Educar não é encher um balde, é incendiar uma alma. - William Butler Yeats
Os pais que optam pelo ensino doméstico dizem muitas vezes que foi a sua interacção com crianças e jovens educadas fora da escola que os fez decidir seguir o mesmo caminho.
Margaret Murray, uma ex-professora que educa os seus quatro filhos em casa, disse: "Eu queria passar os meus talentos para meus filhos. Temos plena confiança que vão receber uma excelente educação."
Continua aqui.
Sem educação formal, irmãos ganham prêmios
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Sem educação formal, irmãos ganham prêmios Fora de escola desde 2006, os
jovens estudam em casa apenas os temas que lhes interessam e não pensam em
cursar...


6 comentários:
E eu cá ando num dilema... Se meto o meu no infantário ou não no próximo ano lectivo.
Atormenta-me a alma ele não ter meninos com quem brincar :s
Aqui esse problema não existe, porque as mães tomam a iniciativa, organizam muitos encontros e arranjam sempre outros meninos para brincar.
Outra coisa; há sempre a tendência de se sobrestimar a quantidade de horas de convivio que as crianças querem ou sentem necessidade.
Eu, por exemplo, sempre senti necessidade de bastante tempo em solitude, e não gostaria que me obrigassem a passar horas e horas na companhia de 30 ou mais pessoas, sejam elas quem forem.
Solitude não é solidão. Solitude é paz interior, estarmos bem na nossa companhia, termos tempo para seguir os projectos que nos entusiasmam, que nos inspiram e nos fazem felizes. Muitas vezes, companhia pode ser um empecilho. O escritor, o poeta, o artista, o inventor, etc, precisa de tempo em solitude.
"A sociedade enriquece a mente, mas a solidão é a escola do gênio." E Gibbon
E há crianças que gostam - e precisam! - de tempo consigo mesmas. Para algumas crianças com autismo, por exemplo, a companhia dos outros pode ser um verdadeiro inferno!
Dilemas... Aqui dizem 'where there's a will, there's a way'
Tudo de bom para vocês :)
Olá,
Eu li o artigo e achei nele a mesma argumentação que considero furada sobre falta de socialização das crianças em homeschooling.
Estar em um espaço de comunidade é diferente de fazer aulas de pottery ou basquete - é ter a oportunidade de interagir com outros - e oportunidade não quer dizer obrigação - solitude para quem precisa.
Se o infantário parece um clube: é um lugar para brincar e se relacionar com outros, acho muito válido - se for uma escola em miniatura, pensaria duas vezes.
Conheço um grupo de famílias na Espanha que decidiu juntar-se e criar seus próprios espaços coletivos - pode ser uma boa também.
Escrevi recentemente um pouco sobre ensino em casa inspirado em um post daqui:
http://augusto.blog.br/ensino-casa
Oi Augusto,
"Se o infantário parece um clube: é um lugar para brincar e se relacionar com outros, acho muito válido - se for uma escola em miniatura, pensaria duas vezes."
Esse é o meu parecer; e se for uma obrigação, pensaria ainda mais vezes ;-)
Mas gosto de respeitar a decisão de cada um, e compreendo que em Portugal, como o movimento ainda é recente, os pais tenham mais receio de optar pela via menos caminhada...
Obrigado pelo link
Pois, provavelmente ele até aprecia o espaço dele, não sei. Certo é que quando apanha miúdos para brincar ADORA!
O problema é não termos vizinhos perto com que ele possa fazer amizades.
Vou ter de arranjar uma solução...
Obrigada.
Oi gente, obrigado pela conversa.
Fundamentalmente, acho que a obrigação de ter que ir a uma instituição não faz sentido. Por outro lado, acho que é um direito da criança estar em espaços públicos com outras pessoas.
Mais que público, o espaço de comunidade é importante - um espaço que tenha o relacionamento legal, mas que tenha as dificuldades de viver junto.
Segregar o ser humano a um espaço privado se relacionando com apenas algumas pessoas sempre não faz sentido para mim - e claro que isso não precisa ser sinônimo de homeschooling.
De qualquer forma, socialização é sim uma questão a cuidar. Sigo refletindo...
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