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terça-feira, 8 de março de 2011

Ensino Doméstico: o medo do desconhecido III

Na minha perspectiva, sentirmo-nos seguros não envolve:

1. virarmo-nos para especialistas que nos possam dizer o que fazer, uma vez que um dos princípios do homeschooling, e muito especialmente do unschooling, é tomarmos responsibilidade pelo nosso percurso, pela nossa vida, pela nossa aprendizagem;

2. a necessidade de satisfazer os requisitos do Estado e/ou de um currículo obrigatório, nem de fazer compromissos ou sacrifícios a fim evitar potenciais problemas;

3. tornarmo-nos, nós próprios, "especialistas".

Para nos sentirmos seguros, precisamos de:

1. saber do que temos medo e qual é a confusão e/ou a informação cuja ausência está causando o medo;

2. ter uma ideia realista do que significa lidar com aquilo que tememos, especialmente em termos de nos livrarmos da confusão ou falta de informação subjacente;

3. avaliar a nossa capacidade de lidar com aquilo que tememos, tanto agora como a longo prazo, sem a exagerar nem diminuir, e aceitando o estágio actual do nosso desenvolvimento;

4. implementar aquilo que podemos - conscientes que uma viagem de mil milhas começa com o primeiro passo - e alegrarmo-nos com os passos que vamos dando em direção ao nosso objectivo; por outro lado, se vemos que estamos bloqueados, precisamos de tomar a decisão de implementar o nosso plano e dar o primeiro passo;

5. se neste momento não nos sentimos capazes de seguir em frente, precisamos entender como chegar ao ponto em que nos sentiremos capazes de o fazer;

6. ter como objectivo fazer o que seja preciso para chegar a esse ponto;

7. sentir que estamos a seguir uma direcção segura.

O percurso do homeschooling e do unschooling não é passivo, pois requer um envolvimento activo no processo de realizar os nossos ideais e manifestar os nossos sonhos. Para isso, precisamos de nos livrar dos medos que nos paralizam.

Sentimo-nos seguros e protegidos porque sabemos que estamos seguindo um caminho autêntico, em que as nossas acções estão de acordo com os nossos ideais, sabendo que, passo a passo, estamos seguindo uma direção correta na vida, confiando no impacto positivo que terá não só nos nossos filhos como também para as futuras gerações que, em vez de serem reduzidas a mero capital humano terão a oportunidade de viver a plenitude do seu potencial humano.

Continua...

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