de conhecimentos por meio do desenvolvimento de capacidades cognoscitivas quanto a transmissão de normas, valores, atitudes relativas à vida social (CURY, 2006).

Que a escola seja um ambiente socializante não há dúvidas. Entretanto, os críticos do homeschooling parecem tomá-la como o único ambiente socializante. Mesmo que a escola não seja o único ambiente possibilitador de socialização, não é claro o motivo de este ser o melhor e mais desejável. A ideia existente é que crianças de famílias adeptas do homeschooling são menos socializadas ou possuem dificuldade de comunicação. Pensa-se na prática do ensino doméstico como sinônimo de prisão doméstica. Contra esta visão, Richard G. Medlin pesquisou o tema da socialização. Para o professor
crianças de homeschooling estão participando do cotidiano de suas comunidades. Elas certamente não são isoladas, na verdade, elas se associam – e sentem de perto – todos os tipos de pessoas.
Existem inúmeras atividades na sociedade e
os homeschoolers participam de várias atividades externas - jogos desportivos (existem inúmeros times de homeschoolers), programas de escotismo, igrejas, serviços comunitários ou empregos de meio expediente (LYMAN, 2008).

Além disto, o comportamento da criança de homeschooling é diferente. O crédito deve ser dado, de acordo com Medlin, em grande parte aos pais. Afirma isto pois,
com o desenvolvimento social de seus filhos a longo prazo em mente, eles ativamente incentivam os filhos a tirar proveito das oportunidades sociais fora da família. Crianças ensinadas em casa adquirem as regras de comportamento e sistemas de crenças e atitudes que precisam. Elas têm boa autoestima e tendem a apresentar menos problemas de comportamento do que as outras crianças. Elas podem ser socialmente mais maduras e têm melhores habilidades de liderança do que outras crianças também. E elas parecem estar atuando efetivamente como membros da sociedade adulta.

O mesmo foi observado por Larry Shyers já em 1992. Em sua tese de doutorado,
crianças de 8 a 10 anos eram filmadas brincando. O comportamento de cada uma delas foi observado por orientadores psicológicos que não sabiam quais eram as crianças que frequentavam escolas convencionais e quais eram as que estavam sob homeschooling. O estudo não encontrou qualquer diferença significativa entre os dois grupos em termos de assertividade, que foi medida por exames que avaliavam a evolução social de cada criança. Mas as filmagens mostraram que as crianças educadas em casa por seus pais presentavam menos problemas comportamentais (LYMAN, 2008).
Torna-se muito simples criticar o homeschooling a partir de uma definição arbitrária de socialização. A socialização, entretanto, pode ser constatada pela observação feita pelas pesquisas de Shyers e Medlin.

Apesar disto, as crianças que recebem ensino em casa são socializadas se entendermos socialização como o processo pelo qual as pessoas adquirem as regras de comportamento e sistemas de crenças e atitudes que preparam a pessoa para atuar efetivamente como um membro da sociedade (DURKIN, 1995, p. 614). Sob este aspecto, o ensino doméstico é um processo também socializante. Não há, evidentemente, em seu âmago, a função de impedir o desenvolvimento social das crianças.

2. Outra critica para com o homeschooling afirma que é mais fácil perceber maus tratos em crianças matriculadas em escolas. Não é claro como a escola pode ser efetivamente eficiente no controle dos maus tratos dos pais. Conseguem, no máximo, acionar um conselho tutelar para separar a criança da família, sendo melhor protegida pelas instituições do governo. Se há maus tratos dentro dos lares, não podemos concluir que retirar, obrigatoriamente, as crianças de dentro de suas casas, pelo período de seis horas diárias, irá diminuir a violência doméstica. Pais violentos continuam violentos, seja num dia escolar ou durante as férias. Ademais, o crime existente é o do uso de violência para com terceiros. O crime é a agressão para com a integridade corporal da criança. Já existem penas determinadas para este tipo de delito. Se o governo deseja tomar uma atitude para com a violência doméstica, certamente que a escola obrigatória não é a melhor.

Além disto, supõe-se que a escola seja o ambiente perfeito para o desenvolvimento da criança. Porém, muitas vezes os professores tomam para si determinados papéis que contribuem para outras formas de maus tratos. Dentro deste rito escolar o professor pode assumir, de acordo com Ivan Illich, três papéis, o de juiz, o de ideólogo e o de médico.

Enquanto juiz, o professor-guardião
é árbitro da observância das normas e ministra as intrincadas rubricas de iniciação à vida. No melhor dos casos, coloca os fundamentos para a aquisição de alguma habilidade, à semelhança daquela que os professores sempre possuem. Sem pretensões de conduzir a uma aprendizagem profunda, treina seus alunos em algumas rotinas básicas (ILLICH, 1995, p. 46).
Como ideólogo, o professor-moralista substitui os pais, Deus ou o Estado. Doutrina os alunos sobre o que é certo e o que é falso, não apenas na escola, mas também na grande sociedade (ILLICH, 1995, p. 46).

No papel de médico,
o professor-terapeuta julga-se autorizado a investigar a vida particular de seus alunos a fim de ajudá-los a tornarem-se pessoas. Quando esta função é exercida por um guardião ou pregador, normalmente significa que persuade o aluno a domesticar sua visão do verdadeiro e seu senso do que é correto (ILLICH, 1995, p. 46).
Não parece que uma criança aluna de tais professores tenha sua integridade preservada. Na conclusão de Illich (ILLICH, 1995, p. 47),
um professor que reúne esses três poderes contribui muito mais para a distorção da criança do que as leis que determinam sua minoridade legal e econômica, ou que restringem seu direito à livre reunião e residência.

Diferente das agressões sofridas em casa, o que há no escopo de leis do estado para evitar tal distorção na criança? Neste ritual da escolarização, o professor é o sacerdote. Tua fala é a verdade e a verdade é a lei. O controle dos pais sobre o que é inculcado a seus filhos ou de como se dá a liberdade de cátedra dos professores torna-se difícil. Nesta relação de controle da escola pelos pais e dos pais pela escola, o aprendizado da criança é que fica no prejuízo.

3. Outra crítica feita ao homeschooling é a falta de formação dos pais para educar os filhos. Certamente que nem todos os pais possuem formação adequada para educar seus filhos, porém não implica dizer que nenhum seja capaz de exercer a função. Além disto, existem diversos grupos de pais e instituições, bem como material didático e instrutivo, que podem ajudar aos pais se tornarem professores. Se o processo de ensino-aprendizagem não é uma mera transmissão de conhecimentos, mas uma dialética entre professor-aluno, então os pais são os verdadeiros professores que ensinam aprendendo. O homeschooling também é um espaço no qual quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender (FREIRE, 1998, p.25).

terça-feira, 18 de outubro de 2011

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Testes e avaliações

"Para uma seleção justa, vocês têm que fazer o mesmo exame: por favor subam aquela árvore."

Num sistema educativo cada vez homogeneizado, isso tem mesmo que acontecer! ... só os macacos podem passar o teste e chegar ao topo :-)

domingo, 16 de outubro de 2011

Citações: Sandra Dodd

Como homeschoolers (pais-educadores), vocês já não precisam de ser dependentes dos pareceres dos "especialistas". Vocês podem dar um passo atrás, ganhar perspectiva, e ver que o mundo inteiro - não só a vossa casa, o vosso bairro ou cidade mas todo o planeta Terra - é uma experiência de aprendizagem, um laboratório contendo línguas diferentes (e pessoas que as falam), plantas, animais, história, geologia, meteorologia (não meras palavras num livro mas o clima que experienciamos), música, arte, matemática, física, engenharia, alimentação, dinâmica do relacionamento humano e ideias sem fim.

sábado, 15 de outubro de 2011

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Desescolarizar: mais um blog sobre a aprendizagem fora do sistema escolar

O blog, que "pensa a problemática da educação em geral e explora a questão da desescolarização como possibilidade e como alternativa ao sistema educacional formal e institucionalizado", pode ser visualizado aqui.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Museu oferece dias especiais para famílias que praticam o homeschooling


Para dar-vos uma ideia do nível de reconhecimento e aceitação do ensino doméstico na Inglaterra, e com o desejo de ver a mesma atitude em países como Portugal, Brasil e Espanha, deixo-vos o exemplo do Museu de Ciências em Birmingham, na Inglaterra, que organiza dias especiais para as famílias que seguem o ensino doméstico. O programa foi desenvolvido após consultoria com famílias que praticam a educação em casa (termo mais correto seria educação fora da escola), e com o apoio do departamento da Câmara Municipal que lida com os Museus, Bibliotecas e Arquivos. Visualizar aqui.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Vídeo: ensino doméstico na prática


Filmado entre Março e Junho de 2011, este curto filme mostra o ensino doméstico na prática. Das crianças (e jovens!) que aparecem no filme, nenhuma delas frequenta a escola. No Reino Unido, o número de alunos em regime de ensino domiciliar encontra-se algures entre os 50.000 e os 150.000. O filme mostra a prática desta forma alternativa de aprendizagem em que as crianças, ao contrário do que muitos possam pensar, não vivem isoladas em casa mas sim numa escola sem paredes, onde o recreio, neste caso, é a cidade de Londres. Os pais-educadores organizam uma enorme variedade de actividades e oportunidades educativas, e as crianças encontram-se frequentemente fora de casa, no mundo real, e acabam por passar muito mais tempo brincando, convivendo e relaxando do que as que frequentam a escola.

domingo, 9 de outubro de 2011

Ensino doméstico chega ao Paquistão

Enquanto todas as manhãs as mães do bairro se apressam, cheias de stress, para levar os filhos para a escola, os dias de Sadaf Farooqi começam com muita tranquilidade. A filha A'isha Irfan, de 6 seis anos de idade, levanta-se cedo, ela mesma faz o seu pequeno-almoço e depois começa o dia expressando sua criatividade com lápis de cores, aguarelas, tesoura e papel. Em seguida, A'isha decide ler um dos livros do seu currículo, fazendo perguntas à mãe sempre que sente necessidade. Seu irmão Abdullah, quatro anos de idade, depressa se junta a ela, com lápis de cor, Lego e inúmeras perguntas ao longo do dia.

A'isha e Abdullah não vão à escola. Para eles, seu lar é sua escola - o lugar onde são livres para aprender num ambiente natural. Não fazem o ensino doméstico por terem necessidades especiais ou não terem conseguido acesso a uma escola "normal". Sadaf, escritora freelance e blogger, pratica o ensino doméstico há mais de um ano e diz que prefere esta abordagem educativa não convencional.

Ela segue o currículo oficial da Oxford University Press, com livros de matemática, inglês, urdu, estudos sociais, ciências, islamiat, e aulas diárias sobre o Alcorão, mas prefere deixar que os filhos escolham o que querem estudar. Diz que esta abordagem utiliza a inclinação que as crianças naturalmente têm para a aprendizagem.

Sadaf não é a única que decidiu educar os filhos fora do sistema escolar. A família faz parte de uma comunidade de pais que estão escolhendo educar os filhos em casa. O conceito, apesar de relativamente novo no Paquistão, está ganhando popularidade entre as famílias que se sentem insatisfeitas com o sistema de ensino tradicional e preferem estar mais envolvidas na educação dos filhos. Estas famílias reuniram-se e formaram a Associação do Ensino Doméstico do Paquistão, uma comunidade online com cerca de 150 membros, pessoas que praticam o homeschooling e/ou que estão interessadas ​​na educação em casa. Também lançaram uma revista trimestral sobre as suas actividades e várias questões relacionadas à educação em casa.

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