
O meu marido morreu há 1 ano e meio. Incrivel como o tempo passa! A imagem foi desenhada por ele no computador. Parece que estava a adivinhar... Mas a morte faz parte da vida, é natural. O Alan era budista, e meditava sobre a morte todos os dias. Uma das meditações envolve imaginar que vamos morrer hoje. Lembrar que a morte é inescapável e que pode chegar de repente, quando a gente menos espera, ajuda-nos a colocar as prioridades em ordem e a saborear cada momento.
Ao morrer, o Alan ensinou-me a dançar com a vida e a viver o não apego. O apego, e não a separação, é o que nos faz sofrer na hora do adeus. Viver o não apego é saber que a cada adeus segue-se um encontro. A vida é um milagre. Já não tenho tempo para desperdiçar com ninharias, nem com chatices ou depressões. O passado já passou. Amanhã é mera fantasia. Só temos o aqui e agora. Esta manhã dancei. Esta noite vou dançar. Momento a momento escolho a felicidade!
Posts sobre a morte aqui, aqui e aqui.
Ver também: a morte e o ensino doméstico
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A todos que se sentem tristes ao pensar na morte, eu deixo a mensagem da Celia Cruz!


8 comentários:
Menina, que serenidade! Eu ainda não gosto de pensar sobre ela. Meu marido se foi há sete anos e com a ajude de Deus, não me desesperei e continuo também serena. Beijão!
Olá Maria Luiza.
Obrigada pela visita :-)
Eu gosto de enfrentar as coisas que me desafiam, e a morte foi uma delas... E ela há-de voltar, por isso hei-de continuar a olhar para ela até ela ficar minha amiga!
Paula,
Amei sua participação! Natural, como a vida deve ser.
O desenho feito por ele, lúdico e profundo.
Tudo isso é conquista e cada um está num estágio de evolução.
Valeu demais sua contribuição!
Paula, bom dia, gostaria muito de ter a sua serenidade ao falar da morte. Estou passando por um período de perda e estou inconsolável. Ver a vida da forma que você ver é bem melhor, as coisas se tornam mais simples. Parabéns pelo desapego. Beijos.
Oi Gina,
Sim, é verdade, cada um está no seu estágio de evolução. Obrigada pelo comentário :-)
Virgina, boa tarde, em mim, esta serenidade não é natural, é o resultado de anos de meditação. Não é fácil aceitar a morte, a gente resiste, e quer a pessoa de volta. Mas a nossa tristeza não ajuda ninguém, e estou convencida que quem morreu não nos quer ver tristes mas alegres e a continuar com a nossa vida o melhor possivel. Por outro lado, temos que ser pacientes e respeitar o nosso processo de luto, e tudo que vem à superficie - a 'anestesia', a raiva, a ansiedade, a não aceitação, a tristeza... mas lembrando sempre que estes sentimentos são passageiros...
Sabes, prefiro dizer não-apego que desapego. Desapego dá um bocado a sensação de indiferença. Mas a gente pode sentir muito carinho e amor e no entanto lembrar que tudo é impermanente, que todos os encontros acabam em separação, e que por isso não vale a pena a gente se apegar. Claro, é muito mais fácil falar do que praticar!
Beijos.
Olá Paula,
que bom que voltaste ao nosso convivio.
Admiro a interiorização que fizeste dos ensinamentos do teu marido.
Gostava de tê-lo conhecido. Dá-me a sensação que era um homem incomum.
Também defendo esse desapego e fortaleço-me para conseguir encarar a morte com toda essa serenidade que nos mostraste.
Beijinhos.
Rute
P.s.-Temos mais uma fase pela frente, a 8ª! Desta vez é mesmo a última. Artigo de abertura já publicado.
Q comentário doce! Isso q vc colocou sobre seu marido é muito legal, é necessário nos prepararmos diariamente para a morte. Assim como buscamos viver bem, devemos buscar morrer bem. E mais legal, q ele te ensinou a conviver com o fato de uma forma tranquila. Muita paz!
Que bela dica! Vou tentar manter essas idéias em mente.
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