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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Ken Robinson fala sobre o ensino domiciliar



A pergunta enviada a Ken Robinson através do Twitter foi:

"Qual é a sua opinião sobre a educação domiciliar, e que elementos do ensino doméstico podemos transferir para a escola?"


Ken Robinson revela-se abertamente como fã do homeschooling, destacando a possibilidade que oferece aos pais de seguirem o ritmo de aprendizagem dos filhos, a liberdade de poderem planear o currículo e focalizar nas coisas mais adequadas para o desenvolvimento das competências que desejam para os filhos. É um método óptimo para quem deseja proporcionar aos filhos uma educação integral uma vez que os pais podem criar sistemas de aprendizagem personalizados, adequados à unicidade dos seus filhos.

Diz-nos que nos Estados Unidos cerca de 5% das crianças em idade escolar são educadas em casa, sem recorrerem à escola. No entanto, o ensino domiciliar continua a opção de minorias que, de acordo com Robinson, não é uma opção fácil. Diz que as pessoas que conhece que educam os filhos em casa dedicam muito tempo ao ensino doméstico e levam-no muito a sério. É verdade que temos acesso aos mais variados recursos, a materiais adaptados para o estudo individualizado, e ao apoio de associações cujo objectivo é apoiar estas famílias que optam pelo homeschooling; no entanto, continua a ser uma opção minoritária. As razões por que nem todas as famílias podem optar pelo homeschooling variam. Robinson destaca a situação económica das famílias, o facto de que alguns pais não se sentem equipados para a tarefa e os desafios que o ensino domiciliar acarreta, e a situação doméstica, que por vezes pode impossibilitar a prática do homeschooling. Por isso, optam pela escola. O que ele propõe é o diálogo entre a escola e outras propostas alternativas, outras formas de aprendizagem, um diálogo que poderá levar ambas as partes a aprender uma com a outra.

Quanto ao que o homeschooling pode oferecer à escola, Robinson lembra-nos que existem várias abordagens ao homeschooling, que temos uma multiplicidade de propostas, e que por isso devemos pensar nos seus princípios gerais. Ele distingue três princípios:

1. Modo personalizado de aprendizagem

2. Flexibilização do tempo

3. Aplicação de metodologias e modelos pedagógicos que se adaptam às necessidades individuais de cada aluno dentro do grupo.

De acordo com Robinson, algumas escolas estão aderindo a estes princípios, e seria desejável que estes princípios permeassem o tecido escolar.

Adaptado daqui. Gracias Madalen :-)

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