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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Empreendedorismo Educacional: Mãeducadora ou Mãempreendedora?

Resolvi fazer um cursinho de introdução ao empreendedorismo e sorri ao ver as semelhanças entre o perfil do empreendedor e dos homeschoolers, os pais e mães que decidem tomar responsabilidade pela educação dos filhos em vez de delegarem essa responsabilidade à escola.

Tal como os empreendedores, os pais-educadores não desanimam quando lhes dizem "mas nunca vi ninguém fazer isso!" - ou, no seu caso, "tirar os filhos da escola e educá-los em casa? Você está maluco!", "não é assim que se educam as crianças!"

Tal como os empreendedores, os pais-educadores não desanimam ao verem que são os únicos a inovar; no seu caso, os únicos a praticar esta modalidade educacional na zona onde moram.

Tal como os empreendedores, os pais-educadores estão criando algo diferente e com valor, no seu caso uma forma de educação diferente, dedicando o tempo e o esforço necessários, assumindo os correspondentes riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes - e recebendo as consequentes recompensas!

Tal como os empreendedores, os pais-educadores têm muita iniciativa, visão, coragem, firmeza, poder de decisão, capacidade de organização e direção, e uma atitude de respeito pelo ser humano.

Tal como os empreendedores, os pais-educadores não receiam a inovação - diria até que a maioria está consciente dos 5 estágios de qualquer inovação pois no ensino doméstico o processo é o mesmo: primeiro, as pessoas negam a necessidade do ensino doméstico e insistem que a escolaridade obrigatória é a melhor forma de educar as crianças. Depois, dizem que o ensino doméstico não é eficaz. Ao verem os resultados positivos, começam a negar a importância da educação domiciliar. Depois, dizem que o esforço necessário para educar os filhos a partir de casa não vale a pena. Por fim, passam a aceitar e a adotar a aprendizagem fora da escola, e a apreciar as suas vantagens. No entanto, irão provavelmente atribuir esta importante forma alternativa de aprender a acadêmicos (e não aos verdadeiros inovadores, os pais-educadores!), e negar a existência dos estágios anteriores.

Continua...

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