Se começássemos outra vez, como criaríamos o melhor ambiente de aprendizagem para os nossos filhos? Organizando as crianças em filas de mesas e cadeiras desconfortáveis, segregando-as por idade e ordem alfabética? Tentando enfiar 7 disciplinas diferentes num dia de 6 horas? Forçando todas as crianças a aprender as mesmas coisas ao mesmo tempo, submetendo-as depois a testes para nos certificarmos de que as coisas ficaram dentro das suas cabeças?
Obviamente que não. Mas o sistema fabril é o sistema actualmente em vigor nas escolas, e muitas famílias estão decidindo que querem algo diferente para os seus filhos, algo mais natural. Uma das formas em que o ensino doméstico se manifesta é o unschooling, um conceito com uma definição diferente para cada criança. A minha estimativa é que um terço das crianças educadas em casa Connecticut seguem esta abordagem.
No unschooling, as crianças aprendem através da experiência de vida, dentro e fora de casa, investigando as coisas que acham interessante. Enquanto muitos homeschoolers limitam-se a seguir um currículo baseado no das escolas públicas, com um dos pais desempenhando o papel de professor, o unschooling é mais solto e mais centrado na criança.
Para a família Pryor, unschooling significa a possibilidade de dar a Maddie, 16 anos de idade, a liberdade de seguir os seus dois interesses principais: fotografia e cozinha gourmet. Depois de comprar os ingredientes para fazer Salada Marroquina de Frango (um prato que também fotografou), Maddie preparou duas fotografias para uma mostra de arte e leu um dos quatro livros actualmente na sua mesa de cabeceira.
Unschooling significa que Finn, 12 anos, tem o tempo livre necessário para aprender a tocar guitarra, aprender a falar norueguês e ensinar programação avançada de computadores a um grupo de outras crianças que também optaram pela não-escola.
À primeira vista, unschooling pode parecer uma noção radical. Mas será?
Ler o artigo aqui.
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3 comentários:
Paula! Olá!
À pergunta do título do teu post eu respondo convictamente que sim!
Está muito incisivo e é isso mesmo, obrigada por continuares a partilhar todos esses artigos aqui.
Aqui em Portugal não é muito fácil seguir o unschooling, mas nós temos preserverado. A ver se isto, com cada vez mais famílias dedicadas, dá um salto qualitativo! :)
Muitos beijinhos
Isabel
Olá Isabel!
Sim, em Portugal o unschooling não é fácil por causa dos exames no fim dos ciclos, mas estive agora a ouvir o vídeo da Claudia Sousa e fiquei com a impressão de que é possivel, pelo menos no primeiro ciclo...
Beijinhos
Sim, mas depende um pouco de cada criança. O meu, por exemplo, seguindo os seus interesses, vejo que ele está bem avançado a matemática e estudo do meio e não teria qualquer problema em fazer o exame em Maio de 2013 se até lá conseguir ler bem as provas e escrever, pois agora é que começou a interessar-se por ler e escrever e está a dar os primeiros passos. Dará tempo, não dará?... Se o unschooling fosse claramente contemplado na lei, já não teria que fazer este raciocínio (nem provarmos nada...). É que este pequeno desde que nasceu que nunca entrou em qualquer estabelecimento de ensino e não quero impôr-lhe nenhum método nem atrasar ou acelerar o seu ritmo próprio.
Grata por tudo
Beijinhos
Isabel
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