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quinta-feira, 3 de março de 2011

A morte e o ensino domiciliar

Como hoje foi o primeiro aniversário da morte do meu marido, pensei escrever sobre a morte que é, afinal, a única certeza que temos na vida, embora a maioria de nós ande em negação total desse facto, acreditando que a morte só acontece aos outros, evitando imaginar a morte do nosso cônjuge / companheiro, vivendo como se fossemos imortais... e nunca pensando no impacto que a nossa morte, ou a morte de um dos pais teria na vida dos filhos.

As pessoas que praticam o homeschooling e o unschooling não estão imunes à morte. Às vezes, sabemos de antemão que a morte é inevitável, mas outras vezes a morte vem de repente, inesperadamente, como aconteceu conosco há um ano atrás. E que bom que praticamos o unschooling! Porque pudemos organizar o ritual do funeral à nossa maneira, tal como pudemos organizar o primeiro aniversário da morte, o que muito nos ajudou a processar a perda e a nossa própria mortalidade.

No seu blog, Savannah explica esta vantagem do homeschooling

Tivemos hoje a morte de um nosso familiar e fiquei a pensar como a prática do ensino domiciliar é uma benção em momentos como este. Não temos que dar explicações a professores e directores sobre a ausência da escola nem dos trabalhos de casa. As crianças têm a oportunidade de expressar a sua dor à sua própria maneira sem o escrutínio do pessoal da escola. As crianças não precisam "se conter" até ao fim das aulas. Podemos parar tudo e oferecer o apoio emocional que as crianças precisam assim que elas precisem. O ensino doméstico também nos oferece a oportunidade de falar sobre a pessoa que morreu e reflectir sobre a vida, a morte e a eternidade.

E, aqui, Heather ajuda-nos a considerar aspectos mais práticos,

Em geral, a possibilidade de praticar o unschooling depende de um ordenado e a morte repentina de um dos pais poderia devastar a família. Não só por causa da morte de um dos pais mas porque de repente o outro progenitor precisa de ir trabalhar para apoiar financeiramente a família. Em nossa casa estamos tomando as medidas necessárias para estarmos preparados, pois a morte nem sempre nos avisa que vai chegar. Quer pratiquem a "escola em casa" ou o unschooling, a situação privilegiada de poder ficar com os filhos em casa é algo que não precisa mudar no caso da morte de um dos pais.

Heather sugere o que podemos fazer aqui.

2 comentários:

ESpeCiaLmente GaSPaS disse...

Lamento a vossa perda.

Dia 3 de Março também é uma data que me marca em anos diferentes. Nunca pensei que algo semelhante me acontecesse duas vezes no mesmo dia e mês.

Paula disse...

Obrigada.

Intrigantes estas coincidências / sincronicidades...